29 de julho de 2008

A placa de "NÃO HÁ VAGAS" é a senha de nossa exclusão e marginalização


Jovens ocupam 7,8% dos empregos gerados no Brasil, diz OIT

Dos 14,7 milhões de empregos gerados entre 1986 e 2006 no país, os jovens entre 15 e 24 anos ocuparam apenas 7,8% do total. Foi o que apontou uma pesquisa inédita da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que será lançada em outubro.

Com o apoio do projeto de Promoção do Emprego de Jovens na América Latina (Prejal), o estudo traça, com base em microdados da Pesquisa Nacional de Domicílio (PNAD) de 2006, o perfil do jovem de 15 a 24 anos. O relatório apontará, ainda, caminhos a serem seguido por governos e empresas na busca de soluções para o desemprego juvenil.

O estudo foi baseado, também, em dados do Ministério do Trabalho. Entre as conclusões do documento, está que a precariedade do sistema educacional brasileiro e a pouca escolaridade leva, na maioria das vezes, os jovens a entrarem no mercado de trabalho de maneira precária.

Por isso, apresentam taxas de desocupação e informalidade acima das demais faixas etárias, baixos níveis de rendimento e de proteção social. A desvantagem dos jovens no mercado de trabalho é maior, apesar de passarem mais tempo na escola que os adultos.

Enquanto 41% desses têm de zero a quatro anos de estudo, 11,9% dos jovens de 15 a 24 anos possuem essa mesma escolaridade. Já para a faixa de escolaridade de nove a 11 anos de estudo, o percentual de adultos é de 24% e 44% para jovens.

A juventude brasileira está concentrada, predominantemente, em áreas urbanas. Em 2006, do total de 34,7 milhões de jovens entre 15 e 24 anos, 28,9 milhões (83,3%) moravam em áreas urbanas e 5,8 milhões (16,7%) encontravam-se no campo.

A desigualdade educacional também persiste entre esses jovens: apenas 1,4% dos jovens rurais tinha 12 anos de estudo ou mais. Esse percentual atingia 9,8% dos jovens das cidades. As desigualdades regionais também pesam.

A taxa de analfabetismo entre os jovens era, em 2006, de 0,9% na região Sul e 5,3% no Nordeste.

Raça

Outro dado da OIT mostra que persiste uma elevada desigualdade em termos de acesso à educação entre pessoas com a cor da pele diferente.

Enquanto 39,7% dos jovens negros tinham de cinco a oito anos de estudo, o número cai para 29,5% quando se trata de brancos com mesmo período de escolaridade.
Mais de 13% dos brancos tinham 12 anos ou mais de estudo. Esse número cai para 3,7% entre os negros. O estudo considerou como população negra o total de pessoas pardas e pretas.

Gênero

O desemprego de jovens tem maior incidência para o sexo feminino, para a etnia negra a população urbana. A taxa de desemprego entre 15 a 24 anos era de 17,8% e dos adultos, 5,6%.

O desemprego entre os homens jovens era de 13,8% e 23% entre as mulheres da mesma faixa etária. Do total das jovens ocupadas entre 15 e 24 anos, 14,8% eram trabalhadoras domésticas sem carteira assinada. E 11,6% das mulheres adultas trabalhavam na mesma situação.

Informalidade

Os jovens são, no Brasil, as principais vítimas da precariedade do mercado de trabalho informal. A taxa de informalidade entre eles afeta 60,5% dos jovens trabalhadores ocupados.

De acordo com o relatório, a probabilidade de um jovem com até quatro anos de estudo estar no setor informal é o dobro daquela prevalecente para uma pessoa de 15 a 24 anos com 12 anos ou mais de estudo.

Apesar dos números, a coordenadora nacional do Prejal, Karina Andrade, diz que o Brasil tem demonstrado esforço em promover empregos aos jovens, mas ainda há muito a ser feito.

Segundo ela, a criação de conselhos estaduais da juventude seria um passo positivo na busca de políticas públicas voltadas para os jovens e aponta que a profissionalização de qualidade é um dos caminhos. "Não dá para falar em trabalho sem falar em educação”, afirma.

Fonte: Jornal do Brasil

27 de julho de 2008

È Hora de Mudar...

Quatro anos de Imobilidade, inexpressão e acomodismo, a Câmara Municipal de Cuiabá tem baixo rendimento legislativo e esta atolada em denuncias e escandalos. Só este ano, foram apresentados 115 projetos de lei. Desses, 15 foram enviados à sanção do prefeito e apenas 5 se transformaram em lei. Em percentual: 7,6%. Isto é: na função de legislar, criar leis que possam mudar a vida do cidadão, o desempenho pode ser considerado muito ruim em uma capital, além de duas CPI's, a do transporte que não resultou em nada e a do lixo que esta caminhando pelo mesmo caminho que a primeira.

Durante esses quatro anos, os vereadores confrontaram-se diretamente com o eleitorado cuiabano, em especial com os estudantes e a juventude. O Passe-Livre foi duramente atacado, na tentativa de sua restrição, o decreto legislativo que propunha a redução da tarifa não conseguiu as assinaturas necessárias, enquanto isso a câmara de vereadores se comportava e ainda comporta-se como advogado dos empresários do transporte que devem mais de 110 milhões de impostos para o cofre municipal.

Mas Também sofreram duras derrotas para os Movimentos Sociais. O movimento Estudantil garantiu a permanencia do passe-livre , o Movimento Comunitário, derrubou o aumento do IPTU com a Lei de iniciativa popular, que conseguiu mais de 20 mil assinaturas.

