30 de agosto de 2008

Contra a impunidade e a tentativa de imposição do esquecimento

Recentemente pudemos ver a comunidade jurídica brasileira manifestar-se contra aqueles que querem impor o silêncio e uma falsa memória, forçando o esquecimento e pregando a impunidade dos bárbaros crimes que alguns membros das forças armadas perpetraram durante a ditadura militar.
É hora da sociedade civil manifestar-se, mostrando que não apenas aos juristas interessa esse debate, mas sim a todos os brasileiros que prezam o Estado Democrático de Direito. É neste sentido que a União Nacional dos Estudantes, a Ordem dos Advogados do Brasil e a Associação Brasileira de Imprensa formulam e assinam o manifesto abaixo, rogando a TODOS que somem sua assinatura, agregando força a este movimento contra a impunidade e o esquecimento.
Referido manifesto foi lançado publicamente em conjunto com o Manifesto dos Juristas, em ato no dia 28 de agosto (aniversário da Lei de Anistia), na Faculdade de Direito do Largo São Francisco da Universidade de São Paulo.
Convidamos a todos para que assinem, remetendo seu nome, estado de residência e organização em que trabalham/militam para o e-mail manifestodasociedad ecivil@hotmail. com
a carta:
Tortura não é crime político: pela verdade e reconciliação!
Manifesto em favor do debate e contra a impunidade e a tentativa de imposição do esquecimento

Um debate fundamental para a democracia brasileira, há muito tempo sufocado, finalmente se estabelece de forma republicana junto à opinião pública: a questão da responsabilizaçã o jurídica dos agentes torturadores durante a ditadura militar.

Causa espécie e estranhamento o fato de que, em plena democracia, tal assunto provoque reações contrárias que rejeitam até mesmo o próprio debate público do assunto. Sob os argumentos de que o tema é inoportuno, intempestivo, e até mesmo que significa "um desfavor para a democracia" ou que "não mais interessa a sociedade', percebe-se explicitamente um movimento, certamente motivado por interesses específicos mas nem sempre explícitos, que procura abafar as vozes daqueles que há mais de três décadas clamam e esperam por justiça.
O fato concreto é que existem no Brasil mais de 100 associações de ex-perseguidos políticos e familiares de mortos e desaparecidos políticos. Mais de 62 mil brasileiros ingressaram com pedidos de reparação na Comissão de Anistia nos últimos sete anos, restando quase 25 mil por apreciar. A União apreciou mais de 500 processos movidos por famílias que tiveram familiares mortos ou desaparecidos durante a ditadura militar. Diversos particulares têm ingressado com ações no Poder Judiciário pedindo a responsabilizaçã o jurídica de quem os torturou ou levou à morte dos seus familiares.
O Ministério Público Federal promove, atualmente, Ação Civil Pública contra agentes públicos que chefiaram o DOI-CODI de São Paulo. Milhares de brasileiros aguardam reparação, centenas aguardam o direito de enterrar seus entes próximos ou de conhecer a verdade histórica sobre seus paradeiros. Não se pode falar em reabrir feridas que nunca se estancaram. Estudos internacionais recentes revelam que a impunidade aos crimes (ressalta-se sempre, atos praticados na ilegalidade do próprio regime ditatorial) é fator de piora dos índices de violência e de abuso aos direitos humanos, servindo como uma forma de legitimação da violência praticada hoje no Brasil. Não há de se falar, portanto, de que se trata de um assunto do passado. É mais do que presente.
O debate que está posto não é a alteração ou revisão da lei de anistia, mas sim o cumprimento da mesma. O debate que está posto não significa afronta às Forças Armadas enquanto instituição nacional, mas sim o prestígio de sua corporação frente àqueles que não respeitaram nem ao menos as regras do próprio regime ditatorial que proibia a prática da tortura e comprometeram a sua imagem. A questão jurídica central é: se a lei de anistia abrangeu ou não os crimes de tortura enquanto como crimes políticos. O certo é que não há manifestação do Poder Judiciário sobre a questão e, por isso, a importância do debate público. Enquanto este momento não ocorrer o debate permanecerá em pauta junto à sociedade civil.

Questões fundamentais ainda não foram respondidas: Se a anistia foi ampla, geral e irrestrita, porque a anistia a Carlos Lamarca foi questionada por setores militares da reserva na Justiça? Existe correlação moral e ética entre aqueles que usurparam da estrutura estatal do monopólio da violência para torturar com aqueles brasileiros que exerceram a resistência contra uma ordem injusta que os perseguia? Que democracia é essa, incapaz de enfrentar o seu passado? A quem interessa que o debate não seja realizado e os fatos não sejam revelados? Os perseguidos foram processados e julgados e hoje são anistiados à luz da Lei n.º 10.559/02, os torturadores nem ao menos reconheceram seus atos. Como anistiar em abstrato crimes que não foram elucidados e julgados?

As organizações da sociedade civil abaixo assinadas vêm por meio desta mensagem apoiar e somar-se às iniciativas do Ministério da Justiça e do Ministério Público Federal em discutir a validade e alcance da Lei de Anistia de 1979 e os caminhos jurídicos para que, sem alteração das leis que permitiram a redemocratizaçã o do Brasil, a questão seja apropriadamente tratada no Poder Judiciário. É dever do Estado, no mínimo, promover o debate sobre as garantias fundamentais dos seus cidadãos, entre elas o direito à verdade, à memória e à justiça.

Cremos, em consonância com diversos tribunais internacionais, e com diversas cortes superiores da América Latina, que os crimes contra a humanidade não são prescritíveis, portanto, não passíveis de anistia, e que aqueles que os cometeram, fora da própria legalidade do regime de exceção, devem ser julgados e responsabilizados.

Apenas com o devido processamento e esclarecimento de todos os fatos que envolveram esses crimes é que será efetivamente possível falar em anistia, permitindo que a reconciliação nacional se consolide, desbancando a tese degenerativa da democracia de que a única solução possível para lidar com as abomináveis violações de direitos humanos perpetradas por agentes públicos é a impunidade e a imposição do esquecimento.

Assinam este manifesto:
Maurício Azêdo, RJ, Presidente da ABI
Cezar Britto, DF, Presidente da OAB
Lúcia Stumpf, SP, Presidente da UNE
Ana Carolina Guimarães Seffrin, RS, FADISMA
Ana Jose Alves Lopes, MS, Diretora Presidente e Diretoria Executiva, Rede de Mulheres Negras e Fórum Nacional de Mulheres Negras
Anita de Moraes Slade, RJ, Programadora Visual, Rio de Janeiro, Fórum de Reparação do Rio de Janeiro
Carlos Eduardo Pestana Magalhães, SP, Jornalista e Sociólogo, coligação PT-PCdoB
Clara Charf, RJ, ex-perseguida política
Francisco Fernandes Maia, DF, Presidente da Acimar
Geo Britto, RJ, Centro de Teatro do Oprimido - CTO-Rio
Ivete Caribé da Rocha, SERPAJ BRASIL
Leila Rocha Marques, BA, Instituto Eletrocooperativa
Maria Angela Santa Cruz, SP, Psicanalista e analista institucional, Instituto Sedes Sapientiae
Maria Perpétua Guimarães de Castro, BA, Eletrocoopertativa
Marta Cezária, MS, Rede de Mulheres Negras e Fórum Nacional de Mulheres Negras
Matheus Bandeira Onofre, Diretor de Extensão da UNE, UFPB
Raimunda Luzia de Brito, MS, Rede de Mulheres Negras e Fórum Nacional de Mulheres Negras
Rodolfo Porley Corbo, Uruguay, Secretario del Ámbito Proceso Uruguay Entero Sur
Rose Nogueira, SP, Presidente, Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo
Vera Vital Brasil, RJ, Psicóloga Clínica, Tortura Nunca Mais Rio de Janeiro e membro do Fórum de Reparação do Rio de Janeiro
Daniel Gerardo Raviolo, CE, Coordenador Geral de Comunicação e Cultura do Ceará
Marília Bandeira, RJ, Programadora Visual
Alexandrina Cristensen de Souza, DF, Presidente da Associação Brasileira de Anistiados Políticos
Ana Gabriella de Souza Andrade, PE, AJUP direito nas ruas, UFPE
André Luiz Barreto Azevedo, PE, NAJUP, Direito nas Ruas, UFPE;
Ariel de Castro Alves, SP, Coordenador da Seção Brasileira da Ação dos Cristãos para a Abolição da Tortura,
Cícero Paiva de Souza, DF, funcionário da Associação Brasileira de Anistiados Políticos
Denise Pereira Silva, DF, funcionária da Associação Brasileira de Anistiados

