3 de maio de 2010

Se Liga 16






A Associação Matogrosse dos Estudantes Secundaristas (AME) juntamente com a UBES e a Escola Judiciaria Eleitoral do TRE-MT realizaram, no dia 30 de Abril, uma grande palestra da Campanha Se Liga 16 com os alunos da Escola Estadual Liceu Cuiabano. O ciclo de palestras faz parte da campanha da AME, UBES e TRE-MT.

Os palestrantes esclareceram aos estudantes sobre os objetivos da campanha, a oportunidade de que os jovens têm de escolher seus representantes no poder público, o processo eletrônico utilizado nas eleições e principalmente sobre o prazo e a documentação necessária para tirar o título de eleitor e exercer o direito do voto já nas Eleições de 2010.

Informaram também sobre os cargos que serão escolhidos no próximo pleito: deputado estadual, deputado federal, 2 senadores, governador e presidente da República, exatamente nessa ordem de votação. O jovem que completar 16 anos até o dia 3 outubro pode tirar o seu título de eleitor e, se não o fizer até o dia 5 de maio, só poderá votar para esses cargos daqui a 4 anos, ou seja, nas Eleições de 2014.
O Presidente da AME Rarikan Heven relembrou as grandes conquistas que os estudantes protagonizaram na história do Brasil, ressaltando a importancia que a juventude tem nessa grande festa da Democracia brasileira que são as eleições. Terminou a fala dizendo que essa é apenas mais uma palestra da grande campanha que a AME está desempenhando no estado e que espera conta com o apoio dos estudantes para as proximas campanhas da nossa entidade.

Os alunos puderam tirar dúvidas sobre o título de eleitor, o processo democrático e até como denunciar crimes como a compra de votos.

O evento contou com a presença do Diretor e da Coordenadora da Escola Liceu Cuiabano, Alceu Trentrin e Cleidinete, a Secretária da Escola Judiciária Janis Eyer Nakahati e servidores do TRE, Adriana das Graças Faverão e Carlos Luanga, além de outros membros de movimentos estudantis, bem como da participação de mais 600 alunos entre 16 a 18 anos daquela instituição de ensino.

A campanha também se estende até 4 de maio aos municípios do interior do Estado, por intermédio das UMES, dos Grêmios Estudantis e dos Cartorios Eleitorais.

Fonte: Assesoria de Comunicação da AME

28 de abril de 2010

Juventude, eleições 2010 e o projeto de desenvolvimento

À medida que as eleições se aproximam, acaloram-se os debates sobre candidaturas e o papel dos agentes políticos em campo na batalha.

Muito se fala, não sem razão, na necessidade de fazer as devidas comparações entre o Brasil do presente, cheio de esperanças e possibilidades a serem concretizadas, e o da década passada - um país quebrado, refém de políticas antinacionais e antissociais, que havia negociado sua soberania e colocado seus destinos em mãos alheias. Tal comparação será, sem dúvida, um dos elementos-chave do debate nacional, mas não o único.

No último período, diversos debates têm jogado luz sobre uma demanda evidente: o papel inegável do enorme contingente populacional - e eleitoral - que figura na faixa entre 16 e 24 anos. Neste universo temos 25 milhões de jovens aptos a votar, segundo o TSE.

Já se considerarmos uma faixa mais larga, a dos que figuram entre 15 e 29 anos, teremos nada menos que 52 milhões de brasileiros e brasileiras, com necessidades próprias e um olhar mais voltado para o futuro e menos suscetível a comparações com o período anterior, pois não têm na memória o descalabro dos governos de FHC. Só pra efeito de comparação, uma parte significativa dos jovens que exercerão seu direito de votar pela primeira vez agora em 2010, tinha apenas 8 anos de idade quando Lula foi eleito em 2002 e, por conta disso, não tem lembranças do atraso que foi para o Brasil, em especial para a juventude, a experiência do governo do PSDB.

Por conta disso, o desafio dos setores avançados que atuam na área é transmitir uma mensagem a partir de bandeiras políticas concretas, capaz de conquistar essa parcela. Portanto, esmerar-se em encontrar a exata medida entre valorizar o que foi feito e sinalizar as conquistas que virão com a eleição de um governo que siga e aprofunde o projeto de mudanças iniciadas no Brasil.

