28 de outubro de 2008

Manifeasto pela PARIDADE JÁ!


MANIFESTO PELA PARIDADE
Não existe autonomia universitária sem democracia interna

Nos últimos dias ocorre na Famev uma movimentação dos estudantes de agronomia em função do desrespeito a comunidade acadêmica ao promover de modo abrupto e antidemocrático as eleições para o cargo de diretor da faculdade. E ainda, tendo a Congregação da FAMEV violado um acordo historio: “garantia de eleições paritárias”, ao estabelecer a (des)proporção de 70% do peso dos votos para docentes, 15% para discentes e 15% para os técnicos.
Em Assembléia Geral os estudantes de agronomia decidiram paralisar as atividades acadêmicas por quarenta e oito horas, no dia 13 e 14 de outubro, em protesto à decisão da congregação. Paralisação esta que gerou ofensas pessoais e perseguições a alunos, como amplamente noticiado pela mídia.
Como resultado da paralisação os estudantes de agronomia conseguiram um espaço na reunião da congregação do dia 24 de outubro que, em tese, seria para reconsiderar a questão da paridade nessas eleições. No entanto, o pedido dos estudantes, foi descaracterizado pelos membros da Congregação que se mostrou fechada aos argumentos apresentados pelos mesmos, demonstrando ser autoritária e hostil quanto a presença dos alunos na reunião.
Os estudantes de Agronomia se perguntam o porquê dessa proporção nessa eleição “atropelada” e antidemocrática. O cenário apresenta-se como uma forma dos professores de impor o candidato que lhes convém, desqualificando a opinião dos técnicos e estudantes.
Cumpre mencionar que assim como os técnicos, os estudantes de agronomia, decidiram em assembléia geral, boicotar as eleições caso ocorram desse modo antidemocrático.
Cumpre lembrar a importância que essa atitude dos estudantes de agronomia tem para a comunidade acadêmica como um todo, ainda mais considerando que sua realização ocorre em um ano em que aconteceram eleições para reitoria onde a paridade fora observada.
Em função dessa relevância que o DCE da UFMT motivado pelo Centro Acadêmico de Agronomia, realizou no ultimo dia 24 de outubro uma reunião do Conselho das Entidades de Base, onde compareceram vinte e um centro acadêmicos que retomaram a discussão pela paridade nas eleições acadêmicas e acordaram a elaboração do presente documento exigindo uma postura da Administração Superior da UFMT que nesta data é empossada.
Desta feita, prosseguimos aduzindo os fatos e argumentos que embasam nosso posicionamento.
Há vinte anos que a população brasileira se felicita com as conquistas obtidas com a promulgação da Constituição de 1988, tantos direitos sociais foram ali assegurados que fora apelidada de “Constituição Cidadã” pelo então presidente da Assembléia Constituinte. Fora o momento em que o Estado Brasileiro consagrou-se em um “Estado Democrático de Direito” garantindo a todos a possibilidade de elegerem diretamente seus representantes do poder executivo e criando importantes instrumentos de representatividade de todos os partidos políticos existentes.
Depois de anos de repressão ditatorial a carta constitucional assegurou a autonomia a sociedade em se organizar em associações e sindicatos e que dentro destas também fosse assegurada a participação democrática.
Foi nesse ínterim, também, que a Constituição assegurou a Autonomia Universitária em seu art. 207 que assim prediz:
Art. 207 - As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.
Sem dúvida fora o momento em que toda a sociedade, e de forma veemente o movimento estudantil, teve garantido o direito de discutir dentro do âmbito universitário o modo como seriam eleitos os dirigentes destas instituições.
Vale destacar que o movimento estudantil desde meados da década de sessenta tem lutado pela participação democrática nas eleições para os cargos de direção nas universidades públicas. Nesse contexto a Universidade Federal de Mato Grosso tomou a vanguarda nessa luta, sendo uma das primeiras universidades, antes mesmo da Constituição de 1988, a acordar entre os seguimentos da comunidade universitária o respeito à paridade para eleição de seus Reitores.
Fora nesse momento que se assegurou a participação de cada segmento com o mesmo peso no processo de escolha do Reitor da UFMT. Cumpre destacar que mesmo após a Constituição de 1988, o governo federal editou leis que tentaram ferir a autonomia universitária, tolhendo a participação dos seguimentos acadêmicos determinando que na escolha do Reitor deveria se obedecer ao peso de setenta por cento para a manifestação do pessoal docente em relação às demais categorias, e mesmo assim a comunidade acadêmica manteve a praxe de primar pela democracia assegurando a paridade nas eleições.
Lamentavelmente, essa atitude democrática não se estendeu às demais instâncias da UFMT. Como é sabido, dentro dos institutos e faculdades a paridade nem sempre tem sido utilizada, e curiosamente, alguns docentes que lutam pela participação paritária e os próprios reitores, cuja eleição deu-se em observância ao princípio democrático que é a paridade, compactuam com esta lastimável prática.
Não devemos nos esquecer que, conforme já mencionado, a democracia, é princípio constitucional pétreo, não podendo deixar de ser aplicado, e dentro das universidades compostas por seus docentes, discentes e técnicos, notadamente em grande discrepância de número, que a paridade é o meio mais democrático a se observar, garantindo a todos a participação igualitária na escolha de seus dirigentes.
Sabemos que muitas das reivindicações de melhorias estruturais na Universidade, e também no que tange a qualidade do ensino-pesquisa-extensão não são alcançados, até hoje, justamente, por não se ter igualdade de representação dos segmentos nos colegiados de curso, departamentos, nas congregações de faculdades/institutos e também nos Conselhos Superiores da Universidade.
Outro ponto importante é que na Universidade pública, espaço de importância crucial na formação de cidadãos conscientes e capazes de gerar as mudanças de que necessita nosso país, tanto estudantes, não nos esquecendo dos técnicos, tem sua participação desestimulada pela inexpressividade do peso de sua participação nas eleições das faculdades e institutos.
O que se pretende, neste ato aqui representadas as entidades estudantis infra assinadas, portanto, é exigir, ante a todos os argumentos aqui explicitados, o que se segue:
- Que a nova Administração Superior da UFMT, eleita sob o princípio democrático que é paridade, posicione-se de modo condizente com a postura adotada no pleito em que fora eleita, que assim como o Governo Federal respeitou a vontade da comunidade acadêmica, sejam respeitadas as consultas realizadas nas faculdades e institutos na escolha de seus dirigentes. Outrossim, que se manifeste publicamente favor da adoção de eleições paritárias em todas as faculdades e institutos na escolha de seus dirigentes. E ainda, que sejam estipulados critérios que garantam a igualdade de participação dos segmentos nos Colegiados De Cursos, Colegiados De Departamentos, Congregações De Institutos e Faculdades e nos órgão colegiados superiores CONSUNI e CONSEPE;
- Que a nova Administração Superior da UFMT se comprometa a criar um espaço de discussão entre DCE e Centros Acadêmicos, Diretores de faculdades e institutos e Administração Superior, com o objetivo de elaborar uma proposta a ser aprovada no CONSUNI que estabeleça eleições paritárias para os cargos de direção em todas as instâncias da UFMT.
- Um posicionamento Institucional da UFMT apoiando a UNE, DCE e demais Centros Acadêmicos no Projeto Lei que será encaminhado a Comissão De Participação Legislativa da Câmara dos Deputados que proporá a elaboração de uma lei federal vinculando as universidades a realizarem eleições paritárias para escolha de seus dirigentes.
Destaca-se o ânimo do movimento estudantil em promover a observância, manutenção e ampliação das conquistas democráticas dos estudantes da UFMT.




Paridade já!

Aproveitem...


APROVEITE E MELHORE SUA CULTURA E CONHECIMENTO


Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:


· Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;

· Escutar músicas em MP3 de alta qualidade;

· Ler obras de Machado de Assis ou a Divina Comédia;

· Ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA

· e muito mais....


O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso,basta acessar o site:
http://www.dominiopublico.gov.br/

Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.

Divulgue para o máximo de pessoas ...

Regimento para o Congresso da UMES

I – DO CONGRESSO
Art. 1º - O congresso da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Cuiabá é o fórum máximo de debate e deliberação dos estudantes da educação básica, profissional e de pré-vestibular, públicos ou particulares de Cuiabá.
Parágrafo único - O Congresso da UMES será realizado de 01 a 02 de Novembro de 2008.

Art. 2º Participará do Congresso da UMES com direito a voz e voto os delegados (as)
eleitos de acordo com as normas estabelecidas nesse regimento. Participarão com direitos a voz os estudantes observadores.

II – DOS DELEGADOS E SUPLENTES
Art 3º Os delegados (as) do Congresso da UMES serão eleitos em seus Grêmios.

Art 4º O processo de eleição dos delegados (as) em cada escola será conduzido
prioritariamente pelo grêmio estudantil.

Art 5º O critério da eleição dos delegados (as) e suplentes para o Congresso da UMES será de 1 (um) delegado (a) e até 2 (dois) suplentes por Grêmio.

Art 6º O processo de eleição de delegados (as) e suplentes para o Congresso da UMES será feito em reunião da diretoria do Grêmio.

III – DO CREDENCIAMENTO E DA ORGANIZAÇÃO DO CONGRESSO
Art 7° O credenciamento do Congresso da UMES será dirigido pela Comissão Municipal de Credenciamento e Organização (CMCO) e o diretor da UBES.

Art 8º O Diretor da UBES e a CMCO do Congresso da UMES são responsáveis por todo o processo de organização do congresso e de credenciamento dos delegados (as) e suplentes, observada as normas do presente regimento.

Art 9º O Credenciamento dos delegados (as) e suplentes ao Congresso da UMES será realizado no dia 01 de novembro até as 13 horas, no local do congresso que é a Escola Estadual Prof. Nilo Póvoas.

Art 10º Para efeito de credenciamento deverá ser apresentado a CLCO os seguintes
documentos: A) Fotocópia da Ata de Eleição e Posse do Grêmio, da Reunião da Diretoria que define os representantes B) Carimbo da direção da escola em todas as copias das atas. C) Comprovante de matricula do ano de 2008 do (s) delegados
(as) e suplentes.
Parágrafo Único: Os documentos referidos nas alíneas A e B do artigo 10º deverão
necessariamente conter o carimbo e assinatura da direção da escola.

