28 de fevereiro de 2009

Eduardo - Militante da UJS e PCdoB


Um olá coletivo e coletivizante a todos.


Hoje eu recebi uma graninha pela venda da minha força de trabalho semanal ( estou trabalhando como ajudante de um caminhão de fretes), comprei oque faltava para minha subsistência semanal (café, arroz, açúcar, sal, umas coisas enlatadas), fraldas pra minha filha Sophia e decidi vir aqui na Internet.


Abri vários sites de investigação científica: o Granma, o vermelho e dei uma abridinha no orkut, e fiz o que nunca faço, comecei a visitar quem há anos não falava comigo. A porta da Lan House estava aberta e bateu em mim aquele vento frio da nostalgia. Aquela coisa que separam fatos das suas reproduções mentais. Senti saudades de muita coisas.


Lembro-me quando cheguei em Cuiabá por volta de Fevereiro de 2001, tinha 16 anos, não conhecia ninguém, apenas minha sombra, com quem é difícil manter um diálogo racional (ou é normal conversar com a própria sombra?).


Em Março de 2001, foi formado pela primeira vez um Grêmio Estudantil na Escola Paciana Torres de Santana, no Residencial Coxipó. A praxe das escolas suburbanas, ninguém queria entrar, foi montada uma chapa única com os estudantes mais proeminentes do colégio (Não sei por que me colocaram na Chapa), virei Diretor de Comunicação do Grêmio.


Grupos de direita começaram a cooptar alguns quadros do Grêmio, entrei numa tal SDE (Social Democracia Estudantil). Uma farsa criada pelo PSDB, para fazer volume no Congresso da UNE. Da UNE?? Secundaristas no Congresso da UNE como supostos delegados? Esta é a direita. A esquerdelha faz a mesma coisa.


No dia 07 de Setembro de 2001, Dia da Independência do Brasil, e meu aniversário, completei 17 anos. No dia 09 de Setembro de 2001, depois de uma rica exposição do marxismo-Leninismo pelos camaradas Aislan Galvão, Rovilson Portela e Miguel Rodrigues, no Monumento a Ulisses Guimarães, eu me filiei a gloriosa UJS (União da Juventude Socialista).


No dia 11 de Setembro de 2001, numa manhã nublada, no Grêmio Estudantil Nilo Peçanha, antiga ETF, eu me filiei ao PCdoB (Partido Comunista do Brasil). Antes mesmo de saber o que havia acontecido nos Estados Unidos, o atentado terrorista das Torres Gêmeas. Fomos saber o que aconteceu na hora do almoço, quando Rodrigo Mussnich, que trabalhava na UNESCO nos avisou. Isso que dá ñ assistir TV.


Fazem quase oito anos da minha filiação e da minha decisão pelo comunismo. Pelos caminhos do marxismo-Leninismo. Meu estudo ininterrupto do socialismo científico levou minha mente por horizontes que jamais chegaria sozinho, pois ver o que está há um palmo do nariz exige luta constante. Meu materialismo mecanicista (sempre fui ateu), evoluiu para o materialismo dialético, consequente 8 anos.


Poderia ter terminado dois cursos superiores, ter dois diplomas universitários, mas do que me adiantariam? Ter um bom emprego? E foi mesmo Engel quem disse que a liberdade de pensar não se compra com um diploma.


Viva o Socialismo cientifico!


Até, camaradas!

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