A expressão “continuidade” deve sempre estar ligada à necessidade de avançar, de olhar para frente, entendendo tudo que foi feito até aqui como um “alicerce” que será fundamental para que possamos dar passos mais largos e encontrar respostas para os graves problemas sociais que atingem especialmente a parcela jovem da população.

Dois eixos de atuação - embora não eliminem os demais - ganham primazia, nos dias de hoje, quando debatemos as políticas públicas de juventude: a educação e o trabalho, compreendidos em simbiose.

Mesmo com todos os avanços conquistados nos anos de governo Lula, o desemprego - ou a luta contra o subemprego - ainda continua sendo uma das principais preocupações da juventude.

Vivemos no tempo em que o acesso ao trabalho tem cada vez mais relação com a necessidade da juventude por autonomia e emancipação e isso faz com que hoje uma parte significativa da juventude no Brasil não se reconheça como estudantil e sim como trabalhadora. Nessa lógica, os jovens gastam mais tempo preocupados com o acesso imediato ao mercado de trabalho do que com a necessidade de dar continuidade aos estudos. Tudo isso diante de um quadro de altas taxas de desemprego juvenil e da precariedade das vagas disponíveis a esta parcela.

Essa realidade tem deixado o debate sobre as políticas públicas de juventude diante de duas opções aparentemente antagônicas no que se refere ao trabalho: 1) preparar o jovem para fazer a transição, procurando facilitar sua contratação e oferecer-lhe melhores oportunidades de trabalho cada vez mais cedo; 2) prolongar sua escolarização, o que segundo algumas propostas existentes – como a criação de uma “previdência juvenil” – significaria redundar em desincentivar/retardar sua entrada no mercado trabalho.

Aqui no Brasil, em um primeiro momento, prevaleceram políticas cujo enfoque estava na preparação para o mercado de trabalho. Centradas em cursos de qualificação profissional e no incentivo à contratação de jovens desvinculado da escola, estas experiência marcaram principalmente as décadas passadas. Contudo, a eficácia da formação profissional, quando desvinculada da escola, sempre foi questionável, tendo esse modelo bons resultados sempre quando calçados em períodos de crescimento econômico. Momento em que o desemprego juvenil é minorado.

Num segundo momento, já durante o governo Lula, passamos a experimentar outras saídas como o Programa Nacional de Inclusão de Jovens – Projovem. Nele o governo federal buscou combinar a preparação para o mundo do trabalho e a elevação da escolaridade, delimitado inicialmente para o público entre 18 e 24 anos que não havia completado o ensino fundamental. Embora a proposta seja boa, ela tende a reforçar a perspectiva de simplesmente adiar a entrada no mercado de trabalho, caso não seja acompanhada de um conjunto de outras medidas, como a elevação da qualidade do ensino fundamental através da sua completa reformulação.

Ao longo dos anos, o ensino médio brasileiro foi perdendo seu papel e se transformando em um período escolar que, por um lado, não prepara os jovens para ter acesso de modo qualificado ao mercado de trabalho e, por outro, não apresenta a perspectiva do acesso ao ensino superior. Fruto dessa realidade, torna-se necessário um debate profundo sobre qual o papel que deverá ter o ensino médio na conjuntura atual.

Nesse sentido é bom ressaltar as iniciativas na retomada da construção de um modelo de educação profissional ligada ao ensino médio. Ao contrário das medidas adotadas pelo PSDB nos anos 90 quando, através do Decreto 2208/97, desvinculou a educação técnica da educação propedêutica, o atual governo retomou para as mãos do Estado a responsabilidade pela reconstrução do ensino técnico, enxergando nele um pilar importante para o desenvolvimento do país. Essa iniciativa rendeu ao Brasil chegar hoje a 214 escolas espalhadas por todos os cantos do território, devendo esse número crescer significativamente até o fim no ano.

Um outro ponto importante a ser abordado sobre o ensino médio é a situação do magistério. O salário do professor deve conferir a ele o valor que a sociedade lhe dá. Não será possível reformular o ensino médio sem atrair para ele os melhores profissionais – e não iremos atrair os melhores profissionais sem bons salários. E foi para dar resposta a esse problema que tivemos um avanço no último período com a criação do Piso Nacional Salarial do professor, que ainda não foi implementado e sofre uma forte resistência principalmente de governadores ligados ao PSDB.