Art.11 - Os recursos, em caso de duplicidade ou questão relevante para a manutenção
da lisura do processo, podem ser feitos pelo diretor da UBES, pela CMCO, ou por qualquer integrante do Grêmio.
Parágrafo Único. Os recursos somente poderão ser apresentados até o momento do
credenciamento da escola em questão, sendo que o prazo para apresentação de
documentação comprobatória é o final dos trabalhos da CMCO daquele mesmo dia.

Art.12 – No Congresso, somente o delegado (as) poderá retirar sua credencial junto a CMCO, mediante a apresentação de documento oficial com foto (RG, carteira de trabalho, passaporte carteira nacional de habilitação).
§1º Os horários das entregas das credenciais serão definidos pela CMCO.

Art.13 - A credencial do delegado (a) é pessoal, numerada e intransferível. O uso por
terceiros implicará pela anulação imediata da mesma. Não será fornecida a segunda
via da mesma e a perda ou extravio da credencial deverá ser comunicada
imediatamente a CMCO.

V DO CONGRESSO

Art. 14° O Congresso da UMES consistirá de grupos de discussão, plenária final, convenção de chapas e eleição da diretoria da UMES.

Art. 15° O Congresso da UMES terá uma mesa diretora presidida pelo Diretor da UBES e pela CMCO.

Art. 16° As propostas debatidas nos grupos de discussão deverão ser entregues por
escrito à Comissão Municipal de Sistematização e Votação (CMSV).

Art. 17° A CMCO e a CMSV serão compostas por Grêmios eleitos no COMEB de Cuiabá. Todos os membros da CMCO e da CMSV podem se fazer representar por
qualquer membro da sua Comissão, perante apresentação da procuração, e podem se
fazer substituir por qualquer estudante secundarista, desde que seja apresentado a CMCO por escrito.

Parágrafo Único: No caso do voto por procuração, o voto do detentor da procuração
terá o valor da soma total de votos dos membros que lhe passaram a mesma.

Art. 18° A plenária final deliberará sobre a pauta do congresso através de um projeto
de resolução para cada tópico.

Art. 19° A votação se dará pelo levantamento dos crachás para aferimento de
contraste visual.
Parágrafo Único: Quando não houver consenso na mesa sobre o contraste visual, será
realizada a contagem dos votos.

Art. 20° O local do Congresso da UMES foi definido pelo COMEB ficando como local a Escola Nilo Póvoas.

Art. 21° As questões omissas nesse regimento serão resolvidas pela CMCO juntamente com o diretor da UBES.

Cuiabá, 10 de Outubro de 2008.

21 de outubro de 2008

Declaração de Amor!

"É com peixe frito e lambadão que Mato Grosso vai fazer Revolução"


Sou cuiabano, sou mato grossense e amo minha terra... E ser cuiabano é...
... falar 'vôte', 'vixi', 'cordeiro', 'tchá por Deus' e outras inúmeras cuiabanisses...
... comer a carne de boi mais saborosa do Brasil...
... ser do estado que mais cresce no Brasil...
... ser do terceiro maior do Brasil em extensão, mas do primeiro em belezas naturais...
... ter boa parte do território inexplorado e ainda com mais belezas por serem descobertas...
... rir de piada de gaucho...
... ficar injuriado qdo confundem Mato Grosso com Mato Grosso do Sul, ou ainda invetam o Mato Grosso do Norte...
... ficar indignado qdo os vizinhos do sul se denominam 'Estado do Pantanal'... (Como se fosse só deles...)
... poder tomar banho de cachoeiras, contemplar as belezas de Chapada ou Manso, visitar o Pantanal, se maravilhar com o Araguaia, perder o fôlego em Jaciara, ou se surpreender com a Amazônia...
... dançar rasqueado, lambadão, cururu e siriri...
... falar pra todo mundo que Cuiabá é a cidade mais quente do Brasil e pq não do Mundo...
... ficar tranquilo quando a previsão do tempo diz que no dia seguinte a temperatura maxima vai ser de 40°C...
... e preocupado quando diz que vai fazer menos que 20°C....
... torcer pro Mixto Esporte Clube e se emocionar com o Verdão lotado










... defender nossas tradições e culturas regionais...
... correr pra aumentar o volume da televisão quando aparece alguma reportagem em cadeia nacional...
... ter a Viola de Cocho...
... ter um belo pôr-de-sol todos os dias e pássaros cantando...
... ser o coração (ou numa visão menos poética ser o umbigo) da América do Sul...
... ser conterrâneo de Marechal Cândido Rondon, Dom Aquino Côrrea, Eurico Gaspar Dutra...
... morar no Coxipó, Centro, Baú, Goiabeiras, Porto, Dom Aquino ou CPA...
... comer pastel na Feira do Porto...
... subir a Getulio Vargas e descer a Isaac Póvoas...
... é tomar escaldado no Choppão no final da noite...
... jogar truco espanhol, bozó...
... viver na Cidade Verde...
... ter uma das noites mais agitadas do Brasil...
... ter Igreja N. S. do Rosário e Capela de São Benedito, Igreja do N. S. do Bom Despacho, Santuário N. S. Auxiliadora, Sesc Arsenal, Palácio da Instrução, Liceu Cuiabano...
... defender essa terra a qualquer custo (mas tb reconhecer que tem mta coisa pra melhorar)
... ficar sentado na porta de casa, jogando dominó, ou conversando fiado...
... ser hospitaleiro e receber gente de todos os cantos do Brasil e do mundo, com carisma q somente matogrossenses sabem fazer!
... comer Maria Izabel, Ventrecha de Pacú e Filé de Pintado frito, Mojica de Pintado, Pacú ou Piraputanga Assada na Folha de Bananeira, Farofa de Banana, Arroz com Pequi, Frango com Pequi, Galinha Caipira, Cabeça de Boi...
... não tomar café da manhã, e sim o 'Quebra Torto'...
... ou ainda não tomar lanche a tarde e sim o 'Tchá cô Bolô'...
... ter um pé de manga, de caju ou de goiaba no quintal (ou simplesmente ter um quintal)...
... não tomar café, mas tomar guaraná ralado pra despertar...
... ser uma cidade preocupada com o presente, com as raizes no passado e com os olhos no futuro...
... é enfim não deixar de pensar um só momento nessa terra privilegiada...

Definições são poucas para explicar como essa terra é linda e como temos orgulho de ser da União da Juventude Socialista de Mato Grosso, pois sabemos que podemos melhorar cada vez mais esse estado tão aclamado pelos nossos militantes.







"Se o presente é de luta, o futuro nós pertence"


(Che)

Eduardo Lohnhoff - leituras!

Camaradas.

Como já é de conhecimento publico, estou na cidade de San Ignácio de Velasco, no Departamento de Santa Cruz, Bolivia.

Quero corrigir a sugestões de leitura, na verdade o nome do texto de Marx é LUTAS DE CLASSES NA FRANÇA DE 1848-1850. Repito, cuidado com a introdução de Engels, por que muitas interpretações reformistas e revisionistas foram tiradas dela, para citar Edward Bernstein nos tempos de Lênin e Nelson Coutinho, no Brasil dos dias de hoje.


Mas é uma leitura muita válida para entender o papel das crises de tipo financeira, no redesenho das estruturas capitalistas. E como a cada crise, o proletariado se apróxima de sua emancipação. Para complementar esta leitura indico tanbém O IMPERIALISMO, ETAPA SUPERIOR DO CAPITALISMO, DE LÊNIN. Não são tão novos os acontecimentos que abalam o modo de produção burguês, porém uma coisa é certa, todas as potencias mundiais estão de cordo com isso: Há uma crise na ideologia neoliberal.


Somentes os estados que não a aplicaram ou estavam lutando contra ela ( como o Brasil de Lula, A Venezuela de Chavez, a Bolivia de Evo, e a China... a China..), não se verão afetadas por tal crise. Bom, aí está a sugestão de leitura, espero que a leiam, passo o link da obra completa, porém é em espanhol:

Faz bem exercitar a lingua de Cervantes um pouco, ehehe.
Eduardo Lohnhoff
militante da UJS
atualmente está na bolivia
"Hasta la victoria siempre"