Glauco Ludwig Araujo, RS, DCE UFRGS
João Bosco Da Silva, SP, Tesoureiro-Geral, Sindicato dos Servidores Públicos da Assembléia Legislativa e do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo
Mariana Cavalcante Araujo Costa, SP, Fórum Centro Vivo
Marleide Ferreira Rocha, DF, Advogada, Rede Nacional de Advogados e Advogadas Mirnalene Neves da Silva, DF, funcionária da Associação Brasileira de Anistiados Políticos
Nelson Cicone Filho, DF, funcionário da Associação Brasileira de Anistiados
Márcia S. Hirata, SP, Fórum Centro Vivo, FAU-USP
Tales de Castro Cassiano, SP, Vice-Presidente da UNE
Reila Márcia Miranda da Silva, SP, Jornal Brasil de Fato
Suellen Muniz Coelho, Paris, França
Tarciso Tavares, Presidente, União Nacional de Aeronautas Anistiados

Estudantes ocupam a reitoria à 17 dias na UFMS

Camaradas,

Primeiramente, registro os limites que tivemos em enviar de informes mais precisos durante a última semana em relação à ocupação da UFMS. Infelizmente nosso tempo e acesso a internet eram muito limitados.

Como registrávamos em outra mensagem, a ocupação da UFMS desde o início enfrentava grandes desafios. Além da truculência e autoritarismo da reitoria da instituição, o movimento de ocupação enfrentava um problema objetivo: construir um processo de mobilização e enfrentamento que conseguisse derrubar num primeiro momento a resolução do COUN (Conselho Universitário) , que definia as eleições para reitor no último dia 25 de agosto (véspera do único feriado do semestre em Campo Grande !) para que pudéssemos retomar em melhores condições a luta central pela Paridade.

Durante a primeira semana de ocupação, o movimento apostou na divulgação massiva das pautas da ocupação e na articulação com outros setores da sociedade. A ocupação recebeu vários movimentos sociais, lideranças políticas, religiosas e culturais, o que ampliou o respaldo da ocupação perante a sociedade. Outra frente articulada foi a organização interna da ocupação, com as comissões sendo estruturadas (segurança, negociação, comunicação, limpeza, cultura e arte, etc.).

Na segunda semana, o movimento ganhou corpo. O número de pessoas ocupando a reitoria e/ou acampada aumentou e foi realiza na terça-feira a maior assembléia da ocupação. Mais de 600 estudantes definiriam em assembléia com a presença dos servidores técnico-administrati vos paralisação total das aulas e atividades durante a quinta-feira, data que coincidia também com o dia de paralisação nacional da FASUBRA contra o PLC 92. Ademais, desde o início da semana vários cursos e campi tinham decidido paralisar as aulas, ainda que por distintos períodos.

Importante registrar que a luta imediata pelo cancelamento das eleições e pela paridade foi apenas o estopim de várias reivindicações estudantis até então reprimidas. Ao longo dos dias, uma série de denúncias contra a administração da Universidade foi aparecendo (improbidade administrativa envolvendo fundações, nepotismo, superfaturamento de obras, etc.), o que revelou que para além da falta de democracia, a UFMS vive uma crise institucional ainda mais grave.

Com este cenário, foram sendo criadas as condições para construirmos ações mais radicalizadas, que respondessem a demanda imediata que nos pressionava que era a eleição marcada para a semana seguinte. Foi desta forma que, após assembléias da ocupação e reuniões da comissão de segurança, decidimos ampliar a ocupação para a totalidade do prédio da reitoria. Essa ação teve repercussão imediata, provocando a presença da polícia federal e tentativas de reabertura das negociações.

O reitor se negou a negociar e ainda entrou com pedido de reintegração de posse na justiça, sendo atendido de pronto por um “solícito” juiz local. Na decisão, era estipulada uma multa de R$ 10 mil, em caso de desobediência e outros R$ 5 mil para cada dia de ocupação mantida. Em assembléia da ocupação realizada no mesmo dia (sábado), os estudantes decidiriam pela desocupação da reitoria, compreendendo que o movimento entrava numa nova etapa e era preciso ampliar outras frentes de luta para além da ocupação.

Detalhe importante é que após 17 dias, a desocupação naquele momento não era um recuo em relação a reitoria ou a decisão judicial. A partir dali, tratava-se de pensar em outros instrumentos mais contundentes que conseguissem impedir a realização das eleições e a retomada do debate da paridade.

Esta decisão se mostrou acertada e como vitória imediata, o reitor foi obrigado a cancelar as eleições do dia 25 de agosto! Referendou esta decisão em reunião extraordinária do Conselho nesta terça-feira, remarcando as eleições para o próximo dia 02 de setembro.

Desde então, os estudantes continuam mobilizados. Uma comissão do movimento foi à Brasília e se reuniu com representantes do MEC, deputados e senadores para que houvesse uma intervenção em relação ao conjunto de denúncias contra o reitor. Na universidade, o ME continua se mobilizando e durante a próxima semana mais ações estão sendo construídas para garantir a apuração das denúncias e que as próximas eleições sejam paritárias.

Talvez mais detalhes tenham faltado a este informe sintético. Tive que retornar a São Paulo essa semana. Em resumo, é isso: após 17 dias de ocupação, o movimento estudantil da UFMS constrói um inédito processo de lutas naquela universidade. Um movimento que já é vitorioso na medida em que já conquistou vitórias importantes como a derrubada das taxas na universidade e o cancelamento por duas vezes das eleições para reitor, mas que se mantém mobilizado por mais vitórias e conquistas.

Saudações Estudantis,

Bruno Elias
1º Vice Presidente da UNE

27 de agosto de 2008


O ônibus partiu de São Paulo rumo ao Rio de Janeiro dia 11 de agosto e dentre os 28 caravaneiros, uma equipe de documentaristas que registra tudo pra fazer no final um curta documentário da Caravana e para que a TV CUCA, garanta uma grade permanente de programação durante esses quatro meses de viagem. Será uma pílula por estado, além de produção de chamadas para inscrição de trabalho da sexta bienal, pílulas do lançamento do Pontão de Cultura e muito mais que passar pelo caminho da Caravana de Saúde Educação e Cultura da UNE. Os primeiros dias de viagem, incluindo o lançamento no Rio estão no primeiro vídeo produzido pela TV CUCA. O vídeo ainda traz imagens de debates, oficinas, shows e apresentações culturais nas cinco universidades que já receberam a Caravana
Acesse a TV CUCA e aguarde a pílula do Espírito Santo
Bienal da UNE: Inscreva-se!
Raízes do Brasil: formação e sentido do Povo brasileiro.