Aqui pode estar um dos caminhos a seguir na perspectiva de encontrar mais harmonia na relação entre educação e trabalho. Essa fase de transição entre a saída da escola e a entrada no mercado de trabalho são dois dos processos fundamentais para a própria caracterização da juventude. Devem, portanto, andar lado a lado. Dessa forma, o candidato que pensar diferente disso estará em descompasso com os anseios e necessidades da juventude.

Um país que busca a consolidação de um novo projeto nacional de desenvolvimento deve enfrentar esse debate buscando desfazer essa aparente dicotomia. Devemos, sim, combinar os dois enfoques: incorporar os jovens ao mercado de trabalho ao passo em que os mesmos dão continuidade aos estudos.



Marcelo Gavião é Presidente Nacional da UJS – União da Juventude Socialista

Se liga 16!



Neste ano de eleições, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) mobiliza os estudantes secundaristas brasileiros a exercerem seu direito ao voto com a campanha "Se Liga 16! 2010 é a nossa vez".
A partir dos 16 anos o jovem tem a chance de eleger seus representantes, definindo assim os rumos de nosso país. Como em anos anteriores, a campanha circula nas escolas e chama os jovens a participarem da festa da democracia.

A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) lança por todo o Brasil o mote: "Se liga 16! 2010 é a nossa vez!", voltado aos jovens que já podem tirar seu título eleitoral e fazer valer os seus direitos. Secundarista, se você tem 16 anos ou vai completar essa idade até 3 de outubro, já tem condições de votar, participando das eleições 2010.

"Penso que a juventude precisa entender seu papel na construção de um projeto de país", afirma Yann Evanovick, presidente da Ubes. O estudante esclarece que o "Se liga 16!" acontece em dois momentos. O primeiro objetivo é incentivar os jovens com 16 anos a tirar seu título de eleitor. Depois dessa fase, a idéia é estimular o voto consciente. "O eleitor precisa ficar atento e votar em candidatos que tenham disposição para defender os interesses do estudante, como o investimento em educação", exemplifica Yann.

Título de eleitor pela internet só até 30 de abril

O prazo para os cidadãos que ainda não solicitaram o seu título de eleitor, ou que desejam transferir o domicílio, termina no dia 5 de maio. A data também é o limite para quem precisa fazer a revisão dos dados eleitorais. O primeiro turno das Eleições 2010 ocorre no dia 3 de outubro, quando acontecem as eleições gerais para presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais e distritais.

Para adiantar o processo e evitar possíveis filas nos cartórios, o cidadão pode solicitar o título e atualizar seus dados cadastrais no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio do Título NET. É necessário, inicialmente, preencher o formulário virtual, com todas as informações solicitadas. O prazo limite para requerimento, via Internet, de alistamento, transferência e revisão eleitoral (Titulo Net), para as Eleições de 2010 é sexta-feira (30/4).

Para finalizar o procedimento é preciso que o requerente compareça a um cartório eleitoral, no prazo de cinco dias corridos, tendo em mãos os originais e as cópias dos documentos solicitados, além do número de protocolo gerado pelo pré-atendimento online. Quem não se apresentar pessoalmente no cartório, dentro do prazo determinado, terá o processo cancelado.

Os documentos exigidos são: carteira de identidade, comprovante de residência, título anterior (se for o caso) e, para os cidadãos do sexo masculino, comprovante de quitação militar.

10 de abril de 2010

PCdoB-PT, aliança para vencer

O PCdoB, ao anunciar apoio à pré-candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República, oferece uma militância aguerrida e lideranças institucionais para trabalhar na campanha eleitoral. Por outro lado, ao se associar à candidatura Dilma, o PCdoB se beneficia com um projeto de governo – de avançar nas conquistas sociais - que representa a luta dos comunistas. Mas isso não é novidade para uma aliança entre os dois partidos – PCdoB e PT – que vem desde 1989.


É um processo natural, não tem invenção, não tem novidade”, avalia o líder do Bloco de Esquerda (PSB-PCdoB-PMN-PRB), Daniel Almeida (PCdoB-BA), candidato à reeleição para deputado federal. Para ele, essa é uma parceria em que todos ganham.