Palestra relembra os movimentos sociais de 68


Freqüentemente associado às rebeliões estudantis, o ano de 1968 constitui um marco na história mundial. Ansiosa por liberdade e pela quebra da ordem social vigente, a juventude daquele tempo não esperou, fez acontecer. Analisar e refletir sobre esses acontecimentos geradores de transformações políticas, culturais e comportamentais foi o principal desafio da palestra de abertura do 6º Seminário Temático "Juventude e Política: 40 anos da queda do 30º Congresso da UNE".
O evento ocorreu no dia 10/10, com palestra proferida pelo professor Manoel Motta. O Seminário é parte dos eventos anuais realizados pelo Grupo de Pesquisa Educação, Jovens e Democracia. De acordo com o professor de Departamento de Filosofia da UFMT e doutor em educação, Manoel Motta, a geração de 68 nasce num contexto pós-guerra de conflito generalizado e as buscas por trás de suas lutas se dão por dois valores: paz e democracia. "Paz e democracia eram valores proclamados, mas não havia ações que os garantissem. Devido ao contexto histórico, de guerras e ditaduras, nenhum deles era exercido em sua plenitude", conta.
Para contextualização do público, o professor narrou os principais eventos ocorridos mundialmente naquele ano. Na França, por exemplo, o famoso "Maio de 68", segundo Manoel Motta "talvez a mais expressiva revolução, na qual estavam ao mesmo tempo valores existenciais e políticos", irrompia movimentos de protestos em universidades européias e americanas, ganhando fôlego ao conquistar o apoio da classe operária. Já na cidade do México, cerca de 300 estudantes morriam massacrados pelas forças armadas enquanto protestavam.
Na Tchecoslováquia, tanques militares eram enviados para reprimir os anseios por democracia. O destaque da palestra foi dado para as manifestações que ocorriam no Brasil nesse período. Segundo o professor, a luta política atingiu seu auge com a passeata dos Cem Mil, no Rio de Janeiro, no dia 26 de julho. A manifestação contra a ditadura foi composta majoritariamente por estudantes e jovens, mas também contou com apoio de artistas e intelectuais. "As ações ocorreram no Brasil inteiro, mas essa passeata representou o momento de apogeu, de demonstração da insatisfação com a ditadura. Essa época marca o momento de resistência política mais expressiva", ressaltou.
Ainda sobre a ditadura, Manoel Motta acrescentou que duas eram as vertentes existentes neste período: a luta armada e a por via institucional. A primeira era formada por organizações que acreditavam que somente o enfrentamento poderia vencer a ditadura. Assim, seqüestros eram freqüentemente utilizados na tentativa de obter a liberdade de presos políticos. A segunda ganhou força a partir de 74, com a vitória política do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). "A partir de 74, com a vitória política do MDB, vai ocorrer o fortalecimento da luta institucional pela via parlamentar.
Os debates começam a ser mais expressivos, as organizações pedem anistia para os presos políticos e há reorganização do Movimento Estudantil.", explica o professor. Experiência vivaUm dos momentos fortes da palestra foi quando o professor contou sua própria vivência nos tempos de ditadura e narrou o desaparecimento de seu amigo Ramires Maranhão do Vale. "O Ramires era meu vizinho, morávamos no mesmo bairro e pegávamos o mesmo ônibus. Eu ia pro colégio estadual de Pernambuco e ele para o Salesiano. O Ramirez era envolvido no Movimento Estudantil e nós debatíamos muito sobre como enfrentar a ditadura", lembra.
O professor também recordou a diferentes posições políticas assumidas pelos dois e revelou o trágico desfecho que Ramirez teve nas mãos da ditadura. "O Ramires era muito rebelde e independente e sempre se posicionava a favor de enfrentar a ditadura pela via armada, e eu naquela época já considerava que esse não fosse o melhor caminho. Logo em seguida, o Ramires desapareceu, entrou na clandestinidade. Só ouvi falar do meu amigo Ramires no final de 1978, no período de luta pela anistia, quando ele foi colocado na lista de desaparecidos. Ele até hoje continua nela", conta.
Otimismo
Após traçar todo o processo da época ditatorial até a chegada das Diretas Já, o professor Manoel Motta se posicionou a favor da defesa da paz, da democracia e do socialismo, além de demonstrar otimismo em relação ao atual quadro político de luta. "Hoje você tem a liberdade de partido, a liberdade de expressão", afirma.
Para Motta, vivemos um momento fértil de ampliação da democracia. "Atualmente, temos tanto uma esquerda, como uma direita que lutam democraticamente. A direita brasileira sempre foi golpista, sempre defendeu o fim da liberdade democrática e tinha uma posição autoritária. Agora a direita utiliza mecanismos que podem até ser criticáveis, mas que são no campo democrático".
*Da Redação/ Inara Fonseca

19 de outubro de 2008

Direitos Humanos e Dignidade das pessoas vivendo na pobreza

Hoje, no Dia Internacional pela Erradicação da Pobreza devemos renovar o compromisso com o avanço dos direitos humanos como um princípio fundamental para se acabar com a pobreza.

Este ano, o tema do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza – Direitos humanos e dignidade das pessoas que vivem na pobreza – relembra a a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que afirma que "toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar-lhe, e à sua família, saúde e bem-estar".

Sessenta anos depois, centenas de milhões de seres humanos continuam sendo privados de seus direitos fundamentais, como o direito à alimentação, à habitação, à educação e ao trabalho digno. Condenadas a viver na pobreza, essas pessoas têm, muitas vezes, que enfrentar a exclusão social, a discriminação e a privação de qualquer poder ou influência. A miséria priva os pobres de sua dignidade humana.

Em nossos esforços para erradicar a pobreza devemos prestar muita atenção aos direitos humanos e a dignidade de todos. É preciso ir além das necessidades materiais básicas e abordar a discriminação e a desigualdade. Isto significa assegurar que todas as pessoas pobres tenham acesso aos recursos que precisam – terras, capitais, saber e competências - para escapar à miséria. Significa dar-lhes meios para participarem ativamente na tomada de decisões e em outras atividades que afetam diretamente sua vida.

1° Encontro de Estudantes Secundaristas de Cuiabá e Região nos dias 01 e 02 de Novembro de 2008

O Encontro de Estudantes Secundaristas tem como objetivo estruturar a base do movimento estudantil e formar os jovens politicamente. Acreditamos que por meio deste Encontro iremos fomentar nos jovens o desejo de participar ativamente da vida política da sociedade em que vive, e assim contribuir na construção de uma sociedade justa e igual para todos.

Cronograma

Dia 01/11/2008 (Sábado) Nilo Póvoas
08:00 - Credenciamento
08:30 - Abertura do Encontro: Solenidade de Abertura.
09:30 - Mesa de Contextualização sobre Direitos LGBT.
11:00 - Almoço e Encerramento do Credenciamento.
13:00- Debate sobre Educação
15:00 – Abertura dos Grupos de Discussões (GD’s).
17:00 – Apresentação das propostas dos GD’s.
18:30 – Jantar
19:30 – Atividade Cultural
24:00 - Encerramento das Atividades

Dia 02/11/2008 (Domingo) Nilo Póvoas.
08:00 - Debate sobre o Movimento Estudantil
10:00 - Plenária Final: Deliberações do 1° Encontro.
12:00 - Almoço
13:00 - Abertura dos Jogos e Gincana Cultural
17:30 – Encerramento

Duvidas entrar em contato com Rarikan pelo telefone (65) 8448-2517, (65) 9207-0493.
E-mail: rarikanharry@hotmail.com

17 de outubro de 2008

O povo quer cultura e arte!

Congresso Nacional do Brasil

O Senado está a um passo de aprovar um projeto de lei, de autoria do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), sobrinho de Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus) que incluiria as igrejas entre as beneficiárias do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac).




Mais conhecida como "Lei Rouanet", aprovada em 1991 pelo Congresso Nacional, o Pronac permite que empresas invistam em projetos culturais até 4% do equivalente ao Imposto de Renda devido. O projeto chegou a ser aprovado em caráter terminativo na Comissão de Educação, mas um recurso para que fosse apreciado pelo plenário impediu que seguisse para a Câmara. Uma emenda apresentada pelo senador Sibá Machado (PT-AC) obrigou a volta do texto para a comissão. Ainda precisará ser votado no plenário do Senado e depois ir à Câmara.

Como o projeto original fazia referência apenas a “templos”, sem especificar sua natureza, ao estender a eles os benefícios da Lei Rouanet, o senador Sibá considerou necessário acrescentar um adendo. A emenda, que teve o parecer favorável do senador Paulo Paim (PT-RS), foi aprovada pela Comissão de Educação e deixa mais claro que o Pronac poderá ser usado para contemplar não só museus, bibliotecas, arquivos e entidades culturais, como também “templos de qualquer natureza ou credo religioso”.

A proposta agora segue novamente para o plenário, onde alguns senadores prometem reagir contra a idéia. Está mais do que na hora de as pessoas envolvidas e/ou preocupadas com a verdadeira cultura em nosso País, reagirem e tomarem uma providência.

16 de outubro de 2008

UFMT e Prefeitura firmam protocolo para criação de campus em Varzea Grande

Está cada vez mais próxima presença da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em Várzea Grande, município vizinho a Cuiabá, onde está a segunda maior população do Estado – 237.925 habitantes, em 2007, conforme informação do IBGE - e que não conta com uma instituição pública de ensino superior. O Protocolo de Intenções para a instalação do campus foi assinado hoje, 16/10.
O campus será na região denominada Chapéu do Sol. A área, a ser doada diretamente à UFMT, é de cem hectares. A UFMT irá elaborar os projetos dos cursos, a prefeitura vai providenciar a infra-estrutura – ligações de água, telefonia, internet, transporte coletivo – e o governo do Estado a estrutura viária e o asfaltamento.

Universidade Federal de Sergipe aprova reserva de vagas para vestibular 2010

Para a UBES, a medida representa um passo importante para a democratização do acesso ao ensino superior
O Conselho do Ensino, da Pesquisa e da Extensão da Universidade Federal de Sergipe (UFS) aprovou em reunião realizada na tarde desta segunda (13), o Programa de Ações Afirmativas que, entre outras coisas, institui a política de cotas na instituição.
O programa valerá para o Processo Seletivo Seriado de 2010. Poderão participar todos os estudantes que cursaram os quatro últimos anos do Ensino Fundamental e todo o Ensino Médio em instituições da rede pública de ensino.
50% das vagas serão destinadas a estudantes de escolas públicas. Desse percentual, 70% serão dedicados aos que se declararem negros, pardos ou índios. Será garantida, também, uma vaga por curso aos portadores de necessidades especiais.
"A conquista da reserva de vagas na UFS é resultado de um longo período de muitas lutas, manifestações e mobilizações dos estudantes. A universidade que aderiu ao Reuni e pretende duplicar o número de vagas, entendeu que não basta aumentá-las, mas é preciso democratizar o acesso a educação, pois vivemos um sistema baseado nos vestibulares desiguais e excludentes e a reserva de vagas vem no sentido de garantir um futuro diferente para os estudantes das escolas públicas de Sergipe", afirmou o diretor de Relações Institucionais da UBES, Thiago Mayworn.
O vice-presidente da entidade no estado, Bruno Rezende, lembra que as vagas para cursos como medicina, odontologia, direito e pedagogia são ocupadas, majoritariamente, por estudantes de escolas particulares. "A medida dará oportunidade para que os filhos da classe trabalhadora tenham a possibilidade de ingressarem na universidade nos cursos que desejam. A relação candidato/vaga terá menos peso na hora de escolher o curso".
A intenção é acompanhar as mais de 30 universidades que já adotam o sistema. O programa tem duração prevista de dez anos. No entanto, nos primeiro cinco anos, após a formatura das primeiras turmas, será feita uma avaliação. Para isso, será montada uma comissão com o objetivo de monitorar o funcionamento, avaliar os resultados e sugerir ajustes e modificações.
"Trata-se de uma conquista histórica para os estudantes de Sergipe. Há 8 anos o movimento social luta pela democratização do acesso ao ensino superior e a aprovação pode ser avaliada como um importante passo nessa direção", resume o presidente do DCE da UFS, Natan Alves.