O século XVI deve ser visto por nós como um período ao mesmo tempo inaugural e experimental. Ninguém sabia ao certo no que tudo aquilo poderia dar. Mas o fato é que, da obra do Governo Geral á expansão da agroindústria açucareira, implantou-se o projeto lusitano para nossos trópicos.
Não exatamente dentro das balizas ou dos trilhos planejados pelos portugueses, é claro. Eles pensaram em termos de transplantação cultural, de reprodução imediata do modelo metropolitano, sonhando uma Nova Lisboa em nossas terras. Mas a mestiçagem genética e o sincretismo cultural, que já vinha da aldeia eurotupinambá de Diogo Caramuru, se encarregaram de tecer uma outra realidade, original, na Bahia de Todos os Santos e seu Recôncavo. Assim teve inicio o processo histórico-cultural que fez, de nós, o que somos Antonio Risério. "Uma história da Cidade da Bahia"

Estão abertas as inscrições para a VI Bienal de Cultura da UNE, que é hoje o maior evento de cultura e juventude da América Latina. Esta Bienal possui diversas significações para o processo de reestruturação do trabalho de cultura da UNE. Em primeiro lugar pois está voltando a cidade que lançou o projeto Bienal da UNE a quase dez anos atrás, quando em 1999 realizou-se na capital baiana a primeira Bienal de Arte, Ciência e Cultura da UNE.
Fator que naquele momento tinha sido relevante, pois foi nesta cidade que em 1979 a UNE reconstruiu a entidade, depois de ter sido colocada na clandestinidade pela ditadura militar. Mas outra grande motivações para esta Bienal ser realizada em Salvador e sua importância em relação ao tema da Bienal, tema este que pretende discutir a formação do povo brasileiro de um ponto de vista bastante contemporâneo. A introdução extraída do livro "Uma história da Cidade da Bahia" de Antonio Risério dispensa maiores explicações.

Como um projeto permanente sua configuração sofre transformações ao longo do tempo. Temos como exemplo o recorte utilizado na última Bienal da UNE realizada no Rio de Janeiro que é a participação dos Pontos de Cultura de uma maneira bastante considerável em relação à programação como um todo.
Nesta versão esta novidade permanece e pretende se ampliar pensando em outras formas de participação dos pontos além da apresentação em si, mas ampliando de forma que a peculiaridade de cada Ponto de Cultura possa ser mais valorizada e também que possa contribuir mais na construção geral do evento. Mas nesta edição podemos dizer que a principal mudança é a aceitação de trabalhos feitos por estudantes secundaristas, nas edições anteriores apenas na mostra de Ciência e Tecnologia podiam mostrar sua produção e com isso abrimos para um importante pólo de produção específica que são as escolas técnicas.
Desta forma pretendemos dar espaço para uma produção que está escondida nas escolas e também fazer um levantamento de como a cultura está sendo produzida neste espaços, que existem em número muito superior que as instituições de ensino superior do país.

maiores informações : www.une.org. br
fale com a secretaria da 6 bienal: 65 - 84274177
Veja a vinheta produzida pela TV CUCA para o edital de bolsas de incentivo da Ação Griô. Imagens referentes às Paneleiras do Espírito Santo registradas durante a passagem da Caravana de Saúde Educação e Cultura pelo estado capixaba.Por uma política nacional de educação, cultura oral e economia comunitária, o CUCA da UNE apoia essa iniciativa, disponibiliza seu blog para a mobilização das inscrições.Inscreva seu Ponto de Cultura ou sua Entidade Cultural através do site do ministério da cultura (www.cultura. gov.br) até o dia 8 de setembro de 2008.

"A essa hora provavelmente todo mundo sabe muito melhor do que eu que houve um estupro no campus da UFBA hoje de manhã. Não é a primeira vez que acontece um crime deste tipo na UFBA, mas talvez porque o caso de hoje tenha ocorrido em um horário de grande movimento e em um lugar que nem é tão deserto assim as pessoas resolveram acreditar. Sim, acreditar, porque os casos de estupro na universidade sempre se disseminam como um boato. Desde que eu entrei na universidade em 2006 já passaram na minha sala ao menos quatro vezes para dizer que houve um estupro em não sei onde. Os alunos fazem uma abaixo assinado e o assunto morre aí, ninguém averigua se é verdade ou mentira, quem foi a vítima e nada é feito depois. Na minha singela opinião um boato de estupro não pode ser tratado como um boato de casamento entre celebridades. Na minha singela opinião reitores, pró-reitores e diretores de institutos que ouvem falar de um estupro e não fazem de tudo para checar a informação e evitar novos casos são criminosos."
Clique aqui e leia na integra a opinião publicada ontem no blog de Juliana Cunha, coordenadora de literatura da sexta Bienal da UNE, a ser realizada entre os dias 20 a 25 de janeiro de 2009, na cidade de salvador.conexão bahia!
relise das principais materias!

Combate ao racismo

No dia 28 de setembro ocorrerá no Rio de Janeiro uma caminhada na orla de copacabana em favor da liberdade religiosa. Esta caminhada está sendo organizada por uma série de entidades do Movimento Negro, da Igreja Católica, dos Terreiros e demais entidades, sendo o Movimento Negro convidado para compor o comitê organizador e de mobilização da caminhada.
Em Mato Grosso, temos a frente desse debate na direção da UJS, a Aline (caceres), ela participa dos foruns e discussões contra o racismo. Quem quiser ajuda-la pode deixar o e-mail que entraremos em contato.
Vamos combater o racismo...CONTRA todos os tipos de discriminação!
Gustavo Santana UNE - Diretor de Combate ao Racismo www.combateaoracismoune.blogspot.com
tel: (21) 9442-6976

25 de agosto de 2008

Manifesto: É proibido proibir!!!

MANIFESTO
É proibido proibir?

No dia 21 de agosto, última quinta-feira, durante a reunião do Conselho Superior Universitário (Consuni), foi aprovada a criação de uma resolução que deverá regulamentar o uso dos espaços da UFMT para realização de festas, eventos e alojamento. Por "espaços", entenda-se os saguões, interiores dos prédios e imediações. Por "festas" ou "eventos" entenda-se qualquer reunião de pessoas com atividade musical e comercialização de bebidas.

Em outras palavras, tal regulamentação proíbe o uso daqueles determinados espaços da universidade para festas, eventos e alojamento. Para essas atividades restarão as quadras externas e os estacionamentos. Essa resolução tramita desde 2007 e tanto os representantes dos estudantes no Consuni, quanto coletivos que atuam na UFMT manifestaram oposição. Por quê?

1) Por entenderem que o uso das salas de aulas para alojamento é a única forma de alojar estudantes a baixo custo durante os congressos e diminuir a logística de transporte, bem como proporcionar acomodação no espaço de vivência a que a UFMT, em seus discursos, busca. Vivência estudantil inclui, para além da sala de aula, a extensão, os eventos e congressos.

2) A falta de alojamentos para os congressos impede a organização de eventos e a mobilização de estudantes, mesmo com a garantia de que a Provivas cederia recursos. Sabemos que os mesmos não são suficientes, pois eles são destinados ao pagamento de bolsas, alimentação e moradia, e já não atendem a essas demandas.

3) As atividades culturais são necessárias à vivência universitária. As quadras e os estacionamentos não são apropriados, não dispõem de banheiros, pontos de energia ou iluminação. Quem faz cultura ou "festas" sabe do aumento do custo financeiro para a locação de equipamento de sonorização, palco, profissionais, montagem de tendas e banheiros químicos que isso acarreta.

Na reunião do CONSUNI, o reitor propôs a construção de um espaço específico para eventos, porém há pelo menos três anos se fala na construção de um centro de vivência estudantil na universidade para realizar os eventos e congressos em um local apropriado. O último projeto apresentado previa lojas e estacionamento, num prédio ao lado do Centro Cultural (ou Elefante Branco), que seria a extensão da Coordenação de Cultura, abrigando a Escola de Artes e não mais os projetos e coletivos estudantis. O espaço do alojamento, também proposto há mais de três anos pelo reitor, seria construído na Educação Física.

Conclusões...
Parece que os dirigentes da universidade não entendem os congressos e eventos como extensões do ensino. E não percebem que muitos dos eventos culturais e festas são para arrecadar dinheiro para financiamento das atividades de coletivos, sejam eles DCE, CA´s, turmas de formandos, coletivos de comunicação ou movimentos segmentais, os quais suprem as demandas que a universidade não tem condição de atender.

Os eventos culturais realizados pelos estudantes são entendidos pelos dirigentes da UFMT como "festas", o que demonstra que os dirigentes dessa universidade não têm qualquer comprometimento em entender o que é a produção cultural estudantil, como ela se organiza, executa seus projetos e quais seus fins. Cultura, para eles, é a Orquestra Sinfônica, Canto Coral, Escolas de Artes e Cine Coxiponês, que estão muito distantes da realidade dos estudantes e mais ainda da comunidade externa. A cultura urbana é sinônimo de festa irresponsável, que depreda o patrimônio público.

Essa resolução mostra uma UFMT arcaica, que não discute Vivência Estudantil, Cultura, modos de ser e fazer de seus estudantes. Não houve qualquer esforço em realmente discutir a regulamentação de uso dos espaços ou criar regras para que os eventos aconteçam. Em vez de criar possibilidades e alternativas, a Universidade PROÍBE.

Em vista disso, nós, abaixo-assinados, manifestamos oposição a essa resolução e exigimos revogação da mesma no Consuni. Propomos que se faça uma resolução que crie possibilidades de uso responsável do espaço público e que atenda as necessidades dos estudantes.

Além do manifesto, serão organizados uma série de eventos para a mobilização dos estudantes, a manifestação terá o nome de É Proibido Proibir. O calendário é o seguinte:
Terça-feira - dia 26 - Festa na Rodoviária (ICET), a partir das 17h
Quarta-feira - dia 27 - Festa no ICHS, a partir das 17h
Quinta-feira - dia 28 - Festa no bloco de Engenharia Florestal, a partir das 17h
Sexta-feira - dia 29 - Festa do Calouro no saguão do IL - a partir das 17h

*Todos os dias, às 16h, o grupo de estudantes mobilizados se reunirá no RU a caminho dos eventos.

Festival de Cururu e Siriri

O 7º Festival Cururu e Siriri se prepara para receber vinte mil pessoasA Praça de Tradição Cururu e Siriri já está quase pronta

A rotina da equipe de produção do 7º Festival Cururu e Siriri, que começa no dia 28 e se estende até o dia 31 de setembro em Cuiabá. Ensaios abertos de grupos de dança que se apresentam no Festival estão acontecendo desde o dia 20, e vão até o dia 28, quando haverá, na Praça de Tradição Cururu e Siriri, no bairro Porto, um ensaio geral tanto dos grupos, quanto para a equipe de produção. Mil pessoas, entre produtores culturais, dançarinos, técnicos de som, entre outros, estão trabalhando na produção desta que é a maior celebração da cultura popular Mato-Grossense. Dentre essas pessoas estão o pessoal do MIC, Mídias Integradas Cuiabanas, que foram acionados para colaborar na cobertura do Festival. Participam os núcleos de Comunicação do Movimento Panamby, da CUFA, do Espaço Cubo e da Volume.
Duas arquibancadas, de setenta metros, com treze degraus e capacidade para acomodar 240 pessoas estão sendo preparadas. Uma já esta pronta. O Secretario Municipal de Cultura, Mario Olimpio, afirma que este ano o festival também atingirá as classes "a" e "b", diferentemente do que aconteceu nos outros anos.
Nessa edição, o Festival abriga trinta e três grupos, entre siriri, cururu, um grupo da melhor idade e grupos infantis. Cada grupo tem em média 45 pessoas e a estrutura esta sendo planejada para receber vinte e mil pessoas...
Quem passar pela Secretaria Municipal e/ou pelo Museu de Imagem e Som de Cuiabá, já poderá sentir um pouco do que acontecerá nos quatro dias de Festival. Na secretaria, está acontecendo alguns ensaios, como o dos Curureiros de Cuiabá que aconteceu na quinta-feira.
Já a sala de pesquisa do Misc, esta reservada para a equipe de produção do Festival.Feira de Culinária e Artesanato no Festival Cururu e SiririO público poderá se deliciar das tradicionais comidas cuiabanas, na 3ª Feira de Gastronomia do SEBRAE – MT, que será montada no 7º Festival Cururu e Siriri.
Chefes de cozinha de dez empresas vão elaborar novos pratos utilizando ingredientes regionais. Mousse de pacu seco, estrogonofe de pintado, entre outras delícias prometem surpreender paladares exigentes. Também sobre os comandos do SEBRAE, 18 unidades produtivas que vão apresentar peças inspiradas na iconografia regional. São produtos elaborados manualmente por artesãos, cuja inspiração se traduz numa diversidade de materiais e técnicas, muitas delas originadas da intuição.
O evento é uma realização da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria da Cultura, em parceria com a Federação das Associações dos Grupos de Cururu e Siriri, o Escritório Antena da Unesco Mato Grosso, Sebrae-MT, Banco Real, Governo do Estado, O Boticário, TVCA, entre outros colaboradores.
7º Festival de Cururu e SiririLocal: Praça da Tradição Cururu e Siriri
Data: de 28 a 31 de agosto.
Entrada franca

24 de agosto de 2008

A Aliança Revolucionária Antiimperialista (ARA), frente a situção política posterios ao referento revogatório de 10 de Agosto, CONSIDERA:
Que o triunfo do povo Boliviano é desconhecido pela direita reacionária e facista. Esta, está em um verdadeiro estado de desespero, que induz a cometer atos cada vez mais em desacordo com a democracia, as leis vigentes, mais ainda com a moral.
A extrema direita está cada vez mais a margem da lei e vem impulsionando uma escala de violencia cada vez maior. A direita e o facismo não tolerão que o "Sim por alteração, pelo aprofundamento do processo e por Evo", tenha se incrementado de maneira tão conduntente.
Esse aumento tem significado quase 16 pontos em cima dos obtidos nas eleições dos generais de dezembro de 2005; o significado do SIM triunfa virtualmente em 6 departamento e que em 116 provincias que tem no país, Evo ganhou em 96 delas.
A direita, em um esforço para trapacear no referento, recorreu a procedimentos imorais, como a proibição da circulação das pessoas com deficiência e falando que eles eram impostores.
No dia do referendo, foram agredidos com os ajuda dos grupos fascistas, médicos e professores cubanos, pois estavam sendo acusados de ingerência e eles ainda tentaram sabotar durante a consulta popular, sem sucesso.
A extrema direita fez com que a repercusão internacional mostrasse algo que não existiu: um golpe mentiroso de Evo.
Consolidar o processo de "Vire a esquerda" na América Latina é um duro golpe para os governos conservadores apenas 2 (Colômbia e Peru) e, ao próprio imperialismo que perde posição, apesar de sua agressividade aumenta.
O reconhecimento internacional é claramente refletido no comunicado emitido pela União da Juventude Socialista, aplaudindo o comportamento exemplar do povo boliviano e ao apoio esmagador para o regime democrático consagrado pelo governo do presidente Morales.
Após o referendo, continuaram os atos de violência que foi demonstrado no ataque com as camadas da população que não suportam mais os maus tratos no trabalho, onde eles sofrem ataques, com ajuda da Polícia Nacional e jornalistas, todos são brutalmente e incansavelmente perseguidos e maltratados.
ARA considera que é chegado o momento de frear os excessos de extrema-direita e fascismo oriental e deverão aplicar imediatamente as disposições legislativas que penalizem atos criminosos que denunciamos.
ARA considera que as ações da extrema-direita têm por objectivo a dividir o país, uma vez que sofreu a rejeição das urnas e o fracasso dos seus planos subversivos. Por isso, a tarefa central de todos os patriotas, independentemente da sua classe, cultura e da religião é a de organizar a defesa da unidade nacional.
O povo boliviano tem de preparar a defesa resoluta, que depois, como está provado que superabundantemente direita, implementado e apoiado pelo imperialismo não quer diálogo ou de acordo com o governo de Evo. Em vez disso,prefere ver correr sangue e destruir Bolívia antes de perder os seus privilégios.
Felizmente o último referendo demonstrou que os dirigentes da extrema-direita é uma pequena minoria que, com todo o seu poder económico e os meios de comunicação da campanha, mesmo por trás, isto conduz a menos de um terço da população confusa e errada com o seu venenosos pregação.
Ara convoca todos as pessoas para se unir, os movimentos sociais e organizações para a defesa da pátria; partidos políticos estão exigindo que os progressistas e patrióticas coordene os seus esforços o mais rapidamente possível na cruzada para salvar a Pátria Boliviana
COMISIÓN SOCIAL, Alex Aranda
MOVIMIENTO POPULAR ENDOGENO; Edgardo Vásquez,
PARTIDO COMUNISTA DE BOLIVIA, Marcos Domich
PARTIDO COMUNISTA (mlm); Jorge Echazú,
PARTIDO SOCIALISTA, Fortunato Esquivel,
PARTIDO SOCIALISTA-1, Hugo Vaca
PARTIDO SOCIALISTA DEMOCRÁTICO, Hugo Rodas,
PS-MG (MOVIMIENTO GUEVARISTA.): Pedro Medinap.
INDEPENDIENTES DE IZQUIERDAJuan Carlos Alvarado
Juventude Comunista da Bolivia - Comite Regional Cochabamba

