31 de março de 2009

Curso de Formação Em CUBA


C O N V O C A T O R I A

La Escuela Nacional de Cuadros Sindicales “Lázaro Peña” de la Central de Trabajadores de Cuba (CTC) en su 70 Aniversario y la Federación Sindical Mundial (FSM), convocan a las organizaciones sindicales de América Latina y el Caribe a participar en el programa de actividades organizadas con motivo del 1ro de Mayo de 2009.

Del 27 de Abril al 8 de Mayo, curso titulado:
"Retos y Alternativas del Sindicalismo Latinoamericano en la Actualidad.
Objetivos:
Valorar la situación económica, política, social, laboral y sindical del contexto latinoamericano actual.
Contribuir al perfeccionamiento de la labor político – ideológica y de dirección del dirigente sindical latinoamericano.
Fortalecer la posición clasista del movimiento sindical en la defensa de los trabajadores.

Temáticas:
La crisis del capitalismo global, la hegemonía del capital transnacional y los sindicatos.
Tendencias históricas y actuales del movimiento sindical.
La comunicación, elemento indispensable para la acción sindical.
Los nuevos actores sociales, una respuesta necesaria a la ofensiva del capitalismo contemporáneo.
El problema de la unidad en el movimiento sindical. Las políticas de alianza.
La integración económica latinoamericana, una alternativa necesaria.
El liderazgo sindical latinoamericano, necesidad en el contexto actual.
El mundo del trabajo hoy. Particularidades del mercado del trabajo en América Latina.
La OIT. Papel de los sindicatos y los trabajadores.
Cuba, su realidad. Logros y perspectivas.
Sistemas políticos, gobernabilidad y liderazgo en América Latina.
La capacitación sindical.
Relaciones EEUU – América Latina. Su actualidad.
Taller final “Alternativas del sindicalismo latinoamericano ante el capitalismo contemporáneo”.

Otras actividades que contiene el programa son:
- 29 de abril: Gala Artística por el 1ro de Mayo.
- 30 de abril: IV Encuentro Internacional de Egresados de la Escuela Nacional de Cuadros Sindicales “Lázaro Peña”.
- 1ro de Mayo: Actividad en la Plaza de la Revolución en saludo al Día Internacional de los Trabajadores.
- 2 de mayo: Acto de Solidaridad con Cuba.

La cuota de inscripción es de $ 285.00 CUC (moneda convertible cubana) e incluye el alojamiento, desayuno, almuerzo y cena, la transportación a las actividades vinculadas a este programa y entre el aeropuerto y la escuela a su llegada y retorno.
La entrada a nuestras instalaciones es a partir del 25 de abril y la salida hasta el 10 de mayo.

Les recomendamos el euro como moneda más favorable para el cambio.
Les precisamos solicitar VISA DE ESTUDIANTE (D-2) ya que el objetivo del viaje es un curso.
Deben enviar antes del 17 de abril para confirmar matricula los siguientes datos:
§ Nombres y apellidos.
§ Organización sindical a la que pertenece.
§ Responsabilidad que ostenta en ella.
§ País.
§ Ciudadanía.
§ Número de pasaporte.
§ Fecha de nacimiento.
§ Fecha de arribo a la Habana.
§ Línea aérea.


Escuela Nacional de Cuadros Central de Trabajadores de Sindicales “Lázaro Peña”. Cuba (CTC).
Calle: 264 esq. 33. San Agustín, Telef. 877- 5310 al 12
La Lisa, Ciudad Habana. Fax: 873- 5408
Telef. 271-0772, 271-9439. E. mail: godinez@ctc.cu
E.mail: mayomy@escuela.ctc.cu silviam@ctc.cu
mailto:mayomy@escuela.ctc.cu jmamerica@yahoo.com.mx


Federación Sindical Mundial.
Región América.
Telef: 271-4345, 272-0739 ext 102
Fax: 273-5921
E.mail: ramon@fsm.ctc.cu
anibal@fsm.ctc.cu
martha@fsm.ctc.cu

29 de março de 2009

Dia 30, manifestação: Nós não vamos pagar pela crise!

"Não às demissões! Pela redução dos juros, pelos investimentos públicos e em defesa dos direitos trabalhistas e sociais!"

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e o movimento sindical, social e estudantil estarão novamente unidos nas ruas no próximo dia 30 de março, segunda-feira, para dizer não à crise e às demissões e exigir a redução drástica da taxa de juros, recursos para os investimentos em políticas públicas, a defesa dos direitos trabalhistas e sociais e por uma universidade justa, igualitária e de qualidade, sem cortes na educação.

Abaixo, publicamos a íntegra da convocatória do ato unificado. Em Cuiabá, a concentração inicia às 09 horas, na praça Alencastro, em frente à Prefeitura.

De acordo com Antonio Carlos Spis, da executiva nacional da CUT e da CMS, "é fundamental que o conjunto das entidades se esforcem nesta reta final, ampliando a unidade e a mobilização de suas bases em todos os Estados do país".

Trabalhadores e trabalhadoras não pagarão pela crise
O Brasil vai às ruas na próxima segunda-feira, 30 de março. Os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade estarão unidos contra a crise e as demissões, por emprego e salário, pela manutenção e ampliação de direitos, pela redução dos juros e da jornada de trabalho sem redução de salários, pela reforma agrária e em defesa dos investimentos em políticas sociais.

