10 de abril de 2009

Começou o Credenciamento das Comissões.

A partir desta quarta-feira (8), estudantes de Universidades que não possuam DCE, ou caso este não tenha se credenciado junto a UNE para realizar a eleição de delegados em sua instituição de ensino, podem se cadastrar na Comissão Nacional de Credenciamneto, Eleição e Organização do 51º Congresso da UNE.

A Comissão deve ser composta por 10 estudantes da universidade que devem se inscrever no hot site do Congresso da UNE: www.une.org.br/congresso

É agora: começou nesta quarta a eleição de delegados para o Congresso da UNE

Teve início nesta quarta feira (01/04) a eleição de delegados para o 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes. O processo eleitoral acontece em voto em urna, por universidades, e cada chapa participante do pleito terá direito de enviar ao Congresso o número de delegados proporcional aos votos obtidos.

Os integrantes do movimento Da Unidade Vai Nascer a Novidade já estão posicionados, em todos os estados do país, e devem começar imediatamente os processos com o objetivo de atingir um grande contingente de estudantes e realizar a maior campanha já vista para um Congresso da UNE.

Para tanto, é imprescindível que a militância da UJS esteja consciente do tamanho do desafio que está colocado. "Realizar a maior campanha já vista para um Congresso da UNE não é uma questão de marca que estabelecemos. É uma necessidade política que precisamos atingir para vencer o Congresso e impulsionar o movimento estudantil nas grandes batalhas que teremos até as eleições de 2010, que talvez seja o maior desafio dessa geração de militantes", observa Márcio Cabral, diretor de movimento estudantil universitário da UJS e coordenador do movimento Da Unidade Vai Nascer a Novidade.

Todo gás para embalar a campanha

Dar conta desse recado vai exigir muita concentração, disposição e capacidade de diálogo por parte dos membros da UJS, avalia Ossi Ferreira, responsável pela mobilização nacional da UJS. "Toda a UJS deve estar pulsando em sintonia com essa campanha. Desde já é preciso definir as tarefas de todos os militantes, com ênfase especial para a eleição dos delegados. Estamos na fase de fazer engrenar a mobilização, passando nossa tropa em revista, dividindo responsabilidades e invadindo as universidades de acordo com os planejamentos elaborados em cada local e discutidos com a direção nacional", diz.

"Igualmente é necessário estar inteirado dos debates que nosso movimento, Da Unidade Vai Nascer a Novidade, propõe para o Congresso. Reuniões, encontros e debates já foram realizados. Panfletos, adesivos, cartazes e cupons já foram confeccionados e enviados para os estados. Portanto, nossa campanha já tem todas as condições de ir para as salas de aula", completa Ossi.

Atenção às regras da eleição

Para não vacilar, todos os passos do procedimento eleitoral da UNE (as regras completas podem ser encontradas no www.une.org.br) devem estar na memória e na ponta da língua dos militantes.

"Nesse método de eleição, os menores detalhes podem atrapalhar, o que requer muita organização de nossa parte. Uma das características da nossa força política em seus 25 anos de ligação com o movimento estudantil é o zelo pela democracia. Por isso, somos os mais determinados em observar todas as regras eleitorais definidas pela UNE", alerta Márcio Cabral.

Política de finanças para a campanha

Outro ponto decisivo para o sucesso da campanha é o planejamento financeiro e a busca coletiva para alavancar os recursos necessários para a mobilização e transporte. Segundo Anderson de Oliveira, diretor de finanças da UJS, "de maneira a possibilitar que os locais compartilhem a responsabilidade pela obtenção dos recursos, fizemos e distribuímos cupons para que a militância faça pedágios e atividades de arrecadação".

"Ao lado da movimentação para viabilizar as movimentações do cotidiano da campanha, é dever das direções anteciparem os contatos para conseguir o transporte das delegações, tanto para os congressos de entidades estaduais quanto para o Congresso da UNE", conclui.