Nos momentos que antecederam o ato político de apoio à pré-candidatura de Dilma, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, as lideranças comunistas chegavam ao Centro de Convenções manifestando a opinião de que aquele era um momento de fortalecimento e crescimento da esquerda brasileira. Eles também avaliam que a união dos partidos traz benefícios para os dois com a eleição de Dilma a presidente e a ampliação da representação dos comunistas no Legislativo e cargos majoritários.

Para o deputado e candidato a governador do Maranhão, Flávio Dino, o apoio do PCdoB a Dilma e vice-versa faz justiça a trajetória da aliança mais duradora da política brasileira de todos os tempos, que é a aliança entre o PT e o PCdoB, que nasceu em 1989, e agora será confirmada na quinta aliança sucessiva. Ele lembra que na história da república brasileira, não houve aliança tão duradoura e tão bem sucedida entre dois partidos. “É um momento muito bom para a esquerda brasileira”, avalia.

De acordo com o cantor e vereador do PCdoB de São Paulo, Netinho, que vai disputar uma vaga ao Senado, “dizer para a nossa militância, que é garrida e consciente, que essa é a mulher que escolhemos para governar o país, é a maior contribuição que podemos dar e ela sabe desse valor, porque não é à toa que vem ela, vem o Lula e o José Alencar (vice-presidente). Não são todos os partidos (aliados) que conseguiram isso.”

Por outro lado, ele avalia que “os nossos candidatos se beneficiam ao estar ao lado dela e das mensagens que ela tem para passar”. Ele lembra que junto a Dilma estará o Presidente Lula “e nós vamos nos beneficiar dessas figuras que conseguiram conduzir o país a um bom nível de satisfação da nossa população”, destacando que “as conquistas do Governo Lula são contribuições do PCdoB e o que vem a seguir será fruto do que foi concebido por nós do PCdoB.”

Oportunidade para as mulheres

A candidata a deputada federal pelo PCdoB do Rio de Janeiro, Jandira Feghali, destacou as qualidades de Dilma como conhecedora da realidade do Brasil, representante do governo que avançou nas questões sociais e capaz de travar um bom debate, como elementos que ajudam a fazer a defesa desse projeto. “E nós podemos ajudá-la muito porque temos lideranças representativas do movimento social”, lembrou.

Líder do movimento de mulheres nos mandatos que cumpriu na Câmara Federal, Jandira vê na candidatura Dilma “uma oportunidade impar para as mulheres levantarem bandeiras próprias das questões de gênero".

As lideranças do Rio de Janeiro, Bahia e Amazonas, acreditam que a campanha de Dilma será vitoriosa. Para isso contam com os números favoráveis à candidata. No Rio, tanto a prefeitura do Rio como o governo do estado se compõem no campo da Dilma, o que ajuda muito, lembra Jandira. Daniel Almeida diz que na Bahia, ela é vista como a gestora de todos os programas sociais, como Luz para Todos e Minha Casa, Minha Vida, que melhoraram a qualidade de vida do brasileiro, o que torna muito fácil fazer a relação entre a popularidade do governo Lula com a candidatura Dilma.

Os dois principais candidatos do PCdoB no estado do Amazonas, a deputada federal Vanessa Grazziotin, que concorre a uma vaga no Senado, e o deputado estadual Eron Bezerra que concorre a uma vaga na Câmara Federal, também comemoram o fato de Dilma já está a frente do candidato tucano José Serra naquela região, na proporção de 45% a 20% nas pesquisas de intenção de votos.

Eles avaliam que para a região amazônica, a candidatura Dilma consolida a visão do projeto nacional que tem como preceito o desenvolvimento da região. Eron diz que a Zona Franca de Manaus é o modelo emblemático dessa situação, lembrando que ela quase foi liquidada pelo governo neoliberal de FHC, que reduziu de 90 mil para 20 mil os empregos e hoje, após os oitos anos do Governo Lula, retomou para 110 mil operários.

“Para a Amazônia a candidatura representa a consolidação dessa visão nacional de desenvolvimento de incorporação das regiões mais atrasadas à economia nacional e superação das desigualdades regionais”, afirma Eron, acrescentando que “isso nos ajuda enormemente porque vamos lutar pelo projeto de grande apelo nacional que são os dos programas sociais. Ter alguém que defende essa bandeira é fundamental quando tem no outro polo a política neoliberal”.