A crise da especulação e dos monopólios estourou no centro do sistema capitalista, os Estados Unidos, e atinge as economias menos desenvolvidas. Lá fora - e também no Brasil -, estão sendo torrados trilhões de dólares para cobrir o rombo das multinacionais, em um poço sem fim, mas o desemprego continua se alastrando, podendo atingir mais 50 milhões de pessoas.

No Brasil, a ação nefasta e oportunista das multinacionais do setor automotivo e de empresas como a Vale do Rio Doce, CSN e Embraer, levaram à demissão de mais de 800 mil trabalhadores nos últimos cinco meses.

O povo não é o culpado pela crise. Ela é resultante de um sistema que entra em crise periodicamente e transformou o planeta em um imenso cassino financeiro, com regras ditadas pelo "deus mercado". Diante do fracasso desta lógica excludente, querem que a classe trabalhadora pague a fatura em forma de demissões, redução de salários e de direitos, injeção de recursos do BNDES nas empresas que estão demitindo e criminalização dos movimentos sociais. Basta!

A precarização, o arrocho salarial e o desemprego enfraquecem o mercado interno, deixando o país vulnerável e à mercê da crise, prejudicando fundamentalmente os mais pobres, nas favelas e periferias. É preciso cortar drasticamente os juros, reduzir a jornada sem reduzir os salários, acelerar a reforma agrária, ampliar as políticas públicas em habitação, saneamento, educação e saúde, e medidas concretas dos governos para impedir as demissões, garantir o emprego e a renda dos trabalhadores.
Manifestamos nosso apoio a todos os que sofreram demissões, em particular aos 4.270 funcionários da Embraer, ressaltando que estamos na luta pela readmissão.

O dia 30 também é simbólico, pois nesta data se lembra a defesa da terra Palestina, a solidariedade contra a política imperialista do Estado de Israel, pela soberania e auto-determinaçã o dos povos.

Com este espírito de unidade e luta, vamos construir em todo o país grandes mobilizações. O dia 30 de março será o primeiro passo da jornada.

UJS na linha de frente
A União da Juventude Socialista deve participar de maneira destacada desses atos. Segundo Marcelo Gavião, presidente da nacional da entidade, milhares de jovens socialistas irão engrossar as manifestações.
"Vamos mobilizar toda a nossa militância para esses atos. A situação é grave e não permitiremos que a juventude seja chamada a pagar a conta de uma crise que não é nossa, que foi fabricada pelos especuladores e pelos países ricos", disse.
Gavião também alerta para a necessidade de unir forças para melhor resistir à tormenta. "É hora de união dos movimentos sociais para enfrentar o interesse dos poderosos, que causaram a crise e querem jogar o problema nas costas do povo. Por isso, saudamos a manifestação unitária como um passo importante para resistir e reivindicar uma saída da crise que não penalize o povo".

NÃO ÀS DEMISSÕES!
REDUÇÃO DOS JUROS!
REDUÇÃO DA JORNADA SEM REDUÇÃO DE SALÁRIOS E DIREITOS!
REFORMA AGRÁRIA, JÁ!
POR SAÚDE, EDUCAÇÃO E MORADIA!
EM DEFESA DOS SERVIÇOS E SERVIDORES PÚBLICOS!
SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO!
POR MAIS INVESTIMENTOS EM EDUCAÇÃO
POR UMA NOVA LEGISLAÇÃO Á MEIA-ENTRADA, SEM RESTRIÇÃO DE DIREITOS INTERVENÇÃO DO ESTADO PARA EVITAR ABUSOS NOS REAJUSTOS DE MENSALIDADES
FIM DO VESTIBULAR
APROVAÇÃO DA LEI DE RESERVA DE VAGAS

Ato Internacional Unificado Contra a Crise
Organizadores de Cuiabá: UJS, CUT, Fórum de discussão sobre o transporte, SINDJOR, Sind. dos metalurgicos, STETT, ADUFMAT, SEEBMT, FETEC, SINTEP, SINTRAE, ASSEMBLÉIA POPULAR, CONLUTAS, CTB, FORÇA SINDICAL, MST, UBES, UBM, UNE, UNEGRO, VIA CAMPESINA, PCdoB.

26 de março de 2009

Jornada de Lutas

O mundo enfrenta uma grave crise da economia capitalista que já tem seus
reflexos sentidos no Brasil.

Nós, jovens, estudantes e trabalhadores, não temos qualquer responsabilidade com essa
crise mundial, que é consequência da infinita ganância dos grandes especuladores
capitalistas.

Afirmamos que essa crise não é nossa e não aceitaremos calados que nos façam pagar
seu preço. Sua origem está bem distante de nós, lá para os lados de Wall Street. Ainda assim, já sentimos na pele seus efeitos.

Na Educação, universidades privadas estão diminuindo gastos à custa da qualidade. Os
tubarões do ensino não aceitam diminuir suas altas taxas de lucro e por isso mesmo não são poucas as instituições que, se aproveitando da crise, estão demitindo em massa professores e funcionários ou mesmo fechando as portas sem oferecer maiores
explicações ou qualquer perspectiva aos estudantes. A Universidade pública corre o risco de ver o seu orçamento cortado pelo contingenciamento de verbas voltadas às áreas sociais. Nas demissões que começam a acontecer, são os mais jovens os primeiros a serem dispensados e devemos estar na linha de frente para exigir medidas do governo que proibam demissões.

Se a bomba estoura com mais força no colo da juventude, a reação precisa vir de nossas mãos. Nossa geração não optou pela crise, mas lamentar não é uma opção. Precisamos tomar as ruas, aproveitar a oportunidade que esta crise nos proporciona e sepultar para sempre o projeto neoliberal a partir da queda do muro deles, o Wall Street.

Neste cenário de dificuldades, somente com ações amplas e unitárias seremos capazes
de combater o desemprego e os cortes do orçamento público e fazer aprofundar as
mudanças em curso no nosso país. Nossa maior arma é a pressão das ruas.

Convocamos, portanto, todo o movimento estudantil brasileiro às ruas construindo
grandes mobilizações no próximo dia 30 de março em unidade com o conjunto do
movimento social brasileiro em defesa do direito à educação, a meia entrada e por verbas públicas para as universidades públicas. Na Jornada de Lutas que se aproxima daremos nosso recado. Não pagaremos por esta crise! Queremos mais conquistas para a
educação!

Dia 30 as 9 da manhã na Praça Alencastro.

25 de março de 2009

Gilmar Mendes: Latifundiário e defensor da elite

Em entrevista concedida à revista Época, o integrante da direção nacional do MST, João Pedro Stedile, nega que o movimento receba dinheiro público. Ele afirma que usar dinheiro público seria “o fim” do MST. Stedile critica o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, ao afirmar que ele é latifundiário, defende banqueiros corruptos e também possui sua própria ONG.

"O senhor Gilmar Mendes assumiu convictamente o papel de líder da direita no Brasil e, por isso, o chamamos de Berlusconi verde-amarelo (alusão ao primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi), embora ele seja mais parecido com o (Benito) Mussolini", afirma Stedile. O presidente do STF, Gilmar Mendes, afirmou no mês passado que o governo federal não pode repassar dinheiro público ao MST. O dinheiro a que ele se refere é repassado a ONGs.
Afinal, o MST recebe ou não dinheiro de entidades como Anca, Concrab, Iterra etc?As entidades citadas estão devidamente habilitadas nos órgãos públicos e são fiscalizadas com rigor. Desenvolvem projetos de assistência técnica, alfabetização de adultos, capacitação, educação e saúde em assentamentos rurais. Isso é feito por centenas de entidades em todo o país, sendo que algumas delas recebem verbas polpudas. Isso acontece por culpa do governo neoliberal do Fernando Henrique, que implementou a substuição do Estado por ONGs.
O MST sempre defendeu que direitos como educação, saúde e assistência técnica rural têm que ser implementados pelo Estado, para garantir a sua universalizaçã o. O engraçado é que os neoliberais, como o senhor Gilmar Mendes, desmontaram o Estado e agora reclamam das ONGs. Até ele (Mendes) montou sua própria ONG para dar aulas de direito. Não seria melhor multiplicar faculdades públicas?Como o MST banca os custos de suas invasões e protestos?As lutas dos trabalhadores só acontecem porque há problemas sociais e direitos negados. Então, parcelas mais conscientes se organizam, mobilizam suas forças e lutam.
Nossa luta é fruto dessa consciência e, evidentemente, recebemos solidariedade dos trabalhadores, dos estudantes e professores, das igrejas e da sociedade brasileira. Existimos há 25 anos graças ao apoio político da sociedade brasileira e internacional e somos gratos pelas muitas homenagens recebidas. Nunca usamos um centavo de dinheiro público para fazer ocupações. Seria o fim de qualquer movimento. Isso é um absurdo e fere a inteligência do povo. Imagine que amanhã vão dizer que os sindicatos são financiados pelo dinheiro público para fazer greves.Caso os repasses do governo sejam encerrados, em que medida isso poderia afetar o MST?Em nada afetaria o MST. Apenas achamos engraçado como eles se preocupam com ONGs que atuam na reforma agrária. Essa é a questão.
Na verdade, o senhor (Gilmar) Mendes está defendendo seus interesses como latifundiário e os interesses da sua classe. Não quer reforma agrária nem quer ver a terra dividida. Muito menos lá no Mato Grosso, onde proibiu até pescaria em sua fazenda. Ele faz pose de moralista e não explica por que sua ONG recebe dinheiro público. Por quê? Por que não investiga o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, entidade mantida por proprietários rurais), administrado pelos fazendeiros, que recebeu R$ 1 bilhão de verba pública?
Há processos no Tribunal de Contas da União de dinheiro do Senar apropriado para enriquecimento pessoal de fazendeiros. Por que não pede investigação da ONG Alfabetização Solidária (ONG voltada para projetos de alfabetização, iniciada pela antropóloga Ruth Cardoso em 1997), que recebeu R$ 330 milhões para fazer alfabetização de adultos? Quantos parlamentares respondem por processos de improbidade? Mais uma pergunta: algum militante do MST ficou rico com dinheiro público? A Policia Federal sabe muito bem quem desvia dinheiro público no Brasil.Na sua visão, em que medida as invasões de propriedades rurais podem ser consideradas legítimas?
Há juristas, como o ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça Luiz Vicente Cernicchiaro, que expôs em acórdão do tribunal que ocupação massiva para pressionar pela reforma agrária não só não é crime, mas um direito do povo de lutar. Portanto, não é questão de lei, mas questão de classe. As ocupações de terra são uma forma de o povo organizado pressionar o governo a fazer reforma agrária. A solução é simples: basta aplicar a Constituição e acelerar a reforma agrária, que acabariam as ocupações. Agora, todas as milhares de famílias já assentadas pela reforma agrária no Brasil tiveram que ocupar terra para conquistá-las.
A culpa não é nossa, mas da omissão do Estado brasileiro. Claro que o senhor Gilmar Mendes deve também ser contra as greves, quilombolas, povos indígenas, ou seja, pobres em geral. No entanto, é a favor dos militares que implantaram uma ditadura militar, de banqueiros corruptos. Cada um defende a classe a que pertence.A Advocacia Geral da União procura meios para voltar a aplicar uma medida que inibe invasões de terra. A medida, usada no governo Fernando Henrique, diz que propriedades invadidas ficam fora da reforma agrária por dois anos. Se essa regra voltar a valer, o que o MST pretende fazer?As ocupações de terra são uma forma histórica de os pobres do campo brasileiro lutarem - não foi o MST que inventou.
Elas existem desde 1850, quando a Lei de Terras institucionalizou o latifúndio e a concentração da propriedade. A luta pela reforma agrária vai existir enquanto tivermos na sociedade brasileira a contradição entre 30 mil fazendeiros e 4 milhões de famílias sem-terra e 11 milhões de famílias que estão em programas assistenciais do governo. Menos de 1% dos proprietários controla 46% de todas as terras no Brasil. As nossas mobilizações e ocupações vão continuar. A sociedade brasileira precisa discutir como enfrentar a crise econômica que está aí.
Precisamos discutir como produzir alimentos sem agrotóxicos, como ter uma agricultura sustentável, como preservar a terra, a água e a biodiversidade, que são bens da natureza, repartidas entre todos os brasileiros, e não apenas entre fazendeiros e empresários. Esse é o debate. O senhor Gilmar Mendes assumiu convictamente o papel de líder da direita no Brasil e, por isso, o chamamos de Berlusconi verde-amarelo (alusão ao primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi), embora ele seja mais parecido com o (Benito) Mussolini.
(Entrevista publicada originalmente na revista Época, edição 565 - 14/03/2009)

14 de março de 2009

Encontro Universitário da UJS

Após o Conselho Nacional de Entidades Gerais (CONEG) da UNE, a UJS realizará, nos dias 23 e 24 de março, em São Paulo, o seu Encontro Nacional de Universitários, cujo objetivo é discutir a história de 25 anos de construção da UJS no movimento estudantil universitário e seu projeto estratégico para essa frente, além de preparar a militância para o 51º Congresso da UNE.

"Não queremos encarar esse como mais um Congresso. Nosso objetivo é construir a maior mobilização já feita para um Congresso da UNE. Consideramos que apenas assim, sem burocratismos, com muito convencimento político e muita disposição, estaremos a altura de enfrentar os desafios apresentados por uma conjuntura tão complexa, em que convivem uma grave crise econômica mas também grandes possibilidades de avanços para o país", diz Márcio Cabral, diretor de movimento estudantil universitário da UJS.

A taxa de inscrição para o Encontro será de R$15 e cobrirá os custos de alojamento e transporte interno dos participantes, ficando a alimentação a cargo de cada um. Cada militante inscrito ganhará a carteira nacional de militante 2009, que será lançada no evento.

Confira abaixo a programação do Encontro Nacional de Universitários da UJS:

23/03 - segunda-feira

9 horas – Capitalismo em crise e a nova luta pelo socialismo
Renato Rabelo (Vice-Presidente da UNE gestão 1966/1967 e atual Presidente do PC do B)

12 horas – Almoço

14 horas – Enfrentar a crise – o papel do movimento juvenil brasileiro
Danilo Moreira (Diretor da UNE nas gestões 1999/2001 e 2001/2003), atual Presidente do Conjuve)
Marcelo Brito (Gavião) Presidente Nacional da UJS

16 horas – Debates em Grupos

18 horas – Jantar

19 horas – Os 25 anos da construção da UJS no movimento estudantil
Ricardo Abreu (Alemão) – Diretor da UNE nas gestões 1989/1991 e 1991/1992; ex-Presidente Nacional da UJS
Waldemar Manoel Silva e Souza (Vice-Presidente da UNE 1989/1991)
Julio Vellozo (Diretor de Movimento Estudantil da UJS de 2003 a 2007)

21 horas – Atividade Cultural

24 de março - terça-feira
9 horas – Da unidade vai nascer a novidade – o Projeto da UJS no movimento universitário
Lúcia Stumpf – Presidenta da UNE
Márcio Cabral – Diretor de Movimento Universitário da UJS

10:30 horas – Debates em Grupos

12 horas – Almoço
14 horas – Plano de Ação da UJS para o movimento universitário
André Tokarski – coordenador do Coletivo da UJS na UNE
(Debate em Plenário)

18 horas – Encerramento

12 de março de 2009

UBES pressiona senadores em defesa da reserva de vagas


A blitz nos corredores da Casa aconteceu nesta quarta-feira (11). Os estudantes foram recebidos pelo presidente do Senado, José Sarney. Do gabinete de Sarney, eles seguiram para outros gabinetes, em busca de apoio para o projeto

A luta pela aprovação do projeto de lei da Câmara 180/08, que reserva 50% das vagas em universidades federais e estaduais para alunos egressos de escolas públicas ganhou novo gás nesta quarta-feira (11).