DS propõe que juventude do PT e UJS façam aliança na UNE

Em artigo assinado por Joaquim Soriano, secretário de Formação Política do PT, e Rafael Chagas, diretor da UNE, a corrente Democracia Socialista avalia avanços na gestão da União Nacional dos Estudantes, propõe desafios para o movimento estudantil no próximo e convoca a juventude petista a "fortalecer o campo democrático e popular" na entidade.

Leia a seguir a íntegra do artigo

Unidade da esquerda na UNE

A década de 90 foi marcada pela resistência do movimento social ao neoliberalismo no Brasil. Nesse período de propaganda do Estado Mínimo e de privatização, as universidades públicas eram sucateadas, ao mesmo tempo em que havia um processo desenfreado de abertura de faculdades privadas e sem qualidade. Essa era a política educacional do governo FHC.

A vitória eleitoral de Lula trouxe a possibilidade de efetivar uma agenda pós-neoliberal no Brasil e na América Latina. Mais de 6 anos depois, permanece atual a tese de que, para essa agenda se concretizar, é decisiva a atuação dos movimentos sociais. Mais que isso, é preciso formulação e mobilização para avançar na superação do projeto neoliberal.

A agenda do movimento estudantil

Essas possibilidades abertas fizeram com que as políticas adotadas pela União Nacional dos Estudantes fossem produto de um grande grau de unidade entre as juventudes do PT, do PCdoB , PSB.

Ao longo da atual gestão da entidade, suas resoluções políticas expressaram um ponto de vista comum, especialmente na crítica à política econômica executada pelo Banco Central. Outra demonstração do papel que essa unidade desempenha se deu no Coneb (Conselho Nacional de Entidades de Base) deste ano, que reuniu cerca de mil estudantes universitários. Lá, essas juventudes partidárias elaboraram e aprovaram o projeto de reforma universitária da UNE e destacaram, através de um manifesto, a necessidade de uma outra política econômica para superar a crise internacional atual garantindo os direitos da classe trabalhadora.

Esses posicionamentos encontram forte oposição nos setores que combatem o governo Lula por entender que ele “aprofunda as políticas neoliberais no Brasil”. A unidade do campo que o PT integra resultou no isolamento dessa opinião dentro da UNE e numa maior capacidade nossa de diálogo com os estudantes.

Outras pautas importantes impulsionadas pela JPT foram incorporadas com centralidade pela UNE. A luta feminista, a luta anti-racista, o debate de saúde, entre outros, são exemplos. Isso ampliou o horizonte da entidade, levando-a a ultrapassar os muros das universidades e lhe conferindo uma referência mais abrangente.

A agenda para a próxima gestão da UNE coloca três desafios:

1- O processo de Conferência Nacional de Educação, espaço privilegiado para a disputa em torno de um modelo de educação, buscando alterar estruturalmente o que temos hoje.

2- A disputa de projetos que travaremos nas eleições de 2010, que já tem seu início no enfrentamento da crise econômica mundial;

3- Democratizar a UNE para que ela possa estar à altura desses desafios.

A unidade da JPT com as demais juventudes que atuam na mesma direção no movimento estudantil é importante para que possamos derrotar aqueles que entendem a educação como mercadoria e impedir a volta do projeto neoliberal em 2010. Da mesma forma, os estudantes petistas devem apresentar um programa capaz de democratizar as estruturas da UNE, inclusive para que as diferentes forças que compõem esse campo tenham a possibilidade de interferir de fato nos rumos gerais da entidade.

O embate que vem aí

A direita mantém o discurso neoliberal de corte de gastos públicos, redução de direitos trabalhistas e prevalência do privado sobre o público como respostas para a crise. A disputa está lançada, e a UNE deve estar mobilizada para esse enfrentamento.

O embate político entre projetos, certamente, dar-se-á também nas universidades e nas ruas. A idéia de que é necessário assegurar uma forte presença do Estado, inclusive na educação, estão de pleno acordo com a proposta de Reforma Universitária da UNE. Esse enfrentamento precisa ser organizado com o fortalecimento das nossas propostas e mobilização.