21 de agosto de 2008

Moçada,

Todos os moradores do Bairro do Flamengo, no RJ, estão recebendo uma carta da vereadora Leila do Flamengo (DEM), aonde ela pede que a sede da UNE seja transferida para o centro da cidade ou para o antigo casarão no Catete.

Um absurdo que vai de encontro a todas as nossas últimas lutas. Absurdo também, pois a mesma vereadora assinou uma nota de apoio quando ocupamos o terreno no ano passado.

Na carta ela diz ainda que a UNE deve ir para um prédio do INSS no centro "que foi invadido recentemente por um grupo de "sem teto"". Ou seja , quer expulsar a ocupação popular de lá...

A vereadora parece desconhecer que o prédio ocupado estava abandonado há 10 anos e que hoje abriga cerca de 100 famílias e que futuramente haverá lá um espaço cultural para oficinas artísticas com a possibilidade de gerar renda para aquelas famílias...

Enfim, a vereadora Leila do Flamengo hoje se coloca contra os estudantes e contra as moradias populares...

A carta está aí embaixo...
Rio de Janeiro, 15 de julho de 2008.- Excelentíssimo Senhor Governador,

Venho, em nome dos moradores do Flamengo, sugerir que o Governo do Estado realize a troca do terreno da UNE da Praia do Flamengo, pelo casarão da UERJ, antiga Faculdade de Direito, situado na Rua do Catete.

A Av. Praia do Flamengo é uma área residencial e é, segundo a legislação urbanística, uma Zona Turística 1, o que não permite a instalação da União Nacional dos Estudantes neste logradouro.

Senhor Governador, a UNE tem tido uma difícil convivência com os moradores do Flamengo, em razão das constantes festas, com música alta e barulho acima do aceitável. Na ocasião em que o Governo Federal cedeu o terreno da Praia do Flamengo para a UNE, o Rio era a Capital da República, o que justificava a sede da UNE ser aqui na cidade. Entretanto, este fato não mais se justifica, inclusive em razão dela ser atualmente uma instituição controlada por partidos políticos.

Uma segunda sugestão que ofereço, é a transferência da sede da UNE para o prédio do INSS, situado na Rua Alcindo Guanabara, na Cinelândia. Este prédio possui 12 pavimentos, e foi invadido recentemente por um grupo de "sem teto", e a sua ocupação pela UNE será bom para esta instituição, que ficará localizada no coração político da cidade, bem como será bom para o Poder Público, que dará uma utilização a um prédio que se encontra invadido.


Agradeço, com estima e consideração. - Vereadora Leila do Flamengo - DEMO
Preciso comentar um assunto desses?!

19 de agosto de 2008

A luta contra a desnacionalizaçã é parte da pauta da jornada de lutas

Hoje, dia 19 de agosto, às 11 horas, haverá uma reunião com o Ministro Haddad, na qual a principal pauta deverá ser a exigencia de uma regulamentação que barre o acelerado processo de desnacionalizaçã o da educação em curso.

Faz parte de nossa denúncia do processo de desnacionalizaçã o do ensino superior brasileiro. Além disso, temos um posicionamento contrária à formação de monopólios e à venda da Uniritter. Lá, os estudantes estão mobilizados.
Saudações Socialistas camaradas...vamos a mais uma luta contra os tubarões do neoliberalismo que somente querem o lucro e não mais a qualidade!
Aluno de baixa renda ganha espaço nas universidades

Foi publicada na segunda-feira (18), que puxada pelo ProUni, pelo aumento de vagas e pelo alargamento da classe média, a participação de alunos de baixa renda no ensino superior do Brasil cresceu nos últimos anos. De 2004 a 2006, a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) registrou um aumento de 49% na proporção de universitários com renda familiar mensal de até três salários mínimos -de 10,1% para 15,1%, segundo dados tabulados pelo pesquisador Simon Schwartzman, do Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade).
Puxada pelo ProUni, pelo aumento de vagas e pelo alargamento da classe média, a participação de alunos de baixa renda no ensino superior do Brasil cresceu nos últimos anos.
De 2004 a 2006, a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) registrou um aumento de 49% na proporção de universitários com renda familiar mensal de até três salários mínimos -de 10,1% para 15,1%, segundo dados tabulados pelo pesquisador Simon Schwartzman, do Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade).
Na população em geral, a proporção de pessoas com essa faixa de renda subiu apenas 8%.
Embora tenha ganhado mais espaço, esse segmento ainda está subrepresentado no ensino superior, já que, em 2006, o total de brasileiros com renda de até três salários mínimos era muito maior -55,2%.
Considerando a baixa base de comparação, especialistas apontam que o ProUni tem impacto significativo no movimento de ingresso de alunos mais pobres no ensino superior: em 2006, entraram 360 mil alunos de baixa renda a mais do que em 2004; o programa do governo federal, que começou em 2005, ofereceu 204 mil bolsas no período.
Regina Vinhaes, da UnB (Universidade de Brasília) acrescenta que, nos últimos dez anos, a oferta de vagas no ensino superior mais do que quadruplicou, puxada principalmente pela rede particular.
Ryon Braga, da Hoper Consultoria, aponta ainda a ampliação do financiamento educacional e a queda dos preços cobrados por instituições privadas como explicações. Estudo feito por ele mostra que, em 1996, o valor médio da mensalidade era de R$ 840, em valores corrigidos. Hoje, é de R$ 427.
A médio e a longo prazo, porém, a sustentabilidade desse movimento de abertura do ensino superior à população de baixa renda ainda é incerta.
''Uma dificuldade para a expansão é que o ensino médio não está formando gente suficiente, e o ProUni já tem dificuldade de encontrar candidatos'', aponta Schwartzman. ''Além disso, vai depender da capacidade das pessoas de pagarem, o que vai depender, também, da economia'', afirma.
Desde 2000, o patamar de alunos que concluem o ensino médio está estacionado em cerca de 2 milhões. Já o ProUni tem alto índice de bolsas ociosas -39% na última seleção.
Responsável pelo programa, o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Ronaldo Mota, argumenta que os jovens egressos do ensino médio são apenas parte do público que passou a entrar na universidade. ''Mais de 40% dos ingressantes vêm do mundo do trabalho, já se formaram há muito tempo e não tiveram oportunidade na época'', diz.
Líder de uma associação que reúne bolsistas do ProUni, Adriana Ferreira, 42, é um exemplo tanto do quadro traçado pelo secretário como das limitações do programa.
Ex-assistente administrativa em Minas, ela entrou na universidade 22 anos após se formar no ensino médio. Separada, mãe de três filhos e com renda de um salário mínimo, ela diz que, sem o ProUni, não conseguiria se manter por três semestres no curso de letras.

