22 de maio de 2009

Estudantes protestam contra uso de greve para aumentar tarifa de ônibus

Estudantes denunciam conluio entre empresários e prefeitura para aumentar passagem em passeata pelas ruas do centro de Cuiabá. O manifesto ocorreu hoje de manhã e denunciou que greve de motoristas e cobradores, marcada para iniciar segunda (25), está sendo usada politicamente para elevar a tarifa.

Mais de 200 estudantes das Escolas Estaduais Nilo Póvoas, Mário de Castro, Cesário Neto e Pascoal Ramos e das Universidades como UFMT e ICEC participaram do protesto. O ato foi organizado pelo Fórum de Discussão do Transporte, que reúne várias entidades, entre elas o Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública (Sintep/MT), Instituto de Defesa do Consumidor (IDC), União da Juventude Socialista (UJS), União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES).

“O manifesto tem o objetivo de denunciar pra sociedade essa tramóia entre prefeitura e empresários do transporte. Eles estão usando a greve dos trabalhadores do setor para sensibilizar a justiça e conseguirem o aumento”, relatou Rarikan Heven, Diretor da UBES.

A marcha saiu do colégio Nilo Povoas, passou pela Praça Bispo Dom José, seguiu pela avenida Prainha e se encerrou com falas e vaias ao prefeito Wilson Santos em frente ao palácio Alencastro. “Wilson, ladrão, não aumenta meu busão”, “Contra a tarifa municipal, chegou à hora de parar a capital” foram algumas das palavras de ordem entoadas durante a caminhada.

“Esse foi só um aviso ao prefeito e aos empresários do transporte. Vamos voltar às ruas semana que vem se eles continuarem tentando sabotar a população com essa jogada de que para aumentar os salários de motoristas e cobradores é necessário subir o preço da passagem”, informou Pablo Rodrigo, acadêmico de Comunicação Social da UFMT e diretor UNE. Os trabalhadores do transporte reivindicam 13% de aumento, mas os empresários oferecem 2%.

A tarifa é hoje de R$ 2,05 e está impedida pela justiça de aumentar porque o estudo da prefeitura, de R$ 2,42, não possui sustentação contábil. Apesar disso, o prefeito reluta em elevar o preço para R$ 2,30.

4 de maio de 2009

Comunidade discute implantação do vestibular unificado


Unificação dos professos seletivos das instituições federais de ensino superior (Ifes) a partir da reestruturação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Esse tema foi o principal ponto do debate realizado hoje (4) de manhã no auditório da Faculdade Agronomia e Medicina Veterinária (Famev). Organizado pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a discussão reuniu representantes dos Sindicatos dos Professores (Adufmt) e dos trabalhadores da UFMT (Sintuf), do Diretório Central dos Estudantes (DCE), da Secretaria de Estado de Educação (Seduc/MT), da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, da União Brasileira de Estudantes Secundarista (Ubes/MT), e do Sindicato das Escolas Privadas, pró-reitores, diretores de faculdades e de institutos, alunos dos cursos de graduação e das escolas de ensino médio públicas e privadas.

As sugestões apresentadas pelos participantes e o resultado do debate serão encaminhados ao Consepe, órgão responsável pelas políticas acadêmicas, que se reúne na próxima segunda-feira (11). Presidente do Consepe, a reitora Maria Lúcia Cavalli Neder falou do processo de mobilização para discussão da implantação do vestibular unificado e apresentou, em linhas gerais, os elementos do termo de referência enviado pelo Ministério da Educação (MEC). Discorreu sobre a dimensão política da proposta que contribui para a construção de um sistema nacional articulado de educação; oportuniza a consolidação de um sistema único de avaliação das ifes; possibilita a participação democrática em processos seletivos em até cinco ifes; mobilidade estudantil; e gratuidade, permitindo maior participação dos estudantes de ensino médio das escolas públicas.

Com relação à dimensão pedagógica, explicou a reitora, é uma oportunidade de se repensar o ensino médio, a partir das novas diretrizes do novo Enem, focada em habilidades e conteúdos mais relevantes, sinalizando concretamente para novas orientações curriculares; e reflexos nas licenciaturas, com vistas à formação docente alicerçada nesse novo paradigma.

Maria Lúcia Cavalli falou ainda sobre as formas de utilização do novo sistema; de participação; das características; preocupação em avançar da base informacional (memorização de conteúdos) para a base de construção de conhecimentos (tônica principal); quais os conteúdos do exame; inscrições de candidatos, funcionalidade; resultados e calendário do novo vestibular unificado.