Nossa agenda política deve incluir o debate sobre a crise, e o tom deve ser o de jogar a direita na defensiva, responsabilizando-a pelos resultados que o projeto político implementado por ela durante todos esses anos trouxe ao mundo. A consolidação do Campo Democrático e Popular na UNE favorece a construção desse cenário.

A partir do balanço das políticas apresentadas pela UNE no último período e da perspectiva de construção futura, a JPT, no próximo Congresso da UNE, precisa fortalecer o campo democrático e popular (PT, PCdoB, PSB), já que essa unidade, num plano mais geral, acumula força para a construção de um projeto democrático e socialista para o Brasil.

Mais do que se integrar a esse processo, a JPT deve ser protagonista na construção de um campo político, na UNE, afinado com a defesa do nosso projeto nacional e da necessidade de fazê-lo avançar.

Rafael Chagas é diretor da UNE, Joaquim Soriano é secretário Nacional de Formação Política do PT e da Executiva Nacional do partido.

Preparar bem as campanhas é o segredo para vencer

O processo de Congresso da UNE é uma rica experiência, na qual a militância da UJS pode exercitar na plenitude a capacidade de mobilização, articulação e debate político de propostas.

Momento no qual as ideias dos jovens socialistas para a educação, para o movimento estudantil e sobre a conjuntura política são apresentadas a centenas de milhares de estudantes de todos os cantos do país.

É preciso aproveitar todo o potencial dessa oportunidade, construindo processos eleitorais democráticos, politizados e massivos, almejando atingir o máximo de votos para as chapas do movimento Da Unidade Vai Nascer a Novidade.

Esse sucesso depende de campanhas bem feitas, capazes de imprimir a marca do movimento entre os estudantes e estabelecer vínculos entre a realidade concreta daquela universidade e a pauta geral do país e da educação, que se atentem às regras estabelecidas pela UNE, que dialoguem com outras correntes políticas, aliadas ou não.

Montagem das chapas e início da campanha

A experiência mostra que deixar para mais tarde, pode ser, no caso de congressos estudantis, muito prejudicial. Então, é necessário desde os primeiros dias de prazo cuidar das eleições, ter cuidado na montagem das chapas, buscando representatividade a partir do alcance de muitos cursos e lideranças. É bom sempre lebrar: agora todos os estudantes são realmente eleitores e devem participar do processo.

Além disso, quanto mais cedo acontecerem os processos eleitorais, mais tempo restará tanto para levar o engajamento para alunos de outras instituições quanto para discutir e assimilar propostas dos delegados eleitos.

Portanto, o início da campanha é momento essencial. É colocar a mão na massa "desde ontem".

Muita amplitude e debate

O movimento estudantil reflete toda a pluralidade de pensamento existente na universidade. Por isso, não poder haver dogmas e a palavra de ordem é amplitude. O debate de propostas buscando a convergência de opiniões, inclusive com outras forças políticas presentes no local, e a formação de alianças representativas.

É claro, isso requer análise caso a caso e flexibilidade para visualizar a melhor tática em cada local, observar quem são os aliados e identificar os adversários, levando em conta tanto os objetivos nacionais quanto a realidade em questão.

Atenção especial deve ser dada ao debate da tese do movimento Da Unidade Vai Nascer a Novidade com os estudantes em geral, e com delegados e suplentes em particular. No limite, é a politização da campanha que mobiliza os estudantes para o Congresso e possibilita a vitória das opiniões mais consequentes.

Materiais, visual e investimentos

Campanhas de êxito, capazes de dialogar amplamente com os estudantes e buscar, voto a voto, as vitórias, necessitam de grandes quantidades de materiais de apresentação do movimento e de suas propostas, identidade visual na universidade, através da confecção de faixas, camisetas, adesivos e outras coisas.

Uma campanha massiva precisa ter uma agitação competente, que garanta sua presença na paisagem da universidade e a consequente identificação com os alunos.