Os sonhos não envelhecem


Por Lúcia Stumpf

"Há dias que condensam anos, há anos que condensam dias" - K. MarxLa jeunesse est la flame de la revolución - "A juventude é a chama da revolução" - slogan do Maio de 68 em Paris. 1968 foi sem sombra de dúvidas, um ano que condensou décadas. Manifestações antiimperialistas eclodiam por todo o globo. O velho colonialismo europeu parecia derrotado e o novo imperialismo ianque sofria duros golpes em Saigon. A solidariedade internacional ao povo vietnamita atingia um novo patamar.
Em Paris, mais de 50 mil estudantes, em marcha sob o Arco do Triunfo - naquele que ficou conhecido como o Maio de 68 e cujo auge seria a "noite das barricadas" - questionavam o papel da universidade, as liberdades individuais e os valores sócio-culturais vigentes. Enfrentavam a polícia e o pensamento resignado em nome da liberdade! Tal movimento culminaria numa greve operário-estudantil de mais de um milhão de pessoas com ampla simpatia dos cidadãos franceses. O fato soou como franca ameaça para governos autoritários ao redor do mundo. E os 366 dias de 1968 exalavam resistência e contestação, seja através das flores, seja através de canhões.
Mataram um estudante, podia ser seu filho
No Brasil, o regime ditatorial dos militares completara 4 anos em 31 de março e não havia nenhuma sinalização da redemocratização (tese defendida por algumas organizações, inclusive de esquerda, à época). Ao contrário. Quatro Atos Institucionais já haviam sido promulgados e todos no sentido de tolher mais e mais os direitos do povo. A repressão ao movimento estudantil era crescente. No dia 28 de março, Edson Luís de Lima e Souto, paraense de apenas 18 anos, é assassinado pela polícia durante confronto no Rio de Janeiro.
A morte de Edson Luís abre um ciclo de grandes mobilizações Brasil afora. Mais de 50 mil pessoas acompanharam seu enterro, que se transformou num ícone da luta dos estudantes pela democracia. A comoção e a revolta causadas pelo assassinato covarde de alguém tão jovem se converteram na sede de democracia e justiça. De março a outubro o clima era de extrema tensão: passeatas, protestos e reitorias ocupadas diariamente. Mais estudantes foram mortos em conflitos, outros tantos, feridos. No Rio de Janeiro a Passeata dos Cem Mil reúne líderes estudantis, trabalhadores, artistas e intelectuais pelo fim da ditadura. Em São Paulo, a Batalha da Rua Maria Antônia termina com o saldo lamentável de um estudante morto e dezenas feridos.
A UNE somos nós, nossa força e nossa voz
Quando os militares tomaram o poder do Estado brasileiro, em 64, uma das primeiras medidas adotadas foi a proibição da União Nacional dos Estudantes de existir e o incêndio e destruição covardes de nossa sede no Rio de Janeiro. O mesmo Estado que deveria zelar pelo bem estar dos cidadãos ateou fogo na Casa do Poder Jovem. Não foi por acaso, já que a UNE, entidade máxima de representação dos estudantes, já demonstrava seu enorme poder de mobilização e seu empenho na defesa intransigente da democracia, soberania nacional e da justiça social em todos os momentos em que estavam sob ameaça estes valores.
Desde então, muitos dos líderes estudantis tinham sido presos e postos na clandestinidade. Nem toda a perseguição a nossa organização nos impediu de continuar lutando pela queda daquele regime de opressão e violência. Em outubro de 1968, rumávamos à realização do nosso 30º Congresso, que ocorreria clandestinamente em Ibiúna, no interior de São Paulo. Foram mais de 700 participantes provenientes dos mais variados cantos do país.
Em 12 de outubro, a polícia invade o Congresso e prende todos os presentes. Mesmo acuados, aqueles bravos estudantes realizaram os debates do congresso na prisão e delimitaram quais os caminhos da UNE para o próximo período: mais do que nunca, intensificar a luta contra a ditadura. Dentre os 719 presos, estavam Jean Marc Van Der Weid – que seria eleito presidente da UNE pouco tempo depois, num congresso menor convocado para este fim, em claro sinal de insubmissão da UNE à ditadura -, Luís Travassos, Helenira Rezende e José Dirceu (presidente da UEE-SP). Iniciaram-se protestos contra a prisão dos estudantes.
O ano se aproximava do fim e, temendo o avanço das forças progressistas, o general Costa e Silva fecha o Congresso e promulga o AI-5, que inaugura o período mais cruel e sanguinário da ditadura militar. Rapidamente, o Estado edificava um aparato terrorista sob orientação e apoio da CIA. As perseguições, torturas e assassinatos de jovens estudantes, líderes do movimento, se intensificam mais e mais. Diretores da UNE foram assassinados.
De pé a classe estudantil
Mesmo com toda a perseguição da ditadura, a juventude brasileira nunca deixou de lutar. Os estudantes ainda se engajavam e engrossavam as manifestações que pipocavam por todo o país exigindo Diretas Já! E, em 1988, a promulgação da Constituição Cidadã enterrou definitivamente o regime dos generais. O sonho de Ibiúna se realizou.
Infelizmente, com irrestrito apoio dos meios de comunicação, Collor é eleito presidente e já inicia seu mandato impondo a agenda do neoliberalismo. Mais uma vez fomos às ruas, desta vez bradando Fora Collor! Com a queda de Collor, saímos vitoriosos. Mas sofreríamos novo revés. FHC seria eleito, por duas vezes, e avançaria com força sobre o patrimônio nacional. Esta política nefasta recebeu um basta em 2002 com a eleição de Lula para Presidência da República. Apesar de alguns setores do governo ainda serem ligados ao projeto neoliberal (como o presidente do BC, Henrique Meirelles), a Educação sofreu sensíveis progressos. E apesar das tentativas da mídia hegemônica, que representa os interesses do grande capital especulativo, de despolitizar a juventude com a idéia do individualismo egoísta, os jovens se engajam mais e mais em coletivos, em "tribos".
Esta diferenciação do jovem da era da informação com relação ao militante de ontem faz com que mude também o formato das nossas atividades. Não é possível ser a maior entidade juvenil do país e não acompanhar as mudanças da juventude. Mantemos a essência combativa e contestadora, mas a forma mudou. A luta pela Reforma Universitária continua na ordem do dia, porém com uma forma que dialoga com a juventude contemporânea, com os universitários de 2008, que na maioria vezes trabalham todo o dia e vão para a universidade só à noite, com o objetivo de conseguirem um diploma que os colocará em situação melhor no mercado de trabalho.
Realizamos a Caravana UNE: Saúde, Educação e Cultura que está percorrendo o Brasil discutindo saúde e comportamento juvenil, além de SUS e outros temas estratégicos para construir o país que queremos. Jogamos muito peso também no trabalho com a cultura e realizamos as Bienais de Arte e Cultura da UNE, remontando e reciclando a frutífera experiência do CPC da UNE.
Nossa luta hoje não é mais contra a ditadura dos fuzis, mas contra ditadura da ideologia. Pregam para a juventude de hoje que não há alternativa que não seja o Consenso de Washington, o individualismo e o hedonismo. E assim como a pauta de Ibiúna demorou anos para ser vitoriosa, vemos já uma outra América Latina em marcha, com grande peso da juventude em todas as suas transformações, mas com muito ainda a ser feito. Como nos mostrou a história, a presença dos estudantes na construção desta nova América Latina é essencial. Os estudantes foram, são e continuarão sendo a força motriz dos projetos inovadores e democráticos. Como o foram em Ibiúna, como somos hoje em dia.
Somos a juventude de Ibiúna, somos os jovens que dizem "Seja realista, peça o impossível!".
Lúcia Stumpf tem 27 anos e é presidente da UNE e militante da UJS.

Manisfesto da Midia Livre

O Fórum de Mídia Livre acaba de lançar o seu manifesto. O objetivo é coletar assinaturas de dirigentes de entidades, intelectuais e líderanças políticas. Na sequência, serão agendadas audiências com os presidentes da República, do Senado, da Câmara dos Deputados e do STF.

A luta pela democratização da mídia é uma batalha estratégica. Por favor, leia com atenção o texto abaixo e veja se você topa aderir ao manifesto. Aguardo as críticas e, principalmente, as adesões.

Manifesto da Mídia Livre

Pelo fortalecimento da mídia livre, por políticas públicas democráticas de comunicação e pela realização da Conferência Nacional de Comunicação Brasil, outubro de 2008.

O setor da comunicação no Brasil não reflete os avanços que ao longo dos últimos trinta anos a sociedade brasileira garantiu em outras áreas. Tal conjuntura é uma das responsáveis pelo não crescimento democrático do país, impedindo que se torne socialmente mais justo.

A democracia brasileira precisa de maior diversidade informativa e de amplo direito à comunicação. Para que isso se torne realidade, é necessário modificar a lógica que impera no setor e que privilegia os interesses dos grandes grupos econômicos.

Não é mais possível aceitar que os movimentos sociais, protagonistas de muitos dos nossos avanços democráticos, sejam sistematicamente criminalizados – sem defesa, espaço ou meios para responder –, pela quase totalidade dos grupos midiáticos comerciais. Não se pode mais aceitar que, numa sociedade que se almeja democrática, apenas as idéias e informações ligadas aos interesses políticos e econômicos de pequenos grupos tenham expressão pública. Tal cenário nega o direito de todas e todos a ter acesso ao contraditório, violando o direito à informação dos cidadãos.

Um Estado democrático deve assegurar que os mais distintos pontos de vista tenham expressão pública, situação tão distante da realidade em nosso país. No Brasil, menos de uma dezena de famílias controla a quase totalidade dos meios de comunicação, numa prática explícita de monopólios e oligopólios – que seguem sendo realidade, embora proibidos pela Constituição Federal.

Ainda segundo a Constituição, deve-se criar um amplo e diversificado sistema público de comunicação, produzido pelo público, para o público, com o público. Um sistema que ofereça à sociedade informação jornalística e programação cultural-educativa para além da lógica do mercado, sintonizadas às várias áreas do conhecimento e à valorização da produção regional e independente.

Por fim, um Estado democrático precisa defender a verdadeira liberdade de expressão e de acesso à informação, em toda sua dimensão política e pública. Um avanço que acontece, essencialmente, quando cidadãs e cidadãos, bem como os diversos grupos sociais, têm condições de expressar suas opiniões, reflexões e provocações de forma livre, e de alcançar, de modo equânime, toda a variedade de pontos de vista que compõe o universo ideológico de uma sociedade.