Agora a Câmara de Cuiabá, tenta sobreviver a enxurrada de denúncias e investigações a que se tornou alvo por causa da gestão da ex-vereadora Chica Nunes (PSDB), atual deputada estadual. A ex-dirigente é acusada de formação de quadrilha, peculato, falsidade ideológica, falsificação de documentos e coação de testemunha. O atual presidente, Lutero Ponce (PMDB), também esteve envolvido no caso, mas, conseguiu provar que apenas assinava os cheques sem saber do que se tratava.

É claro que nem todos os vereadores se compactaram com essas situações, como o caso do Ludio Cabral e Enelinda escala, ambos do PT e Luiz Poção (PP), que sempre se proporam a colaborar com os Movimentos Sociais. Mas de fato a Câmara Munical não representa nenhuma expressão politica na Capital, não reflete os anseios do Povo Cuiabano que não sente representado.

Todo candidato tem necessidade de sustentar um discurso – a um só tempo correto,coerente e permeado por propostas factíveis. Mais: é preciso difundi-lo em termos compreensíveis e capazes de atrair apoios e, se possível, emocionar o eleitor.
Um Candidato a vereador, mesmo quando eleito por uma fatia do eleitorado identificável social e geograficamente, estará na Câmara como representante de todos os munícipes – ou do povo, dos que vivem do seu trabalho. Isto significa que no exercício do mandato não poderá se negar a debater nenhum tema relativo à vida na cidade. Isso exige conhecimento dos problemas, preparação prévia.
Portanto, é hora de Mudar, é fazer com que a nossa Câmara Municipal saia desse mar de lamas que se encontra. É trazer a Câmara para perto do Povo, ou melhor, Colocar os filhos do Povo lá dentro através de candidaturas que represente os Movimentos sociais, que avance a luta Popular.
Isso não é uma formula, talvez um bom exemplo.
Ouse Fazer diferente, vote em um(a) Candidata(o) que seja de Toda Cuiabá.

24 de julho de 2008

PROSA@POESIA e etecetera e tal...

Espaço pra fuxico, desabafo, falar bonito
poetar, criar, tranformar, reproduzir, dedicar
pedir, explicar, brigar, questionar, concordar
responder, enviar, ou apenas ler.
Envie seu email.

AMÉRICA LATINA

Tantas vezes saqueada
Tantas vezes agredida

Que Galeano denunciou tuas veias abertas,
Tantas vezes saqueada,
Tantas vezes mutilada,
Que Niemeyer esculpiu
Uma mão aberta
Com uma fenda de sangue
Na palma.
Embora que sempre houve luta
Por mais que tenham sido violentas
As ditaduras.
Sempre houve resistência,
E da bravura persistente dos teus povos
E da ardente paciência
De que falava Neruda
E do sonho incandescente de teus heróis,
Da soma do teu passado
De lutas gloriosas
Com teu presente de levantes, marchas,
E rubras auroras
Os teus povos festejam o Ano Novo
Com a alegria das colheitas fartas.
E num Planeta tão ferido e conturbado
Chama atenção do mundo
A chama de esperança
Que se alastra pelo teu mapa.
O Sul é um norte

Adalberto Monteiro, Jornalista e poeta. É da direção nacional do PCdoB. Publicou três livros de poemas: Os Sonhos e os Séculos(1991); Os Verbos do Amor &outros versos(1997) e As delícias do amargo & uma homenagem(2007).

23 de julho de 2008

SOY LOCO POR TI AMÉRICA : Universidade Federal da Integração Latino-Americana JÁ!!!

"Soy loco por tí, América"
Louco por teus sabores
Fartura que impera, mestiça mãe terra
Da integração das cores
Nas densas "Florestas de cultura"
Sendo firme, "sin perder la ternura"
Liberdade a construir
Apagando fronteiras, desenhando
Igualdade por aqui
Forte e unida
Feito o sonho do libertador
A essência latina é a luz de Bolívar
Para bailar "La Bamba", cair no samba
Latino-americano som No compasso da Felicidade
"Irá pulsar mí corazón"

["Soy Loco Por Tí, América: A Vila Canta a Latinidade", G.R.E.S. Unidos de Vila Isabel, carnaval de 2006, de autoria de André Diniz, Serginho 20, Carlinhos do Peixe e Carlinhos Petisco.]

Uma forte reivindicação do movimento estudantil latino-americano é a inclusão, com caráter de prioridade, da pauta educacional na agenda da integração regional em nosso continente. Com o avançar do Mercosul muitos temas são impostos na ordem do dia, fundamentalmente os relacionados à integração econômica e comercial. Sob um ponto de vista estratégico necessita ganhar mais força a dimensão educacional, aliada a novas políticas culturais e científicas regionais.
Leia na integra o Artigo de Luciano Rezende >>>

Fidel Castro: A educação em Cuba

O líder cubano Fidel Castro escreveu mais uma de suas reflexões, na qual destaca o sistema educacional da Ilha e lembra que "nenhum país desenvolvido possui neste campo nossos índices de escolaridade e as possibilidades educacionais de todos os cidadãos, apesar do bloqueio injusto e o roubo descarado de braços, músculos e cérebros que sofre Cuba". "Os Estados Unidos e outros países ricos não podem sequer equiparar-se com o nosso. Têm, isso sim, muitos mais automóveis, gastam mais gasolina, consomem muitas mais drogas, compram mais quinquilharias e se beneficiam com o saque de nossos povos, como o fizeram durante séculos", acrescenta.

Leia na íntegra do texto, reproduzido pela União da Juventude Socialista: