10 de abril de 2010

PCdoB-PT, aliança para vencer

O PCdoB, ao anunciar apoio à pré-candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República, oferece uma militância aguerrida e lideranças institucionais para trabalhar na campanha eleitoral. Por outro lado, ao se associar à candidatura Dilma, o PCdoB se beneficia com um projeto de governo – de avançar nas conquistas sociais - que representa a luta dos comunistas. Mas isso não é novidade para uma aliança entre os dois partidos – PCdoB e PT – que vem desde 1989.


É um processo natural, não tem invenção, não tem novidade”, avalia o líder do Bloco de Esquerda (PSB-PCdoB-PMN-PRB), Daniel Almeida (PCdoB-BA), candidato à reeleição para deputado federal. Para ele, essa é uma parceria em que todos ganham.

Nos momentos que antecederam o ato político de apoio à pré-candidatura de Dilma, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, as lideranças comunistas chegavam ao Centro de Convenções manifestando a opinião de que aquele era um momento de fortalecimento e crescimento da esquerda brasileira. Eles também avaliam que a união dos partidos traz benefícios para os dois com a eleição de Dilma a presidente e a ampliação da representação dos comunistas no Legislativo e cargos majoritários.

Para o deputado e candidato a governador do Maranhão, Flávio Dino, o apoio do PCdoB a Dilma e vice-versa faz justiça a trajetória da aliança mais duradora da política brasileira de todos os tempos, que é a aliança entre o PT e o PCdoB, que nasceu em 1989, e agora será confirmada na quinta aliança sucessiva. Ele lembra que na história da república brasileira, não houve aliança tão duradoura e tão bem sucedida entre dois partidos. “É um momento muito bom para a esquerda brasileira”, avalia.

De acordo com o cantor e vereador do PCdoB de São Paulo, Netinho, que vai disputar uma vaga ao Senado, “dizer para a nossa militância, que é garrida e consciente, que essa é a mulher que escolhemos para governar o país, é a maior contribuição que podemos dar e ela sabe desse valor, porque não é à toa que vem ela, vem o Lula e o José Alencar (vice-presidente). Não são todos os partidos (aliados) que conseguiram isso.”

Por outro lado, ele avalia que “os nossos candidatos se beneficiam ao estar ao lado dela e das mensagens que ela tem para passar”. Ele lembra que junto a Dilma estará o Presidente Lula “e nós vamos nos beneficiar dessas figuras que conseguiram conduzir o país a um bom nível de satisfação da nossa população”, destacando que “as conquistas do Governo Lula são contribuições do PCdoB e o que vem a seguir será fruto do que foi concebido por nós do PCdoB.”

Oportunidade para as mulheres

A candidata a deputada federal pelo PCdoB do Rio de Janeiro, Jandira Feghali, destacou as qualidades de Dilma como conhecedora da realidade do Brasil, representante do governo que avançou nas questões sociais e capaz de travar um bom debate, como elementos que ajudam a fazer a defesa desse projeto. “E nós podemos ajudá-la muito porque temos lideranças representativas do movimento social”, lembrou.

Líder do movimento de mulheres nos mandatos que cumpriu na Câmara Federal, Jandira vê na candidatura Dilma “uma oportunidade impar para as mulheres levantarem bandeiras próprias das questões de gênero".

As lideranças do Rio de Janeiro, Bahia e Amazonas, acreditam que a campanha de Dilma será vitoriosa. Para isso contam com os números favoráveis à candidata. No Rio, tanto a prefeitura do Rio como o governo do estado se compõem no campo da Dilma, o que ajuda muito, lembra Jandira. Daniel Almeida diz que na Bahia, ela é vista como a gestora de todos os programas sociais, como Luz para Todos e Minha Casa, Minha Vida, que melhoraram a qualidade de vida do brasileiro, o que torna muito fácil fazer a relação entre a popularidade do governo Lula com a candidatura Dilma.