A juventude tomou conta do Senado Federal, em Brasília (DF). Com camisetas estilizadas, faixas e panfletos, centenas de estudantes de diversas regiões do País ocuparam o Senado em uma manifestação para pressionar os parlamentares a aprovarem imediatamente o projeto. O texto aguarda deliberação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), presidida pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

Durante a Blitz da Reserva de Vagas mobilização organizada pela UBES, o presidente da entidade Ismael Cardoso, ressaltou a importância da aprovação do projeto como instrumento de inclusão de milhares de brasileiros que não conseguem entrar numa universidade.

"Não aceitamos mais ficar de fora da universidade. Viemos conversar com cada senador e pedir o apoio pela aprovação do projeto. O Senado precisa atender a um anseio da população, que apóia amplamente o mecanismo", explicou.

O grupo de estudantes de diversos estados e entidades estudantis – circulou pelos corredores da Casa para argumentar com os senadores e reivindicar o apoio à reserva de vagas. Os jovens foram recebidos também pelo presidente do Senado, José Sarney.

"O que acontece hoje é que quem estuda no ensino médio privado entra para a universidade pública e quem estuda no ensino médio público entra para a universidade privada", protestou Ismael.

Os estudantes pediram o apoio de Sarney para a aprovação da reserva de vagas. Apesar de se dizer favorável à medida, o presidente da Casa afirmou que, para que o projeto seja colocado em pauta, será necessário primeiro aprová-lo na CCJ.

A passagem pela capital federal foi finalizada com um ato, em que palavras de ordem como "Filho de pedreiro vai poder virar doutor", "Sou estudante, quero estudar. Reserva de Vagas Já!", chamaram a atenção dos parlamentares, funcionários e demais pessoais que passavam pelo Congresso Nacional. Vale ressaltar que a realização do ato só foi possível do lado de fora do Senado, já que somente um grupo menor foi autorizado a entrar e falar com os senadores.

As cotas já vêm sendo adotadas no país, mas não existe uma lei aplicável a todas as universidades públicas. Nem todas as instituições aderiram à política, e as que adotam esse tipo de programa criam regras próprias para garantir a reserva de vagas para negros e pardos - e, eventualmente, também indígenas.

Acompanha a tramitação do projeto
O projeto foi apresentado na Câmara pela deputada Alice Lobão (DEM-MA). O texto prevê que as vagas para os segmentos étnicos - reservadas por curso e turno - sejam ocupadas por aqueles que se autodeclararem negros, pardos ou indígenas. A distribuição de vagas por cada um dos grupos será, no mínimo, igual à proporção dessas etnias na região onde estiver instalada a instituição de ensino, de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Demóstenes disse ainda que o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) deverá apresentar na reunião da CCJ desta quarta-feira (11) proposta de audiência pública para debater o tema. Com isso, ele acredita que o projeto será reformulado, não ficando na forma como recomendado pela relatora, Serys Slhessarenko (PT-MT), que defende a instituição das cotas. Tasso deverá apresentar voto em separado na reunião seguinte, após pedido de vista da proposição.

Ouvida depois da visita dos estudantes ao presidente da CCJ, a senadora Serys Slhessarenko minimizou a polêmica em torno da matéria e disse que, provavelmente, fará algumas modificações em seu relatório, para tornar mais clara sua redação.

- O senador Demóstenes está contrário, assim como outros senadores, porque acha que é uma questão de renda, que tem de ficar mais explícita, o quanto está para a questão de renda e o quanto está para a questão de raça. Vamos explicitar a redação. É isso que nós vamos buscar e não será necessário o voto em separado - disse a senadora.

Serys elogiou a participação de integrantes da UBES, que vieram ao Senado para pressionar pela aprovação da proposta. Disse que há "uma parte interessada, que está mostrando sua opinião, sua busca, sua vontade".

10 de março de 2009

premiação homenageou mulheres que ocupam posição de destaque

Presidente da UNE ganha prêmio do seminário Mais Mulheres no Poder

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres promove o seminário Mais Mulheres no Poder: uma Questão da Democracia. O evento que foi aberto oficialmente nesta segunda-feira (9) e se estende até o fim desta terça-feira (10), debate a representação das mulheres nos espaços de poder e decisão, democracia e reforma política.

Na ocasião, a secretária especial de Políticas para as Mulheres (SPM), ministra Nilcéia Freire, lançou o Prêmio Mais Mulheres e o Observatório Brasil da Igualdade. A presidente da UNE Lúcia Stumpf foi uma das homenageadas pela premiação. Para ela, sua posição encoraja jovens mulheres que também querem fazer parte de ações sociais.

"Esse é o maior desafio, com certeza: servir de exemplo para que milhares de meninas que também querem fazer movimento estudantil se sintam encorajadas. Muitas desistem de disputar espaços de liderança por que se sentem expostas. Sem contar na reação das famílias que as desestimulam, seja por preconceito ou por proteção. Não é tarefa fácil tirar as mulheres dos espaços domésticos e colocá-las em pé de igualdade com os homens nos espaços de disputa de poder", diz.

"No ato de minha eleição, fazia 16 anos que a UNE não elegia uma mulher para a presidência. Mais grave do que o intervalo de tempo que existiu entre duas mulheres é notar que fomos apenas quatro as presidentes em 72 anos de história", relata.

A iniciativa reúne grupos de trabalho que farão monitoramento, análises e conteúdos sobre indicadores, políticas públicas, comunicação e mídia, e legislação e legislativo. Na primeira etapa, o foco dos grupos de trabalho será o tema Mulheres, Poder e Decisão. Além da secretaria, instituições não-governamentais, universidades, agências internacionais e representantes da sociedade civil vão compor o grupo. O observatório é inspirado em uma iniciativa da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe, cujo objetivo é disseminar informações sobre as desigualdades de gênero e dos direitos das mulheres.