DNA do PCdoB

Para a vice-presidente do PCdoB e ex-prefeita de Olinda (PE), Luciana Santos, que vai concorrer ao mandato de deputada federal, no apoio do PCdoB à candidatura Dilma, “o essencial é o seu conteúdo, as bandeiras que ela vai carregar”, lembrando que “o PCdoB dá consistência a essas bandeiras não só pela história de contribuição a luta do povo brasileiro, mas porque sempre foi propositivo no caminho que o Brasil está hoje percorrendo. Isso tem o DNA do PCdoB”, diz, em referência às conquistas dos oitos anos do governo Lula.

“Para nós, a Dilma representa o caminho que queremos para o país. O nosso objetivo estratégico é a construção do socialismo, mas nos entendemos que existe necessidade de construir uma avenida que será o novo projeto desenvolvimentista. Não há nenhuma candidatura que possa expressar melhor isso não só pelo que representa de continuidade do governo Lula, mas pelo aprofundamento das bandeiras mais progressistas, aquilo que o governo Lula ainda não foi capaz de fazer”, avalia Luciana Santos.

Em Pernambuco, ela acredita que não haverá dificuldade em mostrar ao eleitor, na campanha plebiscitária que o Partido defende, a diferença entre o que foi o projeto neoliberal de FHC e o que foram os oito anos de experiência do governo Lula. ‘É o que vai ficar na boca do povo”, garante.

Manuela D´Ávila, que concorre à reeleição para deputada federal pelo Rio Grande do Sul, também não vê dificuldades na campanha eleitoral junto à candidatura de Dilma Roussef. Ela lembrou que “Dilma tem uma relação grande com Porto Alegre e o Rio Grande, porque foi secretária da nossa Capital e nosso estado, construiu carreira política no momento da redemocratização do País”, acrescentado que “fazer campanha para ela não é apresentar alguém para o povo, é fazer o povo reencontrar alguém já conhecido”, diz.

O candidato a governador do Distrito Federal pelo PCdoB, Messias de Sousa, que concorre nas eleições indiretas do próximo dia 17 e nas eleições de outubro, faz avaliação semelhante às dos demais companheiros de Partido. Para ele, “a candidatura Dilma representa avanços das conquistas obtidas até aqui pelos dois governos Lula. Nesse sentido, o projeto de Dilma, que é avançar nas conquistas, vai reforçar em muito o papel dos comunistas na disputa eleitoral e os comunistas que defendem esses projetos de transformação que vem sendo implementados no país vão, com sua garra, sua militância e crescimento da presença política eleitoral, ajudar muito a eleição da companheira Dilma”, conclui.

Fonte: www.vermelho.org.br

Galera Tá Chegando nosso 15° Congresso Nacional da UJS

Confira as Datas do nosso 15º Congresso

Etapas Municipais:

Congresso Municipal Sinop 08 de Maio (Bartolomeu - 65-99617749)
Congresso Municipal Poconé 06 de Maio (às 14Horas na Camara Municipal) (Luciomar - 65-96024988)
Congresso Municipal Cáceres 14 de Maio (Glauco - 65-96345951)
Congresso Municipal Jangada 14 de Maio
Congresso Municipal Rondonópolis /São José do Povo 15 de Maio(Graziele 66-99128973)
Congresso Municipal de Cuiabá / Várzea Grande 22 de Maio (Rarikan 65-96079455 / 65-92070493)

Congresso Estadual da UJS (Cuiabá) 28 e 29 de Maio (Pablo 65- 84136988)

Congresso Nacional da UJS (Salvador) 17 á 20 de Junho

22 de fevereiro de 2010

Historia da UJS Parte 2

Plenária Estadual da União da Juventude Socialista de Mato Grosso.
Local: Escola Estadual Prof. Nilo Póvoas.



28-01-2010 (Domingo)

08:00hs: Conjuntura

9:00hs: Balanço das Frentes

1. Movimento Secundarista : Rarikan e Thayra
2. Movimento Universitário : Ana Flavia
3. Movimento de Mulheres : Ana Flavia e Janete
4. Movimento Cultural : Eveline
5. Movimento Esportista: Rarikan


12:00hs: Almoço

14:00hs:Planejamento do Congresso

17:00hs: Encerramento.