Por problemas de saúde, porém, parou de trabalhar, ficou inadimplente e perdeu a sua bolsa, que era parcial. Adriana lamenta -''eu ia ser a primeira pessoa a ter nível superior na minha família''-, mas diz que só tentará voltar à universidade se conseguir um salário melhor. ''Mesmo se eu tivesse bolsa integral, teria problemas para pagar a locomoção e a compra do material.''
Enade
O aumento do total de pessoas de baixa renda no ensino superior é corroborado pela comparação entre os questionários socioeconômicos respondidos nas edições de 2004 e de 2007 do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), que avaliou as áreas de saúde, ciências agrárias e serviço social -USP e Unicamp não participam.
Nesses cursos, a proporção de calouros com renda de até três salários mínimos cresceu de 24% para 40%. O percentual é maior na rede privada do que na rede pública -37% contra 31%, respectivamente.
Se forem consideradas as áreas examinadas, medicina tem a maior proporção de alunos que cursaram todo o ensino médio na rede privada -80,9%.
Já no curso de serviço social, os estudantes oriundos da escola particular são minoria -apenas 15,4%.''Em medicina, as universidades públicas oferecem muito poucas vagas, e as particulares são muito caras'', afirma Ryon Braga.

17 de agosto de 2008

Programa de Integração e Inclusão Étnico-Racial
Unemat investe na pesquisa e acompanhamento do Programa de Cotas

Publicada em 12 de agosto, o Programa de Integração e Inclusão Étnico-Racial foi institucionalizado na UNEMAT, Resolução nº. 200/2004/CONEPE. A Pró-Reitoria de Ensino de Graduação passará a ter uma Comissão Central e Permanente, para o acompanhamento do ingresso, permanência e aproveitamento dos acadêmicos cotistas. E, de acordo com o documento, cada campus universitário também deverá instituir uma Subcomissão local.

Os integrantes das Comissões não perceberão pelo desempenho da função e serão nomeados por Ato do Reitor. No caso dos professores mestres e doutores, enquadrados em Tempo Integral (D.E), poderão utilizar as atividades desenvolvidas na Comissão ou Subcomissão em seus Planos de Trabalho. Nas funções a serem desenvolvidas estão subjacentes as atividades de Extensão e Pesquisa.

Os docentes dos cursos de graduação deverão disponibilizar, obrigatoriamente, para fins de averiguação de aproveitamentos parciais dos estudos, os registros dos controles de freqüência e notas (planilhas ou diários) às Subcomissões, a fim de que desempenhem suas funções.

Vai ter uma comissão para o acompanhamento do ingresso (desde a sua inscrição até a conclusão do curso), permanência e aproveitamento dos alunos cotistas na UNEMAT.

Essa comissão vai formular e propor políticas que visem à melhoria do processo de acompanhamento da entrada, permanência e aproveitamento dos alunos cotistas, através de encontros, seminários, colóquios e simpósios para discussão da temática, sendo que em cada Campus Universitário deverá ter, obrigatoriamente, uma Subcomissão para Acompanhamento, cabendo às Subcomissões:
I – Acompanhar o processo de inscrição dos candidatos cotistas.
II – Acompanhar o processo de matrícula dos candidatos aprovados.
III – Desenvolver, juntamente da Comissão Central e da Diretoria de Vestibulares, a divulgação da política de Inclusão Social em todo material divulgado em cada Concurso Vestibular.
IV – Desenvolver ações de orientação nos Departamentos sobre as políticas de Integração e Inclusão Étnico-Racial.
V – Orientar, conforme parâmetros estabelecidos pela Comissão Central e as Políticas de Ensino de Graduação da UNEMAT, as Supervisões Acadêmicas dos Campi Universitários.
VI – Redigir o relatório anual do acompanhamento realizado sobre os alunos cotistas, destacando o aproveitamento nos estudos, bem de todos os aspectos inerentes que influenciaram nos resultados do aproveitamento.
VII – Promover, bimestralmente, reuniões, seminários, colóquios e simpósios, no Campus, a fim de discutir a temática.
VIII – Solicitar dos docentes, quando necessário, e para fins de proceder ao acompanhamento de que se trata esta Instrução Normativa, os controles de freqüência e notas no decorrer do semestre.
IX – Encaminhar o relatório anual das atividades realizadas no Campus à Comissão Central e Permanente de Acompanhamento dos Alunos Cotistas da UNEMAT.
Parabens a nossa militante da UJS de caceres: Aline, que trouxe o debate sobre cotas raciais para dentro da faculdade, mostrando que a juventude participa cada vez mais das politicas do seu país..
“Toda maneira de amor vale a pena”
"Cada cor tem seu significado: o pink a sexualidade, o vermelho a vida, o laranja o poder, amarelo a luz, verde a natureza, o azul a arte, o azul escuro o espírito e o violeta o éndigo que significa harmonia.
(seu criador: Gilbert Baker)

Considerando o sucesso da I Conferência Mato-grossense de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros - GLBT, Direitos Humanos e Políticas Públicas: "O caminho para garantir a cidadania GLBT" que foi realizada nos dias 15, 16 e 17 de maio de 2008, no Centro Cultural da UFMT. A Secretaria de Segurança Pública(SEJUSP), através do Centro de Referência de Combate a Homofobia(CRDHCH), Convida todos/as para participarem da Audiência Pública que será realizada na Assembléia Legislativa de Cuiabá, no dia 08/09/2008 às 14h, para apresentação e discussões das propostas oriundas da I Conferência Estadual e encaminhada para a Conferência Nacional realizada em Brasilia, nos dia 06 a 08 de Julho de 2008.
Dúvidas Por favor entre em contato com o Centro de Referência de Combate a Homofobia(SEJUSP): 3613-9936
A UJS acha que o capitalismo se aproveita das diferenças entre os homens, para torná-los diferentes, reforçar o seu caráter excludente e para justificar uma sociedade dividida em classes, desigual e desumana, através do machismo, do sexismo, do racismo entre outras formas de preconceito. Assim a homofobia de forma ideológica é disseminada na sociedade e a superação desta sociedade arcaica passa por vencer as diversas formas de preconceito que ela consolida.
Todos os dias, milhares de pessoas no Brasil sofrem algum tipo de preconceito homofóbico, desde as brincadeiras “inocentes” e xingamentos, que para muitos parecem inofensivos, por que não se dão conta do efeito psicológico e nem do direito que todo ser humano tem de ser respeitado do jeito que é, o direito de ter dignidade. Sem falar das agressões físicas e até mesmo as mortes como recentemente assistimos em São Paulo o assassinado brutal de dois jovens travestis numa mesma noite.
A cada dia que se passa a juventude brasileira tem enfrentado a homofobia, chocando, mudando valores e se rebelando contra as amarras. È cada vez mais cotidiano jovens se assumirem, mesmo que tenham que pagar o preço injusto que lhe é cobrado por isso. A mudança de hábitos e rotinas, no entanto, contribui para a elevação da consciência do nosso povo.
O surgimento de variados grupos gays, sendo muitos de estudantes e cada vez mais numerosas e massivas paradas gays, que mobilizam milhões de jovens em todo país, só reforçam a necessidade da UJS apoiar mais neste movimento. Temos que teorizar mais sobre o tema e fortalecer a luta pelo respeito à diversidade sexual e por uma sociedade livre e justa.
A UJS tem entende o seu papel enquanto escola do socialismo. Precisamos combater coletivamente a homofobia na sociedade. A UJS precisa é um espaço de vivência que admite todos os setores da juventude, que é capaz de unir todos que lutam por uma sociedade mais justa, que compreende a disputa ideológica posta e que acima de tudo é capaz de superar as marcas e os vícios do capitalismo . Temos que ser exemplo do que há de mais avançado na luta da juventude brasileira em busca do socialismo.