7 de março de 2009

Governo gaúcho cancela convênio com escolas de sem-terra

Por ordem do Ministério Público, o governo do Rio Grande do Sul não vai mais financiar colégios itinerantes dos acampamentos. Os alunos terão que estudar na rede pública. A decisão gerou protestos. Uma sala de aula foi montada no meio do asfalto e bloqueou o trânsito na BR-386, no norte gaúcho. “Saúde, dignidade, respeito e trabalho”, ensinava uma professora e repetiam as crianças.

No sul do Estado, estudantes foram levados para a frente da Coordenadoria Regional da Educação de Pelotas. Em Canoas, região metropolitana de Porto Alegre, outra manifestação. Integrantes do MST não aceitam a matrícula dos filhos em escolas da rede pública, como determinaram o governo e o Ministério Público. “A nossa escola vai permanecer no acampamento? Vai! É direito nosso? É”, repetiam os sem-terra, em coro.

Até o ano passado, essas crianças estudavam em escolas itinerantes, dentro dos acampamentos e administradas por uma organização ligada ao Movimento dos Sem-Terra. O modelo, que hoje existe em vários Estados, funcionava havia 13 anos no Rio Grande do Sul. O governo do Estado repassava dinheiro para a manutenção, cerca de R$ 16 mil por mês, mas não selecionava. Eles eram selecionados pelo próprio movimento, sem a necessidade de concurso. O Ministério Público pediu o fim do convênio, pois não haveria controle sobre o número de dias letivos, a freqüência dos alunos e o conteúdo das aulas.

O Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra sempre teve como diferencial manter a luta pelo direito à terra concomitante aos espaços de formação escolar e política. As escolas itinerantes do MST representam um modelo avançado e ousado de ensino, que alia as normas da LDB ao cotidiano dos estudantes camponeses. Além de construir uma educação não-sexista, anti-racista e voltada para a emancipação popular.

O promotor Gilberto Thums diz, ainda, que não há justificativa para manter escolas itinerantes, já que, segundo ele, a maioria dos acampamentos no Estado agora é fixa. “Acho que os acampamentos não são uma ilha onde se ensinam coisas que ninguém pode saber. Então, o ensino, que é o ensino público obrigatório, tem que ser igual em todos os lugares, e essa é a nossa proposta. Ela visa simplesmente assegurar a essas crianças um direito, que é em condição de igualdade com os demais”, afirma.

O MST reclama que as famílias não foram consultadas e que os colégios públicos ficam longe dos acampamentos. “Não podemos compactuar com isso e vamos fazer todo o possível para acabar com isso. O currículo do MEC é seguido nas escolas. Se as crianças têm uma educação além do currículo básico, de acordo com a sua realidade, isso não é proibido por lei, muito pelo contrário, isso é um direito constitucional delas”, destaca a advogada do movimento, Cláudia Ávila.

De acordo com o governo do Estado e o Ministério Público, se os estudantes continuarem nas escolas itinerantes, não vão receber os certificados de conclusão de curso. E os pais podem ser responsabilizados por abandono intelectual. “Quando começa a ter muita in-frequência, os pais são chamados na escola”, diz a coordenadora adjunta de ensino de Canoas, Cristina Schwahn.


O MST e os movimentos sociais brasileiros vêem sendo alvos de permanentes ataques da direita conservadora brasileira, mas no Rio Grande do Sul o ataque é institucionalizado e faz parte da ideologia anti-povo que marca os governos tucanos.

Apresentamos, por fim, nosso fraterno e sincero apoio ao MST e a sua causa, que é simplesmente justa e fundamental para a construção de um país efetivamente de todos.

Nota de solidariedade ao MST


A UJS vem a público denunciar e repudiar a crescente criminalização dos movimentos sociais que vem sendo empreendida por veículos de comunicação do país e pelo presidente do STF, Gilmar Mendes.

Os veículos de comunicação são um espaço privilegiado do debate público e devem servir a este fim, veiculando as diversas opiniões existentes na sociedade acerca de temas de interesse público. Entretanto, algumas empresas de comunicação transformam seus noticiários em verdadeiros panfletos do conservadorismo, empreendendo veementes campanhas contra aqueles que ousam defender transformações sociais.

Na última semana, importantes veículos de comunicação noticiaram um leque de matérias com o objetivo de criminalizar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Entretanto, não conseguem demonstrar qualquer irregularidade em relação às referidas verbas públicas recebidas e tomam parte ao tratar sobre os casos de confronto no campo.

Os mesmos que criminalizam o MST se calam perante os massacres de camponeses – que continuam ocorrendo como outrora em Eldorado dos Carajás – e frente a realidade de trabalhadores que ousam lutar pela reforma agrária (que já ocorreu em todos os chamados países desenvolvidos do mundo) e acabam vitimados por fazendeiros e seus jagunços.

Como entidade marcada historicamente pela luta em defesa da democracia e da justiça social, repudiamos o papel vergonhoso empreendido por importante parcela da mídia nacional que busca criminalizar o MST e não cumpre seu papel por essência, de estimular um franco e aberto debate público acerca da necessidade da Reforma Agrária para o desenvolvimento do Brasil.