Para que essa luta democrática se fortaleça, apresentamos a seguir propostas debatidas e aprovadas entre os cerca de 400 participantes do 1° Fórum de Mídia Livre, realizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro nos dias 14 e 15 de junho de 2008. Ficam estabelecidos os seguintes compromissos:

1. Promover uma campanha e mobilização social pela democratização das verbas publicitárias públicas, com a realização, entre outras, das seguintes ações:- Desenvolvimento, pelo Fórum de Mídia Livre e organizações parceiras, de critérios democráticos e transparentes de distribuição das verbas públicas que visem à democratização da comunicação e que se efetivem como legislação e políticas públicas. Proposta de revisão dos critérios e "parâmetros técnicos de mídia" (tais como custo por mil etc.) utilizados pela administração pública, de forma a combater os fundamentos exclusivamente mercadológicos e viabilizar o acesso a veículos de menor circulação ou sem verificação

2. Contribuir na promoção de outras políticas públicas de incentivo à pluralidade e à diversidade por meio do fomento à produção e à distribuição;

3. Cobrar do Executivo federal que convoque e dê suporte à realização de uma Conferência Nacional de Comunicações nos moldes das conferências de outros setores já realizadas no país.

4. Lutar pelo estabelecimento de políticas democráticas de comunicação, na perspectiva de um novo marco regulatório para o setor que inclua um novo processo de outorga das concessões, a democratização e universalizaçã o da banda larga e a adoção do padrão nacional nos sistemas brasileiros de TV e rádio digital, além do fortalecimento das rádios comunitárias.

5. Criar uma ferramenta colaborativa que reúna diversas iniciativas de mídia livre e contemple a diversidade de atuação dos veículos e dos midialivristas, em formato a ser aprimorado nos próximos meses pelo grupo de trabalho permanente e aprovado no próximo Fórum de Mídia Livre;

6. Mapear as diversas iniciativas da mídia livre visando o conhecimento sobre a realidade do setor e o reconhecimento dos diversos fazedores de mídia;

7. Propor a implementação de pontos de mídia, como política pública, integrados e articulados aos pontos de cultura, veículos comunitários, escolas e ao desenvolvimento local, viabilizando, por meio de infra-estrutura tecnológica e pública, a produção, distribuição e difusão de mídia livre;

8. Buscar espaços para exibição de conteúdo produzido por movimentos sociais na TV pública;

9. Incentivar a consolidação de redes de produtores de mídia alternativa, a começar da comunicação interna (listas de discussões) e externa (portal na web) dos próprios integrantes do Fórum de Mídia Livre, que deve funcionar como rede flexível, difusa e permanente;

10. Estimular a criação e fortalecimento de modelos de gestão colaborativa das iniciativas e mídias, com organização não-monetária do trabalho, por meio de sistemas de trocas de serviço.

Em função destes compromissos, nos propomos a:
* Realizar encontros de mídia livre em todos os estados brasileiros no segundo semestre de 2009;
* Realizar um Fórum de Mídia Livre de alcance Latino-Americano ou mundial em Belém, às vésperas do Fórum Social Mundial, em janeiro de 2009;
* Realizar no 2º semestre de 2009 o II FML Brasil, com indicativo de Vitória (ES) como sede;
* Somar-se às entidades de luta pela democratização na luta por uma conferência ampla, democrática e descentralizada, passando a integrar a Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação;
* Envolver os movimentos sociais nas ações pelo fortalecimento da mídia livre;
* Agendar em âmbito federal, estadual e municipal reuniões com o Poder Executivo, Legislativo e Judiciário para apresentar as reivindicações tiradas no Fórum;
* Criar o selo Mídia Livre para estar em todos os veículos, blogues etc. que se identificam e reconhecem como mídia livre;
* Realizar ato público de rua em Brasília, com pauta e mobilização conjunta com outros movimentos da comunicação e outros movimentos sociais, articulado com a entrega do manifesto aos três poderes, como parte de semana de mobilização que contará também com ações de guerrilha midiática e viral.

*Fórum de Mídia Livre

15 de outubro de 2008

Idade mínima para o antigo supletivo vai ser de 18 anos

O CNE (Conselho Nacional de Educação) aprovou no último dia oito, uma série de mudanças nas diretrizes da educação de jovens e adultos, o antigo supletivo

A partir de 2013, quando termina o prazo de transição dado pelo governo às redes particulares, estaduais e municipais, a idade mínima para entrar nessa modalidade de ensino passa de 15 para 18 anos.

"Historicamente, a idade sempre foi 18 anos. Com uma nova postura das políticas públicas na metade da década de 1990, com focalização da educação para a faixa entre 7 a 14 anos, houve um descompromisso com os alunos regulares com mais de 14 anos", diz Regina Vinhaes Gracindo, conselheira e relatora do processo.

Ela critica a inclusão dos alunos de 15 a 17 anos em turmas com estudantes muito mais velhos. "Eles são adolescentes, não são jovens. Sendo adolescentes, estão deslocados na educação de jovens e adultos", afirma, mencionando que, durante as discussões em torno do tema, o conselho descobriu casos de alunos de até 13 anos matriculados em supletivos.

O texto aprovado pelo Conselho Nacional de Educação determina que os alunos de 15 a 17 sejam inseridos no ensino regular, mas recebam um atendimento especializado devido à distorção entre a idade e a série desse público.

Opinião diferente do CNE tinha o secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação, André Lázaro. Em entrevista recente em Brasília, ele afirmou ser totalmente contrário à medida, pois a mudança afastaria adolescentes que vêem na menor duração do antigo supletivo um atrativo para estudar, apenas 48% dos estudantes na faixa etária alvo da resolução estão no ensino médio regular.

O conselho também regulamentou o oferecimento de educação de jovens e adultos a distância. Fica vetada a oferta dessa modalidade de ensino para alunos no nível correspondente ao da 1ª a 4ª série.

Também foi estipulado um número mínimo de horas de aula: 1.200 horas para o curso de nível médio e 1.600 para os cursos da 5ª a 8ª série.

"Como não havia normatizações específicas, era possível fazer um curso em três meses", afirma a conselheira Regina Vinhaes Gracindo.

As novas regras para a educação de jovens e adultos a distância dispõem ainda sobre a duração dos cursos, os exames de certificação e o atendimento do professor ao estudante.

Para o diretor de Políticas Institucionais da UBES, Thiago Mayworn "a aprovação do CNE é positiva. É preciso incentivar que os estudantes de 14 a 17 anos estejam inseridos no ensino regular que é muito mais rico em conteúdo".

Sobre a declaração de André Lázaro, Mayworn afirma "de fato é possível que cause uma evasão escolar, mas isso é por conta do modelo educacional brasileiro que não é atrativo, hoje os estudantes já chegam na escola pensando em ir embora, pois a escola não o oferece nada a mais do o conteúdo básico, por isso muitos migram para o supletivo no desespero de terminarem logo pra se verem livres da escola. O que temos que fazer não é colocar os adolescentes no supletivo pra incentiva-los a estudar, mas mudar a escola brasileira tornando-a mais atrativa com atividades extraclasse esportivas, culturais, cientificas e etc".

Fonte: www.une.org.br

Unemat prorroga inscrição do vestibular até dia 03 de novembro!

A Coordenadoria de Concursos e Vestibulares da Unemat prorrogou até o dia 03 de novembro o prazo para os interessados efetuarem as inscrições do vestibular 2009/1 pela Internet. Com isso, os interessados em concorrer a uma das 1.800 vagas oferecidas têm nova oportunidade de se inscreverem.

Os candidatos que desejarem se inscrever pelo Programa de Integração e Inclusão Étnico-Racial (PIIER) que garante 25% das vagas para candidatos que se auto declararem negros ou pardos podem se inscrever pela Internet, mas precisam postar os documentos necessários a confirmação da inscrição pelo sedex até o dia 31 de outubro. O vencimento do boleto bancário no valor de R$ 80,00 será na terça-feira, dia 04 de novembro.

As provas do vestibular da Unemat serão realizadas nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro. Neste vestibular as vagas estão distribuídas para as cidades: Alto Araguaia, Alta Floresta, Barra do Bugres, Cáceres, Colíder, Juara, Nova Xavantina, Pontes e Lacerda, Sinop e Tangará da Serra.

Fonte: www.unemat.br

14 de outubro de 2008

Em reunião de diretoria, UNE define ações para 2009

Em pauta temas como a Caravana, 6ª Bienal de Cultura, Fórum Social Mundial e a continuidade da campanha Meu apoio é concreto, para viabilizar a reconstrução da sede da UNE e da UBES, no Rio de Janiero

Cerca de 150 estudantes, entre eles 50 diretores da UNE, se reuniram este fim de semana (11 e 12) no Complexo esportivo Baby Barione, na zona oeste da capital paulista para definir mobilizações, diretrizes e atividades para o ano que vem.

Durante a reunião, a diretoria fez um balanço da Caravana da UNE: Saúde, Educação e Cultura que está na estrada desde o dia 11 de agosto. O coordenador da expedição, Emival Dalat apresentou um balanço das atividades até o momento. Os presentes avaliaram que a Caravana está sendo um instrumento de abordagem dos estudantes muito positivo, que propicia à UNE chegar a mais estudantes para mobilizar lutas em defesa da Universidade e chamá-los a participar do 12º Coneb e da 6ª Bienal de Cultura.

Em relação a Caravana ficou definido que a diretoria da UNE deve estimular a organização de comitês locais de organização e que deve haver uma maior participação dos diretores no trajeto desenvolvido pelo ônibus.

12º Coneb
Os participantes do 12º Conselho Nacional de Entidade de Base (Coneb) que acontece entre os dias 17 a 20 de janeiro de 2009 em Salvador terão uma grande responsabilidade. Isso porque essa edição de um dos principais fóruns do movimento estudantil, será o momento de sintetizar propostas de estudantes de todo o país sobre o ante-projeto de Reforma Universitária da UNE.

Essas sugestões serão colocadas em votação e darão origem ao projeto de Reforma Universitária da entidade. Durante a reunião foi apresentado um panorama geral das transformações que vem acontecendo na educação no país nos últimos meses. "Neste contexto de intensa implementação de políticas educacionais pelos poderes executivo e legislativo, joga grande papel a mobilização e luta dos estudantes. Além disso, precisamos debater de maneira mais aprofundada sobre qual Universidade queremos construir no país", disse a presidente da UNE, Lúcia Stumpf.

A reunião também reafirmou a necessidade de reeditar a campanha de boicote ao Enade, realizada em 2007.

6ª Bienal de Cultura: Raízes do Brasil – formação e sentido do povo brasileiro
Outro tema amplamente debatido durante os dois dias de reunião foi a sexta edição da Bienal de Cultura. Foi apresentada a concepção e a proposta de programação para o festival, além de distribuídos os materiais de convocação como cartaz, folder e regulamento.

Ficou definido que os diretores têm até esta quarta-feira, dia 15 de outubro, para enviar sugestões na programação. Para esta edição a meta é inscrever 2500 trabalhos.

Fórum Social Mundial
2009 será mesmo um ano movimentado. De 27 a 1 de fevereiro acontece o Fórum Social Mundial. A UNE participa do evento desde sua primeira edição, realizada em 2001 em Porto Alegre.

Ficou acertado que os temas a serem abordados pela UNE no FSM em atividades e materiais deverão ser prioritariamente a defesa da soberania da Amazônia e a educação como instrumento de integração latino-americana. Além desses temas também deveremos debater a Democratização dos meios de comunicação.

O espaço prioritário de organização da entidade será o Acampamento Intercontinental de Juventude, onde a UNE deve ter uma tenda junto da OCLAE para realizar debates e servir de ponto de referência e distribuição de materiais à juventude de todo o mundo.

UNE e UBES de volta pra casa
Foi apresentado os últimos encaminhamentos referentes à campanha "Meu apoio é concreto", pela reconstrução da sede da UNE na Praia do Flamengo, que agora deverá se centrar na aprovação do PL pelo congresso nacional além de já ir adiantando passos rumo a concretização do inicio das obras.

Foi constituído um GT composto por diretores da UNe e da UBES que terá a responsabilidade de articular todas as decisões referentes a construção da sede, além de aprovado pela diretoria as diretrizes bases que ditarão os termos da reconstrução.

A reunião também aprovou diversas moções relacionadas a questões recentes ligadas ao movimento estudantil, resoluções sobre a demarcação das terras Raposa Serra do Sol, anistia políticae sobre o Enade e a carta Honestino Guimarães que faz um apanhado geral dos temas debatidos na reunião.

Fonte: www.une.org.br

13 de outubro de 2008

Seminário de Movimentos Sociais

Raposa Serra do Sol

A União Nacional dos Estudantes reconhece o direito legítimo a demarcação das terras indígenas no Brasil. Porém esse processo precisa ser feito respeitando o direito de todos os povos que hoje também habitam e constroem nosso país. Defendemos que a UNE aprofunde o debate sobre a demarcação das terras indígenas na Reserva Raposa Serra do Sol, para tomar uma posição que assegure os direitos do povo indígena mantida a soberania nacional, e de todos os trabalhadores que vivem nessa região.
Não esquecendo do nosso estado, onde no norte de MAto Grosso, estão querendo redemarcar as terras indígenas, por conta desse produtores de soja que estão acabando com a paisagem do Norte do nosso estado.
Por isso, vamos estar montando um forum, para discutirmos e avaliarmos a raposa serra do sol e principalmente o Nortão!
venha pra luta ....
=D

11 de outubro de 2008

Tudo o que você quer saber sobre a crise e teme não entender (1)

Economista e cientista político filipino, Walden Bello — um crítico agudo do conservadorismo neoliberal — explica, de popular forma de perguntas e respostas, as razões e os fundamentos da crise financeira iniciada em Wall Street. Este texto, por ser muito longo, vai ser publicado em três partes.

Por Walden Bello (*)

O pior já passou?
Não. Se algo ficou claro com os movimentos contraditórios destas semanas em que, enquanto se permitia a quebra do Lehman Brothers, a AIG foi nacionalizada e o Bank of America assumiu o controle da Merril Lynch, isto significa que não há uma estratégia para enfrentar a crise; não há respostas táticas, como bombeiros que pisam na mangueira, atrapalhados com a magnitude do incêndio. O resgate de 700 bilhões de dólares [Este artigo foi escrito antes da aprovação final do pacote de salvamento dos banqueiros que, afinal, chegou a 850 bilhões - nota da redação] dos títulos com garantia hipotecária em poder dos bancos não é uma estratégia mas, basicamente, um esforço desesperado para restaurar a confiança no sistema, para evitar a erosão da fé nos bancos e outras instituições financeiras, e para evitar uma corrida para a retirada dos fundos dos bancos como a que desencadeou a Grande Depressão de 1929.

O que causou o colapso do centro nevrálgico do capitalismo global? Foi a ganância?

A velha e venerada ganância teve sua parte. A isto se referia Klaus Schwab, o organizador do Fórum Econômico Mundial, o convescote da elite global celebrado anualmente nos Alpes suíços, quando disse para sua clientela em Davos este ano: ''Temos que pagar pelos pecados do passado''.


Foi um caso de desregulamentação, de xerife pego cometendo um crime?
Pois é. Os especuladores financeiros tanto fizeram que até se confundiram a si próprios com a criação de contratos financeiros cada vez mais complexos, como os derivativos, tratando de ganhar dinheiro a partir de todo tipo de riscos (incluindo os exóticos instrumentos futuros), como CREDITS default swaps ou contratos de proteção de derivativos creditícios, que permitiam aos investidores apostar, por exemplo, que os emprestadores da própria corporação bancária não seriam capazes de pagar seus empréstimos! Este foi o comércio multibilionário não regulado que acabou derrubando a AIG. Em 17 de dezembro de 2005, quando a International Financing Review (IFR) anunciou seus prêmios do ano - um dos programas de prêmios mais prestigiados do setor - escreveu:

''Lehman Brothers não só manteve sua presença global no mercado, mas também dirigiu a penetração no espaço de preferência... desenvolvendo novos produtos e desenhando transações capazes de atender às necessidades dos mutuários... Lehman Brothers é o mais inovador nesse espaço justamente por fazer coisas que não se pode ver em nenhum outro lugar''. Nem é preciso comentar...

Houve falta de regulamentação?

Sim. Todo mundo reconhece agora que a capacidade de Wall Street para inovar e imaginar instrumentos financeiros cada vez mais sofisticados foi muito além da capacidade reguladora do Estado, e não porque o Estado não fosse capaz de regular, mas porque a atitude neoliberal, de laissez-faire, imperante impediu ao Estado criar mecanismos efetivos de regulação.

Mas não há nada mais? Não há nada sistêmico?
Bem, George Soros disse que o que estamos vivendo é uma crise do sistema financeiro, uma crise do ''gigantesco sistema circulatório'' de um ''sistema capitalista global... que está arrebentando pelas costuras''. Para ficar com a idéia do arquiespeculador, o que estamos assistindo é a intensificação de uma das crises ou contradições centrais do capitalismo global, que é a crise de superprodução, também conhecida como superacumulação.

Diz respeito à tendência do capitalismo de construir uma enorme capacidade produtiva que termina por rebaixar a capacidade de consumo da população devido às desigualdades que limitam o poder de compra popular, e isso acaba por erodir as taxas de lucro.

Mas o que a crise de superprodução tem a ver com os acontecimentos recentes?

Muitíssimo. Mas, para entender a conexão, temos que voltar para a chamada Era Dourada do capitalismo contemporâneo, o período que vai de 1945 a 1975. Foi um período de rápido crescimento, tanto nas economias centrais como nas subdesenvolvidas, um crescimento impulsionado, em parte, pela massiva reconstrução da Europa e do Leste asiático após a devastação da Segunda Guerra Mundial, e em parte, pela nova configuração sócio-econômica institucionalizada sob o novo estado keynesiano. Um aspecto chave foram, aqui, os severos controles estatais da atividade de mercado, o uso agressivo de políticas fiscais e monetárias para minimizar a inflação e a recessão, bem como um regime de salários relativamente altos para estimular e manter a demanda.

O que aconteceu, então?

Bem, este período de elevado crescimento terminou em meados dos anos 1970, quando as economias do centro se viram imersas na estagflação, isto é, na coexistência de um baixo crescimento com uma inflação alta - o que a teoria econômica neoclássica supunha que fosse impossível. Contudo, a estagflação não era senão o sintoma de uma causa mais profunda, a saber: a reconstrução da Alemanha e do Japão, assim como o rápido crescimento de economias em vias de industrialização, como Brasil, Taiwan e Coréia do Sul, adicionou uma enorme capacidade produtiva e incrementou a concorrência global, enquanto que a desigualdade social, dentro de cada país, e entre os países, limitou globalmente o incremento do poder aquisitivo e da demanda, do que resultou a erosão da taxa de lucros. A drástica subida do preço do petróleo nos anos 70 só agravou a situação.

Como o capitalismo tratou de resolver a crise de superprodução?
O capital ensaiou três vias de saída do atoleiro: a reestruturação neoliberal, a globalização e a financeirização.

Em que constituiu a reestruturação neoliberal?
A reestruturação neoliberal tomou a forma do reaganismo e do thatcherismo no Norte e do ajuste estrutural no Sul. O objetivo era a revigorarão da acumulação de capital, o que se conseguiu: 1) removendo as restrições estatais ao crescimento, ao uso e ao fluxo de capitais e de riqueza; 2) redistribuindo a renda das classes pobres e médias aos ricos, de acordo com a teoria de que assim se motivaria aos ricos para investir e alimentar o crescimento econômico. O problema desta fórmula era que, ao redistribuir a renda em favor dos ricos, se estrangulava a renda dos pobres e das classes médias, e isso provocava a restrição da demanda, sem necessariamente induzir aos ricos a investir mais na produção.

De fato, a reestruturação neoliberal, que se generalizou no Norte e no Sul durante os anos 80 e 90, teve alguns escassos registros em termos de crescimento. O crescimento global médio foi de 1,1% nos anos 90 e de uns 1,4% nos anos 80, enquanto que nos anos 60 e 70, quando as políticas intervencionistas eram dominantes, foi respectivamente de 3,5% e de 2,54%. A reestruturação neoliberal não pode colocar um fim à estagflação.

Fonte: www.vermelho.org.br

Esta noticia tem continuação.

Memória 68: Ato homenageia líderes estudantis presos no Congresso de Ibiúna

Logo após a homenagem, a 12ª sessão da Caravana da Anistia julgou seis perseguidos políticos, presos no 30º Congresso da UNE realizado em Ibiúna, onde mais de 700 estudantes foram presos

O dia 10 de outubro foi de recordações. Lembranças de um período de exceção do Estado brasileiro rememorados por quem, naquele período, estava na linha de frente na luta contra a ditadura.

Reunidos na Estação Pinacoteca, prédio onde funcionava o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) e que hoje abriga o Memorial da Resistência, nomes como Jean Marc van der Weid, que presidiu a UNE em 1969/71, José Dirceu, José Genuíno, Paulo Vanuchi, Alberto Goldman. Em comum, os presentes no ato realizado nesta sexta (10) em homenagem aos estudantes presos no 30º Congresso de Ibiúna, carregam na memória marcas do enfrentamento com militares. Uma luta em defesa da democracia, como disse o ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi.

"Essa geração saúda a juventude de 68 que garantiu as liberdades democráticas para que nós, os jovens de hoje, possamos lutar por um país mais justo, igualitário e desenvolvido. Hoje também é um dia para se lembrar que um dos primeiros atos da recém instituída ditadura militar foi incendiar a sede da UNE, na Praia do Flamengo (RJ), pois a Casa do Poder Jovem era um símbolo da força dos estudantes", recordou a presidente da UNE, Lúcia Stumpf, que em seu discurso deu voz a uma reivindicação que ecoa em todo o movimento social. "A abertura dos arquivos da ditadura se faz necessária para que o povo conheça sua própria história", reafirmou.

O secretário de justiça e defesa da cidadania do estado de São Paulo, Luiz Antonio Marrey ressaltou o simbolismo do fato de o Memorial da Resistência ocupar o mesmo espaço antes marcado por atos de tortura. "Transformar esse local de referencia à história daqueles que lutaram por um país mais justo e livre é uma celebração à democracia".

Depois de recordar o funcionamento do prédio na época do DOPS, Vanuchi reforçou a importância de investigar casos de torturas e desaparecimentos, como o de Honestino Guimarães, ex-presidente da UNE, que hoje completa 35 anos. "É preciso sim punir os responsáveis em memória da verdade".

Para Alberto Goldman, vice-governador de São Paulo, que foi ao ato representando José Serra, que presidiu a UNE em 1963/64, "recordar esse período é fundamental para que se mantenha viva a consciência do que representou o regime ditatorial".

12ª sessão da Caravana da Anistia julga seis estudantes preso no Congresso de Ibiúna
Logo após a homenagem aos participantes do 30º Congresso da UNE realizado em 12 de outubro de 1968, na cidade de Ibiúna, interior de São Paulo, aconteceu a 12ª sessão da Caravana da Anistia.

Os anistiandos: Marcos José Burle de Aguiar, Américo Antonio Flores Nicolatti, José Miguel Martins Veloso, Luiz Felipe Ratton Mascarenhas, Darci Gil de Oliveira Boschiero e João Mauro Boschiero. Todos presos no Congresso de Ibiúna.

Para o presidente da Comissão da Anistia, Paulo Abraão, a anistia a perseguidos políticos é um direito fundamental e constitucional dos que passaram pelos porões da ditadura. "Não há nenhum tipo de beneficio, é sim direito", resumiu, contundente.

"Nós estamos fazendo uma reversão na cultura jurídica e política deste país. Tortura não é crime político. Dizer isso é o mesmo que equipar o Estado ao mais cruéis criminosos", disse o ministro da Justiça, Tarso Genro.

Em sua declaração, o ministro da comunicação Social, Franklin Martins relatou que tem muito orgulho de ter lutado naquele período. "Às vezes, dependendo da circunstância, é preciso lutar independentemente de ganhar ou perder. Esse é o grande legado da geração de 68: a luta incansável pela democracia. Nós lutamos pela e vencemos por isso. Não nos conformamos com opressão mesmo quando ela parecia imbatível".

Jean Marc van der Weid completou. "O Congresso de Ibiúna foi uma das demonstrações mais contundentes da democracia do movimento estudantil. Um espetacular movimento, que naquele momento mostrava a nítida diferença entre os que estavam ao lado da ditadura e os que lutavam pela democracia".

"Essa iniciativa resgata a memória histórica deste país. É uma forma que garantirmos que nossos filhos não passarão pelo que nós passamos. Ditadura nunca mais", disse o secretário adjunto da cultura de São Paulo, Ronaldo Bianchi.

Também foram inaugurados dois painéis em homenagem à data: um com as fotos dos 23 estudantes mortos durante a ditadura militar e outro com a lista dos 719 presos durante o Congresso da UNE em Ibiúna. As obras estão em exposição na Estação Pinacoteca.

Fonte: www.une.com.br

Greve nacional dos bancários para 4.300 agências

Cresceu em todo o país nesta sexta-feira (10) a greve nacional dos bancários deflagrada na última quarta-feira. Mais de 4.300 agências de todos os bancos pararam durante o terceiro dia de greve, nos 27 Estados da federação, conforme levantamento da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro).


A passeata pelo centro de Fortaleza

Os trabalhadores fizeram manifestações e passeatas em diversas cidades. As passeatas percorreram as ruas centrais de São Paulo, Salvador e Fortaleza. Os bancários exigem reajuste salarial de 13,23%, mas a Fenaban (federação patronal) oferece 7,5%.

Passeatas reforçam a greve
Em São Paulo, cerca de 34.800 trabalhadores de 749 agências bancárias e 11 centros administrativos aderiram à paralisação nesta sexta-feira, conforme cálculo do sindicato da categoria. Estima-se que 29% dos 120 mil bancários da base de São Paulo, Osasco e região foram abrangidos pelo terceiro dia de mobilização. Cerca de 800 bancários participaram da passeata no centro velho da capital.


Na Bahia, onde a greve começou antes e já está no seu 11º dia, agências em mais de 100 municípios haviam aderido à paralisação, em todas as regiões do estado. No BNB, as 35 agências na Bahia aderiram à greve e paralisação atinge 100% das unidades.


Em Fortaleza, centenas de trabalhadores saíram em caminhada pelas ruas do centro, conscientizando a população sobre as principais reivindicações dos bancários e também dos trabalhadores do Detran, igualmente em luta. A caminhada teve a presença de quatro centrais sindicais: CTB, CUT, Intersindical e Conlutas.

BB: protestos no 200º aniversário
Alguns sindicatos estão fazendo atividades em homenagem aos bancários do Banco do Brasil, que no próximo domingo (12) comemorarão os 200 anos do banco em meio à greve, por conta da falta de respeito com que a empresa trata o funcionalismo.

Em Brasília, bancários levaram três faixas de protesto so Palácio do Itamaraty, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da solenidade do bicentenário. O presidente Lula saiu de São Paulo às 18h45m e deveria atrasar um pouco sua chegada ao Itamaraty, prevista para as 20 horas, para um jantar comemorativo.

As três faixas têm os seguintes dizeres: “Bancários em greve”, “BB 200 anos: também queremos participar dessa festa” e “BB 200 anos: só banana e abacaxi para os funcionários”. A manifestação foi na lateral do prédio, tocando uma buzina, para chamar a atenção de diretores do banco e convidados que chegavam para a solenidade.


Reivindicações da greve
Os bancários brasileiros rejeitaram na semana passada proposta de reajuste de 7,5% apresentada pela Fenaban, por considerá-la i''nsuficiente e não condizente com a alta rentabilidade do setor''. Pela proposta, a PLR (participação nos lucros e resultados) seria inferior à paga no ano passado.
As principais reivindicações dos bancários são:
. 5% de aumento real (a proposta da Fenaban é de apenas 0,35%).
. Valorização dos pisos salariais.
. Aumento do valor e simplificação da distribuição da PLR (Participação nos Lucros e Resultados).
. Vale-refeição de R$ 17,50.
. Cesta-alimentação equivalente a um salário mínimo (R$ 415,00).
. Fim das metas abusivas e do assédio moral
. Mais segurança nas agências.
. Mais contratações.


Em razão da falta de proposta da Fenaban a greve será mantida. Na segunda-feira, uma nova rodada de assembléias por todo o país decidirá sobre os rumos do movimento.


Fonte: www.vermelho.org.br


10 de outubro de 2008

Abertas as inscrições para o Fórum Social Mundial 2009

As inscrições podem ser feitas através do site www.fsm2009amazonia.org.br.

De 27 de janeiro a 1° de fevereiro de 2009, a cidade de Belém abrigará o Fórum Social Mundial. Durante esses seis dias, a cidade assume o posto de centro da cidadania planetária e referência mundial no questionamento à desigualdade, à injustiça, à intolerância, à devastação ambiental e ao preconceito.

As centenas de atividades autogestionadas – como acampamentos, oficinas, seminários, conferências, testemunhos, marchas, atividades culturais e artísticas entre outros – que acontecem ao longo desses dias são espaços de intercâmbio, reflexão e elaboração de propostas para a construção de outro mundo possível.

O território onde serão desenvolvidas as atividades durante o Fórum Social Mundial é composto pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e pela a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), em uma área verde margeada pelo rio Guamá e pela floresta.

Inscrições
A partir de 7 de Outubro a 7 de Novembro estão abertas as inscrições para atividades e organizações. Em breve também será possível o registro de indivíduos, atividades culturais e imprensa. As inscrições podem ser feitas através do site www.fsm2009amazonia.org.br.

Apenas organizações poderão inscrever atividades que farão parte da programação do Fórum. Todas as atividades inscritas serão autogestionadas, isto é, a(s) organização(ões) proponente(s) tem inteira responsabilidade na definição de seu formato, nomes de eventuais palestrantes, e outras necessidades como o registro da atividade desenvolvida após o evento. A organização do FSM garantirá o local para a realização da atividade e se responsabiliza pela divulgação no programa impresso e no site do FSM2009.

Consciente das diferentes condições de pagamento de seus participantes, o Grupo Facilitador responsável pela organização do FSM 2009 estipulou preços diferenciados de inscrição:

Organizações*:
- Norte geopolítico** - US$ 216,00 (com direito a 1 delegado) US$ 50,00 por delegado extra
- Brasil - R$ 150,00 (com direito a um delegado) R$ 20,00 por delegado extra
- Demais países - US$ 83,00 (com direito a 1 delegado) US$ 11,00 por delegado extra

Indivíduos:
- Norte geopolítico** - US$ 83,00
- Brasil - R$ 30,00
- Demais países - US$ 17,00

* Com direito a propor até quatro atividades de 1 turno (3 horas) cada uma.
** Composto pelos países integrantes da OCDE – Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Islândia, Itália, Japão, Luxemburgo, Noruega, Nova Zelândia, Portugal, Reino Unido, Suécia, Suíça (com exceção de Coréia do Sul, México e países Leste Europeu).