Os dois principais candidatos do PCdoB no estado do Amazonas, a deputada federal Vanessa Grazziotin, que concorre a uma vaga no Senado, e o deputado estadual Eron Bezerra que concorre a uma vaga na Câmara Federal, também comemoram o fato de Dilma já está a frente do candidato tucano José Serra naquela região, na proporção de 45% a 20% nas pesquisas de intenção de votos.

Eles avaliam que para a região amazônica, a candidatura Dilma consolida a visão do projeto nacional que tem como preceito o desenvolvimento da região. Eron diz que a Zona Franca de Manaus é o modelo emblemático dessa situação, lembrando que ela quase foi liquidada pelo governo neoliberal de FHC, que reduziu de 90 mil para 20 mil os empregos e hoje, após os oitos anos do Governo Lula, retomou para 110 mil operários.

“Para a Amazônia a candidatura representa a consolidação dessa visão nacional de desenvolvimento de incorporação das regiões mais atrasadas à economia nacional e superação das desigualdades regionais”, afirma Eron, acrescentando que “isso nos ajuda enormemente porque vamos lutar pelo projeto de grande apelo nacional que são os dos programas sociais. Ter alguém que defende essa bandeira é fundamental quando tem no outro polo a política neoliberal”.

DNA do PCdoB

Para a vice-presidente do PCdoB e ex-prefeita de Olinda (PE), Luciana Santos, que vai concorrer ao mandato de deputada federal, no apoio do PCdoB à candidatura Dilma, “o essencial é o seu conteúdo, as bandeiras que ela vai carregar”, lembrando que “o PCdoB dá consistência a essas bandeiras não só pela história de contribuição a luta do povo brasileiro, mas porque sempre foi propositivo no caminho que o Brasil está hoje percorrendo. Isso tem o DNA do PCdoB”, diz, em referência às conquistas dos oitos anos do governo Lula.

“Para nós, a Dilma representa o caminho que queremos para o país. O nosso objetivo estratégico é a construção do socialismo, mas nos entendemos que existe necessidade de construir uma avenida que será o novo projeto desenvolvimentista. Não há nenhuma candidatura que possa expressar melhor isso não só pelo que representa de continuidade do governo Lula, mas pelo aprofundamento das bandeiras mais progressistas, aquilo que o governo Lula ainda não foi capaz de fazer”, avalia Luciana Santos.

Em Pernambuco, ela acredita que não haverá dificuldade em mostrar ao eleitor, na campanha plebiscitária que o Partido defende, a diferença entre o que foi o projeto neoliberal de FHC e o que foram os oito anos de experiência do governo Lula. ‘É o que vai ficar na boca do povo”, garante.

Manuela D´Ávila, que concorre à reeleição para deputada federal pelo Rio Grande do Sul, também não vê dificuldades na campanha eleitoral junto à candidatura de Dilma Roussef. Ela lembrou que “Dilma tem uma relação grande com Porto Alegre e o Rio Grande, porque foi secretária da nossa Capital e nosso estado, construiu carreira política no momento da redemocratização do País”, acrescentado que “fazer campanha para ela não é apresentar alguém para o povo, é fazer o povo reencontrar alguém já conhecido”, diz.

O candidato a governador do Distrito Federal pelo PCdoB, Messias de Sousa, que concorre nas eleições indiretas do próximo dia 17 e nas eleições de outubro, faz avaliação semelhante às dos demais companheiros de Partido. Para ele, “a candidatura Dilma representa avanços das conquistas obtidas até aqui pelos dois governos Lula. Nesse sentido, o projeto de Dilma, que é avançar nas conquistas, vai reforçar em muito o papel dos comunistas na disputa eleitoral e os comunistas que defendem esses projetos de transformação que vem sendo implementados no país vão, com sua garra, sua militância e crescimento da presença política eleitoral, ajudar muito a eleição da companheira Dilma”, conclui.

Fonte: www.vermelho.org.br

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