Primeiro centrais e MST, agora à UNE

Segue a campanha conservadora contra os movimentos sociais... regojizam-se os abutres!
Ontem e hoje, em defesa da educação e contra a criminalização dos movimentos sociais

Nesta semana os movimentos sociais estão sofrendo um verdadeiro ataque midiático, com pouca fundamentação, muita especulação e, especialmente, uma forte carga de intenção em desacreditar os lutadores e lutadoras do povo brasileiro. As centrais sindicais são questionadas ao dar opinião sobre a crise financeira mundial, quando representam a opinião de milhões de trabalhadores, que sofrem impacto direto desta mesma crise.

O MST vem sendo achincalhado por veículos impressos e eletrônicos, acusados de crimes das mais diversas tipificações, sem o cuidado, por parte da mídia, de garantir ao menos fatos que sustentem a versão exposta pelos jornais, exigência mínima do jornalismo em tempos de democracia. E a UNE, entidade historicamente reconhecida pelo seu papel na construção da democracia do país, também é alvo desta campanha anti-movimentos sociais.
No dia de ontem (2 de março) foi publicada no Correio Braziliense matéria intitulada “10 milhões para amansar a UNE” e hoje o mesmo tema repercutiu em alguns veículos de comunicação. Em primeiro lugar, a matéria apenas constata a realização de convênios e o recebimento de patrocínios pela entidade nesta gestão e em gestões anteriores o que não fere qualquer lei e se caracteriza como ação comum a qualquer organização da sociedade civil.

Movimentos Sociais e outras organizações possuem plena legitimidade para realizar convênios e solicitar patrocínios tanto no âmbito público (governo) quanto no privado (empresas). Em segundo lugar, o título da referida matéria não é justificado em nenhum fato concreto. A matéria não esclarece nenhum caso em que a UNE tenha se calado e nem poderia, visto que tal comportamento não ocorreu em nenhum momento.

A UNE, entidade que tem por marca a mobilização e a luta pela democracia e pela educação, preserva sua autonomia e independência frente a este ou a qualquer outro governo. A matéria se confunde, portanto, com um artigo de opinião, sustentada apenas no juízo de valor do autor.

Todo o recurso público recebido pela UNE tem sido utilizado para a realização de atividades de interesse dos estudantes e de toda a sociedade. Atividades como a Caravana UNE Saúde, que percorreu os 27 estados brasileiros, debatendo com mais de 1 milhão de estudantes assuntos como drogas, sexualidade, SUS e saúde pública. A Caravana realizou testes rápidos de HIV, vacinou milhares de jovens contra a Rubéola, promoveu doação de sangue e medula em mais de 40 universidades.

Outra atividade recém realizada foi a 6ª Bienal de Arte e Cultura da UNE, que reuniu cerca de 15 mil estudantes e artistas Universitários no maior festival de arte e juventude da América Latina. Mais de 2 mil trabalhos artísticos foram inscritos por jovens que não teriam outros palcos para fazer circular sua produção artística.

A UNE preza pela transparência, prestando contas em todos os fóruns da entidade e junto à sociedade e cumprindo legalmente todas as cláusulas de cada convênio que celebra com o poder público e de cada patrocínio que recebe.

A matéria é irresponsável. Insinua que há irregularidades ou favorecimento à UNE sem apontar fatos concretos. A UNE, assim como qualquer organização civil, tem toda a legitimidade de pleitear verbas públicas e o faz com toda a responsabilidade e dentro dos parâmetros legais.


Lúcia Stumpf, presidente da UNE

5 de março de 2009

11 de março: UBES vai ocupar Senado em defesa da reserva de vagas

Estudantes farão vigília no plenário do Senado para pressionar pela aprovação do Projeto de Lei

A UBES está convocando estudantes de todo o País para uma ocupação no Senado Federal em defesa da reserva de vagas no dia 11 de março. O objetivo é pressionar os parlamentares pela aprovação do PL 3.913/08, que reserva 50% das vagas em universidades públicas para alunos de escolas públicas.

Dentro desta cota, haverá vagas específicas para candidatos que se declararem negros ou índios, proporcionais de acordo com a região do país em que está a instituição de ensino. Os deficientes também teriam vagas reservadas, independente de terem estudado em escolas públicas.

"Sempre defendemos a reserva de vagas, pois compreendemos que só dando oportunidade ao povo é que poderemos transformar nosso País. Nessa ocupação vamos reforçar nosso posicionamento e pressionar para que o projeto seja aprovado o quanto antes", afirma o presidente da UBES, Ismael Cardoso.

O projeto
As vagas reservadas pelo sistema devem ser preenchidas por candidatos "autodeclarados negros, pardos e indígenas", em número no mínimo igual à proporção destas populações no Estado onde fica a instituição de ensino. Para tanto, serão considerados os dados do último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Um acordo entre os parlamentares também incluiu um critério social no sistema de cotas. Assim, 25% das vagas reservadas serão destinadas para aqueles que, além de terem estudado em escolas públicas, sejam de famílias com renda de até um salário mínimo e meio por pessoa (cerca de R$ 622,50), independente de raça ou etnia.

De acordo com o texto, as universidades públicas deverão selecionar os alunos do ensino médio em escolas públicas tendo como base o coeficiente de rendimento, obtido através de média aritmética das notas ou menções obtidas no período, considerando-se o currículo comum a ser estabelecido pelo Ministério da Educação. As cotas deverão ser respeitadas em cada curso e turno das universidades.

O texto faculta às instituições privadas de ensino superior o mesmo regime de cotas em seus exames de ingresso.




