7 de fevereiro de 2009

UNIDADE contra a Crise

Nenhuma Demissão - Estabilidade no emprego já!
Os trabalhadores não podem pagar pela crise. Os ricos que paguem!

A crise econômica vai sendo uma escola de unidade para as principais centrais sindicais brasileiras. Em janeiro, CTB, Força Sindical, UGT, Nova Central Sindical e CGTB, anuciaram um PActo de Ação Sindical para enfrentar as ameaças contra os trabalhadores e, a principal delas, o desemprego.

A CUT não participou da reunião que definiu a ação conjunta, mas garantiu que apoia o movimento e vai assinar o documento que contém nove propostas e foi aprovado, no dia 15/01, em reunião na sede nacional da CTB, em São Paulo.

A ação já teve uma primeira consequencia importante: a Força Sindical, que vinha conversando com a Fiesp sobre medidas para enfrentar a crise, atendeu à solicitação das centrais e suspendeu aquelas negociações por dez dias, reforçando a unidade da luta dos trabalhadores´.

É natural que existam opiniões divergentes, mas as centrais precisam buscar a unidade para desenvolver a luta em defesa dos direitos dos trabalhadores.

A assinatura, por 35 lideranças, representando cinco das seis principais centrais sindicais, aponta nesse rumo e deve ser saudada como uma conquista dos trabalhadores que podem, assim, enfrentar como um só bloco a crise que ameaça seus empregos e sálarios.

Na reunião, a defesa das seuintes propostas vão ser feitas:
  1. Exigência de contrapartidas sociais, especialmente a garantia dos empregos, de todas as empresas/setores econômicos, beneficiados com recursos públicos (empréstimos, insenção fiscal, etc);

  2. Fim das horas extras;

  3. Eliminação do banco de horas;

  4. Redução imediata de, pelo menos, dois pontos percentuais da taxa básica de juros (selic);

  5. Redução substancial do "spread" bancário dos bancos públicos e privados;

  6. Ampliação das parcelas de seugro desemprego;

  7. Ampliação dos aportes financeiros do fundo de amparo ao trabalhador, destinados à qualificação da mão de obra.

  8. Autorização para que o trabalhador possa utilizar até 20% (vinte por cento) da sua conta do FGTS no Fundo de Infraestrutura (FI-FGTS);

  9. Manisfestação em São Paulo pela redução da taxa de juros.

Somente uma observação: em contraste com o péssimo número divulgado em Dezembro, 2008 fechou com a menor taxa de desemprego desde 2002: 6,8%. O lado ruim da noticia é que os efeitos da crise aparecerão nos dados de Janeiro...

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