Hospedagem

Uma série de ações já está em prática para atender as diversas necessidades de hospedagem dos/as participantes do Fórum Social Mundial 2009. A principal delas é a campanha de hospedagem solidária (familiar ou alternativa):

Hospedagem Alternativa: alojamento em organizações, escolas, ginásios e entidades religiosas que poderão ser sem custo ou com pagamento de uma taxa de manutenção do espaço.

Hospedagem Familiar: alojamento em casas de famílias locais
A partir de setembro, estará disponível no site www.fsm2009amazonia.org.br um formulário online para solicitação de hospedagem solidária (familiar ou alternativa). Também no mesmo site, a população de Belém e região metropolitana que queira abrir a porta de suas casas para o mundo poderá oferecer hospedagem por cortesia, sem custo, ou nos valores R$ 27,50 e R$ 38,50 por pessoa/dia.

Mais informações podem ser obtidas junto ao Escritório do FSM 2009, Comitê do Governo do Estado de Apoio ao FSM ou ainda pelo email: acomodacao@fsm2009amazonia.org.br

Se você é morador de Belém ou região, participe desta iniciativa! Esta é a hora de conhecer novas pessoas, novas culturas e, sobretudo, praticar a solidariedade, em busca de um mundo melhor e uma sociedade mais justa.

Hospedagem Convencional: devido ao reduzido número de leitos disponíveis na cidade, as negociações de hospedagem convencional devem ser feitas diretamente entre as organizações e a rede hoteleira local ou através das agências de viagens com as quais costumam trabalhar. Não existe nenhuma agência oficial de viagem para o FSM. A listagem de hotéis disponíveis e preços praticados está disponível no site do FSM.

Acampamento da Juventude
Como nas edições anteriores do FSM, o Acampamento Intercontinental da Juventude (AIJ), além de alojar milhares de participantes do evento, funcionará como um espaço com vida própria, com atividades, programações culturais e políticas.

O AIJ estará situado dentro do território do Fórum, na Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra). Milhares de jovens de todo o mundo se encontram para um período de práticas diferenciadas em áreas como habitação, comunicação, reciclagem, gestão, entre outras.

Informações: acampamento@fsm2009amazonia.org.br

Programação
27/01/2009 –Marcha de abertura (tarde)
28/01/2009 – Dia da Pan-Amazônia: 500 anos de resistência, conquistas e perspectivas afro-indígena e popular.
Este dia será dedicado a levar ao mundo as vozes da Amazônia e se constituirá de diversas atividades, como testemunhos, conferências, além de celebrações e mostras culturais.
29 a 31/01/2009 – Demais atividades auto-gestionadas
1/02/2009 – Encerramento do FSM 2009, com ações descentralizadas e auto-gestionadas onde serão apresentados os acordos, declarações e alianças construídos no decorrer do FSM e celebração geral de encerramento.

Vídeos sobre o FSM 2009 no WSFTV
O site www.wstv.net segue no ar exibindo produções audiovisuais relacionadas aos temas do Fórum Social Mundial. O portal de vídeos pode ser utilizado para hospedar vídeos realizados por qualquer pessoa ou organização identificada com com a Carta de Princípios do FSM.

Entre as novidades, quatro vídeos sobre o FSM 2009, gravados durante a reunião de Metodologia e Comunicação que aconteceu em Belém no último mês de Julho.

8 de outubro de 2008

68 não é exemplo, é lição!!!!

Muitos jovens de hoje acham que não vale a pena votar, diferente de outras gerações que atuaram por reformas e entraram para história.


Jovens de várias idades e classes sociais. Bem informados, ou completamente alheios ao mundo em volta. Um perfil da juventude que tem na ponta da língua a primeira palavra que lhe vem à cabeça, quando o assunto é política: "Corrupção!, É uma chatice, Acho perda de tempo assistir à propaganda eleitoral, falar sobre política, essas coisas todas. Os candidatos fazem um monte de promessas, mas não cumprem nenhuma. A gente não acredita mais".


A nova geração de jovens com pouco interesse político no país. O ano de 2008, além das eleições, é palco dos 40 anos de maio de 1968, ano marcado pela intensa mobilização e engajamento político-social da juventude. Duas gerações, dois momentos históricos diferentes.

A de 1968 virou mito e exemplo, a atual se mostra distante dos debates, apática demais se comparada a de outrora. Como tem voto facultativo, a juventude opta por não participar das eleições municipais deste ano. "Não tive tempo de tirar meu título", justificam. Mas em seguida, eles semprem completam: "Não quis tirar, porque meu voto não vai fazer diferença nenhuma".


Esse olhar de descrédito seria um dos principais motivos apontados para o afastamento, não só do público jovem, mas da sociedade como um todo. A democracia representativa - a da escolha de dirigentes -, o jogo político eleitoral, aliados à ausência de espaço ativo de cidadania e à democracia direta causam um efeito desmobilizador.


"Jovens só participam da política em situações excepcionais (a luta contra a ditadura no Brasil, por exemplo) e dificilmente em rotinas eleitorais como eleições municipais, principalmente estas eleições, onde os principais candidatos são muito parecidos. Não é atrativo para a juventude. O jovem representa-se a si mesmo na sua individualidade e nas suas formas coletivas de participação, dificilmente precisa de representantes institucionalizados", avaliam.


A juventude também vê na corrupção um fator de agravo do quadro atual. No entanto, acredita que isso deveria ter efeito contrário. O grande número de corrupção gera uma antipatia, um acomodamento. E o jovem considera que a mobilização dele não vai mudar nada, mas deveria ser o oposto. Deveriam compartilhar a opinião da necessidade dos jovens de terem representações próprias para se identificarem, e conseqüentemente se aproximarem do universo político.


Falta esse referencial. O jovem não tem uma representação forte. A UNE atuava num contexto de luta contra a ditadura e todas as arbitrariedades da época, mas essa figura perdeu força, devido a juventude estar mais acomodada. Hoje, o Estado de democracia criou uma inércia coletiva, como se não houvesse motivos para se lutar, discutir, debater!!


Nos anos 60, o terreno era fértil para mobilizações. Ditadura no Brasil, guerra do Vietnã e a segregação racial nos EUA, protestos estudantis contra a má qualidade do ensino superior e as poucas oportunidades de trabalho, levando a uma greve geral de 10 milhões de trabalhadores na França em 1968. O verdadeiro caos instalado.O ano francês de 1968 virou símbolo de uma era, a dos jovens contestadores, revolucionários, que mudaram a forma de pensar da sociedade. Diante do mito, onde tudo parece já ter sido feito, o pós - 60 deixa a dúvida, se ainda há bandeiras a levantar.


Para uma maioria, como a UJS ela existe!!!

Temos uma série de causas e uma extremamente nossa, a questão ambiental, principalmente para o jovem da Amazônia. Ela é o centro de discussões atualmente. Os olhos do mundo estão voltados pra cá. Isso é um fator histórico importantíssimo, mas não tem desencadeado tanta mobilização. Então, a desculpa não pode ser a falta de motivos, porque eles estão aí.


Traçamos o papel do movimento e suas conquistas na sociedade Brasileira. Em 68 lutava-se por direitos cerceados. Foi um diferencial na luta pelos direitos políticos. Hoje nós temos todos esses direitos a nossa disposição. Aí parece que tudo já foi feito, e não nos resta mais nada. Vejo muito as pessoas querendo copiar aqueles anos. Mas o discurso é fraco, por essa ausência de debate, transparência e engajamento verdadeiros. O protagonismo juvenil surge como a grande questão no debate. Abrir canais de diálogo com a juventude, direcionar políticas ao segmento, investir em educação, quebrar a muralha do individualismo social.


Além de fatores históricos são os caminhos citados para promover mudanças e transformações no comportamento desse público.Políticas públicas voltadas para a juventude brasileira. No Brasil, só existem políticas de juventude de caráter nacional, desenvolvidas, na maioria das vezes de forma tímida, em parceria com Estados e municípios.


A Secretaria Nacional de Juventude apresenta no site http://www.juventude.gov.br/ uma lista de 16 programas, entre eles destacam-se o Programa Integrado de Juventude (Projovem), voltado para "jovens entre 15 e 29 anos excluídos da escola e da formação profissional" e o Programa Universidade para Todos (Prouni), o qual oferece "bolsa de estudos integrais e parciais em instituições de ensino superior privadas para estudantes de baixa renda e a professores da rede pública sem condições de pagamento das mensalidades". Os dois projetos são os de maior repercussão na mídia.


Será que tem como tornar os jovens mais politizados?

Mesmo parecendo clichê, ainda se bate a tecla nesses pontos. Educar na escola e dentro de casa o jovem, para que ele conheça e compreenda a importância de seu papel, enquanto cidadão.


A sociedade individualista tem impedido isso, em especial no âmbito familiar. O individualismo contemporâneo te impede de conversar com outro, de parar um segundo a tua vida e escutar os problemas de alguém. A globalização tem sua parcela de culpa. Ela trouxe a velocidade das informações. Você recebe uma tempestade delas. E no final você tem muita informação e pouco conhecimento, devido ao curto tempo para absorver tanta coisa. Velocidade do mundo globalizado, combatida pelo jornalista e escritor Zuenir Ventura: "Informação demais é ruído. A velocidade acaba com a memória. O google acaba com a memória", diz.


E memória e história refletem as inquietações de grupos sociais ao longo do tempo. Mostram os fatos que desencadearam as mais diversas agitações.

Depois de quatro décadas, ainda permanece no imaginário social "1968: O ano que não terminou" (livro de Zuenir). Por continuar vivo, compara-se tanto as duas gerações. Ventura, mostra-se categórico com o assunto: "68 não é exemplo, é lição".


Autor de dois livros sobre 1968, o jornalista fala no diálogo e aprendizado entre as duas linhas de tempo:

"O passado serve para ensinar algo, refletir sobre o presente, não podemos copiar 68, cultuá-lo. A geração contemporânea não tem o que lutar, não tem porque lutar. Em 64 tivemos a inocência, em 68 a ilusão.

Agora, a gente não pode perder a capacidade de sonhar"

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