Ubes 60 Anos

Em cada escola um Grêmio construindo uma nova escola.
Contra o Aumento da Tarifa Municipal e pela Ampliação do Passe Livre.

É um ano muito importante para os estudantes brasileiros onde comemoramos 60 anos da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), que desde a sua fundação sempre cumpriu seu papel em defesa do Brasil e de uma Educação Pública, Gratuita, Laica, Democrática e de Qualidade.

Já na década de 50 a UBES foi a pioneira na campanha “O petróleo é Nosso” que culminou na grande vitória que foi a criação da Petrobrás que hoje é um dos símbolos do orgulho nacional. Nas décadas de 60,70 e 80 a UBES foi importante na luta contra a Ditadura Militar e pela Redemocratização do Brasil. Outras lutas foram símbolos dessa gloriosa entidade como as Diretas Já, o Fora Collor, a Lei do Grêmio Livre, volta do ensino médio integrado com o técnico nas escolas técnicas, criação do FUNDEB e entre outras conquistas.

Nos dias de hoje a UBES continua a todo vapor, com o som bem alto, nas escolas e nas ruas de nosso país, lutando pela construção de uma nova escola com mais verba, democracia e qualidade.

Em Cuiabá não é diferente a UBES está nas ruas lutando juntamente com o SINTEP pelo reajuste do piso salarial da categoria dos professores da rede estadual, contra o aumento da tarifa municipal e ampliação do passe livre. Começamos o ano participando e sendo destaque numa grande passeata no dia 18 de fevereiro onde os estudantes e a sociedade cuiabana foram para as ruas lutar contra o aumento da tarifa e pela ampliação do passe livre.

Esse foi apenas o começo de um ano repleto de mobilizações para que possamos alcançar todos os nossos objetivos de conseguir uma cidade, um estado e um País com acesso a um transporte digno, educação pública de qualidade, novo modelo de acesso a Universidade pública, professores bem remunerados, passe livre irrestrito e não as cotas na Meia Entrada.

Rarikan Heven – 1° Diretor de Políticas Institucionais da UBES
www.ubesmatogrosso.blogspot.com // www.ubes.org.br

2 de março de 2009

Semana/Mês do Klouro...CUCA-CUIABÁ


E foi dada a largada para mais um ano letivo na UFMT!



Ontem, 02 de março de 2009 milhares de alunos voltaram às aulas, corredores, cantinas e cantos do campus de Cuiabá que também recebe centenas de calouros. A Pró-reitoria de Cultura, Extensão e Vivência (Procev) é quem inaugura o calendário oficial da programação de boas-vindas que começa agora e se estende até o final do mês com coisas acontecendo por aqui e por ali organizadas pelo CUCA (Centro Universitário de Cultura e Arte), grupos de estudantes, centros acadêmicos e congêneres.


Centro Universitário de Cultura e Arte prepara atividades



É com atividades simples e bem bacaninhas que o CUCA recebe os calouros. Oficinas, saraus, feirinha e mostra de vídeos estão nas atividades propostas pelo grupo que acredita que arte e educação andam bem pertinho e que cultura não é oba-oba. A programação completa está no http://www.blogdocuca.wordpress.com/ que também tem informações sobre a quantas anda a programação dos Centros Acadêmicos e o que acontece pelo campus. E prepare-se a Festa do Calouro, que vai ser linda (não, o Teatro Mágico não vai tocar, onde você ouviu isso?), acontece no dia 20, sexta-feira.


Astrônomo dá as boas-vindas aos calouros



O professor e astrônomo João Steiner (USP) é o convidado para a aula inaugural 2009/1 que tem o tema "A Origem do Universo" e acontece dia 3, amanhã!, no Teatro Universitário às 8h. Além do tradicional coffee-break e da apresentação do Coral da UFMT, essa palestra que abre o semestre geralmente expõe o que universidade anda pensando sobre algum tema (o universo!) e tem as primeiras manifestações do movimento estudantil, ou seja, é sempre babado forte. É oportunidade também para se conhecer a administração superior que sempre está lá em peso, com direito a pronunciamento da reitora e sentir o climão bom de semestre começando.


Procev se explica



Na sequência, a Pró-reitoria de Cultura, Extensão e tá você sabe, a Procev realiza no dia 4, quarta, um seminário onde apresentará as ações da UFMT para assistência e vivência estudantil. Ou seja, o Maestro, Pró-reitor e sex symbol Fabrício Carvalho estará lá apresentando sua equipe e o planejamento deste ano para os projetos de extensão, bolsas-auxílio, montorias, política cultural e de esportes na academia. A coisa toda acontece no Teatro Universitário a partir das 8h.


Trote dá treta



A UFMT informa (pode ler lá no site) e faz campanha contra os trotes violentos. Diz-que a segurança está a postos para receber denúncias através do 3615-8065 e intervir nos rituais de iniciação que se mostrarem não-civilizados. É importante lembrar: os trotes são proibidos na UFMT e valem punição administrativa (até expulsão), violência não é brincadeira e ninguém é obrigado a participar dos trotes que sob a alegação de ‘enturmar’ machucam e humilham. A gente sabe que fazer parte de um grupo é importante e o papel das atividades da Semana-Mês do Calouro é questionar que tipo de atividade realmente faz com que isso aconteça.

Vem fazer parte.
E seja bem-vindo!


Este informativo foi produzido pela equipe de comunicação do CUCA - Cuiabá
cucacuiaba@gmail.com
Mais informações?
(65) 3615-8378

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