Preocupações - A falta de discussões sobre o tema; a pressa para aprovação do novo sistema do processo seletivo das ifes; o número excessivo de perguntas para um curto espaço de tempo; problemas do ensino médio e da educação brasileira foram aspectos abordados pelos representantes da comunidade universitária.

Favorável à implantação do novo sistema do processo seletivo, a coordenadora do Ensino Médio da Seduc/MT, Ema Marta Dunk Cintra disse ser essa uma oportunidade para repensar o ensino médio e de atender os alunos mais carentes. Considerou importante, por meio da mobilização nacional, construir uma proposta coletivamente e de ter um ensino médio adequado.

O presidente da Adufmat, Carlos Eilert, questionou sobre o número excessivo de perguntas (100) para serem respondidas em um curto espaço de tempo (5 horas); e sobre os recursos para a moradia dos estudantes. O coordenador do DCE, Gelder Pompeo, também ressaltou a preocupação da entidade com a falta de recursos e a política do MEC “feita por decretos”. “Essa mudança do ensino médio é apenas para maquiar a falta de recursos”, criticou.

O diretor da Ubes/MT, Rarikan Heven, se posicionou favorável à unificação do processo seletivo. “Essa é uma antiga reivindicação dos estudantes”, frisou sugerindo a ampliação da proposta com a implantação do vestibular seriado. Ele defendeu ainda que haja avanços na qualidade do ensino público.

Os representantes das escolas privadas criticaram a “pressa em implantar o novo sistema”. Eles defenderam uma maior discussão sobre o tema. Destacaram também os problemas no ensino básico e no ensino médio e a preocupação com a grade curricular e formação dos professores.

1 de maio de 2009

Estudantes de Cáceres (MT) realizam grande passeata e ocupam a UNEMAT





No último dia 23, a UBES e a UMES de Cáceres (MT) realizaram uma grande passeata pelo centro da cidade. Mais de mil estudantes invadiram as ruas da cidade para reivindicar o fim do vestibular, a reserva de vagas para alunos de escola pública nas universidades públicas. O ato também manifestou a contrariedade do movimento em relação às cotas para a meia-entrada e exigiu melhorias na educação do município e do estado. Durante a passeata, a população de Cáceres se juntou aos estudantes, reforçando o coro por um novo sistema educacional.
De acordo com a vereadora e presidente do Sindicato dos Professores da Rede Pública de Cáceres (SINTEP), professora Lúcia, "a mobilização teve grande importância para a população e para Cáceres, porque mostra a necessidade de lutar por melhorias na educação". Ela ainda lembrou da luta dos professores pelo Piso Salarial Nacional.

O diretor da UBES Rarikan Heven dirigiu o ato explicando para a sociedade a necessidade do fim do vestibular e da aprovação das outras bandeiras da manifestação. "Essa mobilização marcou o início de uma série de outras que vão acontecer nas principais cidades do estado de Mato Grosso, sendo a próxima em Cuiabá", disse. Os estudantes também lembraram o momento crítico da Universidade Estadual de Mato Grosso (UNEMAT), que passa por uma grave crise financeira causada pela má administração da reitoria e por falta de investimentos do governo .

"A UMES pretende realizar várias outras manifestações até conseguirmos alcançar a aprovação das nossas propostas, principalmente até que o governo estadual aumente a verba para a educação", discursou Wilton, presidente da UMES de Cáceres.

A passeata, que contou com a presença de quase todos os colégios da cidade, teve início na Escola Estadual Onze de Março, passando pelas principais avenidas locais. Os estudantes realizaram também um ato na frente do cinema do município, que não respeita a lei da meia-entrada.

No encerramento do ato, na UNEMAT, os estudantes invadiram os saguões da Universidade gritando palavras de ordem a respeito da reserva de vagas e pelo fim do vestibular. Por meia hora, as aulas ficaram paralisadas e alunos e professores se juntaram aos manifestantes para pedir socorro para a instituição. O coordenador do campus convidou a UBES e a UMES para discutirem a reserva de vagas e o fim do vestibular.

Depois, foi realizado um seminário para discutir as propostas das entidades para a Conferência Intermunicipal de Educação, os rumos para o movimento estudantil na cidade. Foi convocado também o Conselho Municipal de Grêmios (COMEB) para o dia 10 de Julho.

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