Por óbvio, isso exige investimento financeiro. O movimento Da Unidade Vai Nascer a Novidade, todo mundo sabe, não nada em dinheiro. Assim, já foram repassados aos estados alguns materiais de campanha - em quantidade insuficiente frente o necessário, mas que ajudam no pontapé inicial -, dentre eles um bônus para obtenção de recursos com amigos e outros estudantes.

A eleição

Passada toda a fase de campanha, é preciso ter atenção especial na data das eleições. O dia D deve contar com a exclusividade de atenção dos membros da chapa, todos devem mobilizar amigos e colegas de sala para ajudar a buscar mais votos.

É bom lembrar: é permitida a boca de urna na eleição do Congresso da UNE. Por isso, no último esforço vale revisitar salas de aula convocando para a eleição, caprichar no visual da chapa e distribuir materiais.

Ao lado desse esforço, é preciso fiscalizar o cumprimento das regras estabelecidas para a eleição, a fim de não tomar prejuízo nem correr riscos de questionamentos do processo.

É isso. O empenho de todos, o debate aberto de propostas, apostando na melhor política, e o cuidado em fazer o melhor durante o processo eleitoral levam a um caminho recompensador: o caminho da vitória!

UNE e UBES reivindicam participação no debate sobre o modelo de vestibular unificado

Entidades ainda cobram políticas de assistência estudantil mais adequadas a realidade dos estudantes brasileiros

O assunto que têm esquentado as pautas sobre educação nas ultimas semanas refere-se à intenção do ministro da Educação, Fernando Haddad, em unificar os vestibulares das universidades federais ao ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). A proposta foi apresentada pelo ministro aos reitores das universidades que não chegaram há um consenso. De acordo com o ministro o ENEM seria reformulado, passando a adotar um novo formato onde visaria promover o aprendizado necessário para a formação e desenvolvimento do raciocínio.

A proposta do ministro é criar, a partir de acordo com os reitores das universidades, um processo de seleção unificado para todo o País a ser testado nos vestibulares para o ano letivo de 2010, que serão aplicados este ano. Segundo Lúcia Stumpf, presidente da UNE, "o exame unificado poderia forçar a criação de um sistema nacional de educação. Isso significa estabelecer um padrão de ensino para todo o país, garantindo que os estudantes do norte e do sul aprendam as mesmas coisas".

Lúcia vai além, cobrando do MEC uma política mais consistente, pois o novo modelo não responde as necessidades dos jovens de baixa renda. "É muito importante e necessária a assistência estudantil que garanta o jovem na universidade, com alimentação, moradia e transporte até a conclusão do curso, seja na universidade pública ou privada".

O presidente da UBES, Ismael Cardoso, faz uma critica ao processo de construção ao modelo unificado de vestibular do ministério que não ouviu os estudantes. "Este modelo unificado avança em algumas questões, mas é característico de uma proposta construída só por docentes". Ismael ainda questiona: "Como um estudante do Ceará, que alcança uma média para estudar em universidade do Paraná, vai se sustentar em um estado que não é a realidade dele, longe da família? É uma proposta que não democratiza a universidade pública".

Esses critérios definem pautas levantadas no projeto de reforma universitária da UNE que implica a democratização do acesso a universidade, da permanência e estrutura interna e atenda as demandas dos estudantes e para o desenvolvimento do País como a autonomia universitária, que inclui entre outros pontos, democracia, com eleição direta para reitor nas universidades com eleição paritária e pelo fim da lista tríplice; acesso, pela implementação imediata do PL 73/99 que garante Reserva de Vagas para estudantes de escola pública, e cotas e assistência estudantil que contemple alimentação, transporte e moradia estudantil.

A regulamentação do Ensino Privado, contra a mercantilização e desnacionalização da educação; a reestruturação acadêmica e curricular, rompendo com a antiga fórmula da unilateralidade na relação professor-aluno; ensino profissional e tecnológico, que vise a criação bolsas de pesquisa e extensão para ensino tecnológico e cefets; pesquisa, pela ampliação e aperfeiçoamento do sistema de pós-graduação e extensão que garanta carga horária mínima de atividades de extensão nas grades curriculares dos cursos de graduação.