“Enquanto nos escondemos para fazer amor, a violência é praticada em plena a luz do dia”.
(John Lennon)

16 de agosto de 2008

UNE e Tortura Nunca Mais protestam contra militares

Entidades lutam pela punição dos agentes estatais envolvidos em crimes de tortura
Cerca de 700 oficiais da Marinha, Exército e Aeronáutica reuniram-se, no último dia 7, no Clube Militar, no Rio de Janeiro, em protesto contra a possibilidade de revisão da Lei de Anistia, que pode levar à punição de acusados de torturas e outros crimes contra presos políticos durante o regime militar.
Representantes da UNE e do grupo Tortura Nunca Mais organizaram uma manifestação no local, contra a posição dos militares e a favor da punição dos agentes estatais envolvidos em crimes de tortura e pela abertura dos arquivos da ditadura militar.

"O grande erro foi torturar e não matar". Declaração do Deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ),em público (dia 07 de agosto na AV. RIO BRANCO EM FRENTE AO CLUBE MILITAR).

Vejam a gravação

Cerca de 150 pessoas, entre professores, acadêmicos e técnicos administrativos, reuniram-se na tarde do dia 14/08 (quinta), na UFMS ( Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) para discutir a paralisação da instituição e a ampliação do movimento que já ocupa a reitoria desde o dia 7 de agosto.

Ao som do hino Nacional e gritando frases contra o atual reitor Peró, os estudantes realizaram a assembléia que, como não poderia deixar de ser, protestou contra o voto proporcional e a data das eleições para reitor, que está marcada para o dia 25, uma véspera de feriado.

Além das questões relacionadas às eleições, os manifestantes discutiram problemas estruturais da universidade como os critérios de distribuição de professores, melhorias de estrutura e não pagamento de taxas.

Para o 1º vice-presidente da UNE, União Nacional dos Estudantes, Bruno Elias, a manifestação dos acadêmicos mostra a insatisfação com a estrutura vigente na universidade. Ele ainda ressalta que não se trata apenas de reclamar em busca do voto paritário e de uma nova data das eleições que possibilite o debate. Além disso, há muitos problemas que precisam ser solucionados.

“È uma luta contra um projeto conservador, que convive com a falta de professores. A paridade é apenas a ponta do iceberg. A próxima eleição na UFMS vai ser livre, direta e paritária”, declara o membro da UNE.

Ocupação crescente

No oitavo dia de ocupação da reitoria, a manifestação dos estudantes ganha progressivamente mais força. Ao todo, oito cursos estão paralisados: Ciências Sociais, Direito (noturno), Jornalismo, Letras, Artes Visuais, Educação Física, Psicologia e Arquitetura. Além disso, cursos como o de Engenharia Ambiental e Direito (diurno) estudam se também aderem à paralisação.

Além da paralisação, os manifestantes estão agindo em várias esferas. Para o estudante de Direito, André Queiroz, a situação caminha para uma intervenção do MEC (Ministério da Educação). Segundo ele, dia 15/08 (sexta), os estudantes se reúniram com o Procurador da República, Felipe Braga, para discutir a contratação de professores efetivos, irregularidades do COUN (Conselho Universitário) e a cobrança de taxas abusivas.

Na próxima segunda (18), o protesto ganha mais força com a vinda de acadêmicos dos campi de Três Lagoas, Aquidauana, Corumba, Nova Andradina e UFMT, sem contar com a galera da UJS, que está ajudando nas discussões e na realização de uma nova assembléia com o intuito de discutir se haverá uma greve ou uma paralisação na UFMS.
VMS lutar pela paridade e pela autonomia e melhoria nas universidades

14 de agosto de 2008

Grafia deve ser padronizada em oito países de língua portuguesa
As normas estabelecidas pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrarão em vigor, no Brasil, no próximo ano. Para estabelecer as regras do período de transição para a nova grafia, previsto para durar três anos, será assinado um decreto. Os ministérios da Educação, da Cultura e das Relações Exteriores irão fixar orientações para que a sociedade se adapte às mudanças previstas pelo novo acordo. Está aberta uma consulta pública para que os interessados encaminhem dúvidas ou sugestões sobre o processo de transição da norma ortográfica atual para a nova. O contato com o Ministério da Educação pode ser feito até o dia 1º de setembro pelo endereço eletrônico http://acordoortografico@mec.gov.br. Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar ativado para poder visualizar o endereço de email.
As sugestões encaminhadas ao MEC podem ser incorporadas ao decreto que regulamentará o período de transição. A língua portuguesa é falada por cerca de 220 milhões de pessoas em todo o mundo - aproximadamente 190 milhões no Brasil. O acordo é considerado um marco de unificação entre os países de língua portuguesa - Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal. O acordo foi assinado, inicialmente, em 1990 pelos sete países que tinham o português como idioma oficial - o Timor Leste ainda não era nação independente.
Em razão das diferenças entre as grafias desses países, é grande a dificuldade na difusão da língua. A intenção do acordo é facilitar o processo de intercâmbio cultural e científico entre as nações e ampliar a divulgação do idioma e da literatura em língua portuguesa.
Livro didático - O Brasil tem o maior programa de distribuição gratuita de livros didáticos do mundo. Este ano, já foram apresentadas ao Ministério da Educação propostas de obras com a nova grafia. São mudanças como o fim do uso do trema e do acento em algumas palavras, como enjôo, idéia, heróico e outras.No primeiro semestre de 2009, o Guia do Livro Didático será enviado às escolas já com todas opções de obras impressas segundo as novas regras ortográficas. Os livros serão destinados aos estudantes do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. Escolhidos pelas escolas, como de costume, estarão nas salas-de-aula em 2010.
Em 2011, os estudantes do sexto ao nono ano também terão livros publicados conforme as regras previstas pelo acordo. Em 2012, será vez do ensino médio.
A União da Juventude Socialista pede a todos seus militantes e a toda comunidade que participe desse programa, pois vai facilitar a vida de todos aqueles que falam português.
Saudações Socialistas camaradas!

11 de agosto de 2008

“Bolívia, unida, jamais será vencida!”


Vitorioso no referendo, Evo agora busca diálogo com a direita


Em seu discurso, o presidente tratou de não insuflar as tensões políticas no país, parabenizando os governadores que obtiveram a ratificação de seus mandatos e chamando-os a fazer parte do projeto de mudanças desejado pela população e expressado no referendo.


O presidente deixou claro também que sai fortalecido do processo eleitoral, condição que respalda seu projeto de executar novas nacionalizações em setores estratégicos da economia boliviana.


O discurso conciliatório de Evo foi bem aceito por aqueles que o escutavam em frente ao Palácio Quemado - em todas as ocasiões nas quais se referiu à necessidade de união, foi aplaudido efusivamente.


Veja abaixo a íntegra do discurso do presidente Evo Morales:

“Hoje a Bolívia viveu um dia histórico, por sua participação tão espontânea nesta etapa de aprofundamento da democracia boliviana, que foi o referendo revogatório. Pela primeira vez na história do povo boliviano, houve um referendo revogatório com a participação massiva de toda a população, de forma democrática, pacífica, com o intuito de melhorar os espaços democráticos, no qual agora o povo boliviano pode decidir por revogar ou não revogar.
Irmãos e irmãs, o processo ocorrido ao longo do dia serve para consolidar nossa democracia. Por isso quero dizer que estamos aqui para avançar na recuperação de nossos recursos naturaçis, para consolidar a nacionalização das riquezas e empresas do Estado. Este mandato do povo boliviano será um meio para que toda a Bolívia mude e todos os bolivianos e bolivianas tenham direito à dignidade.
Estamos convencidos que é importante unir os bolivianos e o voto da população foi justamente para unir os diferentes setores do campo e da cidade, respeitando as normas e as leis existentes.
O dia de hoje não foi importante somente para os bolivianos, mas também para todos os latino-americanos. Estamos deixando uma marca na luta de todos os povos revolucionários, por meio da revolução democrática e cultural do povo boliviano.
Aproveito a oportunidade para saudar e expressar nosso respeito aos governadores ratificados. Quero convocá-los para que, de forma conjunta, encontrar soluções para as demandas e os problemas de todas as partes do país. Convoco a todos os governadores da Bolívia para trabalhar pela unidade dos bolivianos.
Também quero dizer que é uma obrigação do presidente, de seu vice e seus ministros e ministras, de modo conjunto às autoridades estaduais e municipais, para garantir esse processo de mudança. Agora que o povo boliviano expressou com seu voto a mudança do modelo econômico neoliberal, quero convocar todos os governadores a somar-se à revolução democrática que possibilitará a nacionalização de outros recursos naturais.

Também neste processo de mudanças é importante alterar temas estruturais para atender às demandas sociais. Quero dizer a todos e a todas que é necessário que se comece a acabar com a extrema pobreza. Após este referendo, convoco os setores solidários, os empresários patriotas, que contribuem para acabar com a extrema pobreza do país.
Companheiras e companheiros, quero hoje expressar a grande mobilização dos distintos setores do povo boliviano para garantir esse processo de mudanças. Aos irmãos dirigentes sindicais, aos companheiros parlamentares, aos dirigentes do MAS, aos ministros e ministras, a todos que participaram do triunfo desta revolução democrática e cultural, estou seguro de que o processo de conscientização do povo boliviano é que garantirá esse processo de mudanças.
Saudamos também não só os companheiros de La Paz, mas também de Oruro, de Potosí, de Beni, Santa Cruz, Chuquisaca, de Pando, de Cochabamba, de Tarija, enfim, de toda a Bolívia. É preciso que todos saibam que aqui não há nenhum Chapolin Colorado para salvar o povo boliviano. Estou convencido de que somente a consciência do povo boliviano irá salvá-lo.
Quisera eu ter 25 ou 26 horas por dia de trabalho, mas há somente 24 horas. Seguiremos trabalhando como temos feito, pela pátria, pelo povo boliviano, sem interesses pessoais, sem interesses mesquinhos, pensando sempre primeiro na pátria e no povo, e não-somente em certas regiões ou setores.
Para terminar, nosso compromisso é com a Bolívia, é com todos os revolucionários do mundo. É um compromisso de seguir dignificando a todos os bolivianos e bolivianas. Hoje ficou provado que a Bolívia luta primeiro por sua dignidade, por sua identidade. Esperamos que essa vontade tão espontânea e soberana seja escutada por alguns setores opositores, para que juntos possamos trabalhar pela dignidade, igualdade e unidade de todo o país.
Irmãos e irmãs, por fim quero dizer que viva a Bolívia! E também: pátria ou morte! Pátria ou morte! Venceremos!
Muito obrigado.”

De La Paz, Fernando Damasceno

8 de agosto de 2008

Leu na veja, azar o seu..
Leu no Cambio, azar em dobro!

Como se não bastasse uma revista Veja nesta galáxia, acabamos descobrindo que a mercenária publicação brasileira tem uma sucursal na Uribelândia, o “paraíso” andino pintado pela mídia tupiniquim, onde, sob o presidente direitista Álvaro Uribe – e segundo vive afirmando o PIG –, abunda segurança nas ruas – que piada! - e vigem “soluções” como a aberração que é o “metrô” sobre rodas bogotano, uma trapaça enorme que vi in loco no ano passado e que posso atestar que não resolve em nada o tráfego caótico da capital colombiana.

A tal publicação, como muitos já devem ter intuído, é a revista colombiana “Cambio”, de propriedade do irmão do ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, que, como Uribe, é um dos principais críticos da "utilidade" do Conselho Sul-Americano de Defesa, proposta encampada pelo ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, e que se dispõe a formular uma estratégia conjunta de defesa na região.

A revista, em sua última edição, publicou reportagem em que faz acusações a expoentes do governo Lula de envolvimento com as Farc, ainda que o material seja requentado por ter sido divulgado faz tempo pela Folha de São Paulo e de o material não conter nada mais do que suposições jamais confirmadas, até porque não se encontrou absolutamente nenhuma prova de que o governo brasileiro tenha tido qualquer tipo de contato com a guerrilha colombiana.
Ninguém merece!!!
Caravana da Saúde, Educação e Cultura
O ônibus deve passar por 41 universidades nos 26 estados e no DF

A comissão organizadora da Caravana da Saúde, Educação e Cultura da UNE divulgou o roteiro com todas as universidades que serão visitadas e com a programação de debates de cada uma.

A Caravana começa no dia 11 de agosto, data em que se comemora o Dia do Estudante, partindo do Rio de Janeiro (RJ). O lançamento ocorrerá no terreno da UNE e da UBES, na Praia do Flamengo, 132.


Durante o evento serão realizadas várias atividades e intervenções culturais. Seu principal objetivo é realizar, em 41 universidades públicas e privadas nos 26 estados do País e no Distrito Federal, debates sobre saúde, educação e cultura, com foco na realidade da juventude brasileira, além de elaborar propostas para políticas públicas que atuem de maneira mais eficiente nessas áreas.


A UJS de MT está ajudando nesse importante projeto, que vem trazendo informações sobre os principais temas para a juventude e convida todas que quiserem estar colaborando a participar, quem se dispor, pode mandar um e-mail para: ujs-mt@hotmail.com.


O encerramento da carava acontecerá no dia 27 de novembro, em Brasília (DF).


Ela passa por Mato Grosso no dia 11/09 (quinta), na UFMT campus Cuiabá, segue a programação:*


06:30 h - Chegada da Caravana / Montagem das Tendas
07:00 h – Recepção dos alunos na entrada da Universidade
08:00 h – Apresentação do Filme SOS Saúde – Direção de Michael Moore
08:30 h – Apresentação da Cia de Teatro "Ta na Rua"
09:00 h - Debate sobre o Direito sexuais e direitos reprodutivos
12:00 h – Divulgação da Caravana no bandejão com artistas circenses
13:30 h – GT´s:
1 - Políticas Públicas para mulheres: Prevenção do câncer de mama, colo de útero, planejamento familiar, Educação Sexual – Prevenção as DST/AIDS
2 - “Da Universidade que Temos a Universidade que queremos”
3 - As mídias independentes
4 - Política e redução de danos: violência no trânsito e alcoolismo.
15:00 h – GT´s:
1 - O papel das universidades nas políticas de cultura
2 - Pedagogia de Rua: o Hip Hop no Mato Grosso e suas expressões
3 - SUS – A saúde como bem público
4 - Descriminalização das drogas
16:30 h – Oficinas e Reunião do CUCA e Pontos de Cultura
17:30 h - Recepção dos alunos na entrada da Universidade com artistas circenses.
18:00 h – Bandejão com artistas circenses e apresentação da Cia de Teatro "Ta na Rua"
18:30 h – Apresentação do Filme da UNE – Direção de Silvio Tendler
19:00 h – Debate sobre Saúde, cultura e educação
22:00 h – Atividade cultural
*Pode mudar
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