Inscrições pelo telefone: 65-92070493 / 65-96079455

17 de fevereiro de 2010

Com lema "Pra Ser Muito Mais Brasil", 15º Congresso da UJS está convocado

A plenária nacional da União da Juventude Socialista convocou, nesta terça-feira, 9 de fevereiro, o 15º Congresso da entidade. A plenária final ocorrerá entre 17 e 20 de junho, na cidade de Salvador (BA), mas
desde agora podem ser realizadas reuniões de filiados e apresentação do tema congressual para toda a juventude brasileira.

Com o lema "Pra Ser Muito Mais Brasil", a proposta de tese contou com dezenas de emendas e foi aprovada de maneira unânime pelos delegados presentes. Agora, o documento será debatido em todo o país, num fecundo processo democrático, até finalmente ter sua versão final aprovada na etapa nacional do Congresso.

Segundo a meta aprovada, mais de 100 mil jovens devem ser mobilizados em todas as fases do processo, sendo que serão computados apenas aqueles que efetuarem o cadastro pela "Rede UJS", sistema também
lançado na plenária.

"Pra Ser Muito Mais Brasil"
A ideia central proposta pelos jovens socialistas é de que o Brasil, fruto do acúmulo das lutas do povo que redundaram nos avanços obtidos nos útlimos anos, tem uma oportunidade rara para se contituir em uma nação próspera, desenvolvida, soberana, justa e integrada de maneira solidária com outros países e povos do continente.

O documento elenca fatos concretos que levam o país a esta nova condição, como a descoberta do pré-sal e a escolha para sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas - levando em consideração que estas não são
meras competições esportivas, mas foram possíveis graças à nova inserção do Brasil no mundo e podem significar importantes oportunidades para resolver entraves estruturais históricos, melhorando a vida do povo.

Outro eixo importante, decorrente do primeiro, é a percepção de que apenas com a união do povo e muita mobilização social será possível concretizar tal oportunidade em realidade. Ainda pela concepção da UJS,
essa luta pela construção de um Brasil melhor está diretamente ligada ao projeto de transformação socialista do país. "Sabemos que, quanto mais as transformações acontecerem, ampliando os direitos do povo e melhorando o país, mais conseguiremos ganhar adeptos para a causa de derrotar o capitalismo e construir uma nova sociedade – e é isso que nos move", aponta o documento aprovado.

Eleições 2010: O Brasil entre o avanço e o retrocesso
Seguindo esta diretriz, os jovens socialistas colocam as eleições presidenciais como o centro da luta política em 2010 e propõem uma ampla mobilização em torno de bandeiras avançadas, que enfrentem os interesses do capital financeiro e seus representantes políticos (PSDB/DEM), e equacionem problemas que afetam centralmente a juventude, como a educação, o desemprego (do qual os jovens são as principais vítimas), a violência contra o jovem nas grandes e médias cidades e outros.

Para a UJS, tal programa avançado deve ser liderado por uma candidatura que consiga representar o legado dos governos de Lula e, ao mesmo tempo, apresentar uma perspectiva de renovação e aprofundamento das mudanças iniciadas.

Rede UJS e novo site: a UJS entra de sola no mundo virtual


Um dos pontos altos da plenária foi o lançamento dos novos sistemas de organização e comunicação da UJS.
A "Rede UJS" - rede social virtual que interligará todos os filiados da entidade, núcleos e direções - será o centro de mobilização do Congresso e proporcionará profundo conhecimento da militância e suas
predileções, suas frentes de atuação, local de moradia, estudo e trabalho, enfim, um conjunto de dados que sirvam para visualizar e planejar o crescimento da entidade.

A rede social, que ainda terá novas fases de desenvolvimento nos próximos meses, também vai proporcionar criação de perfis e comunidades, veiculação de mensagens, fotos e vídeos, tal como fazem sites de relacionamento modernos e muitos utilizados pela juventude brasileira.

Avaliação do 38º Congresso da UBES
Também foi pauta da plenária a avaliação da participação da UJS no processo do 38º Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES).

O documento aprovado apontou que o resultado foi, no fundamental, positivo, pois os objetivos de ampliar a influência dos jovens socialistas entre o movimento secundarista e de construir ampla unidade em torno da bandeira de 50% do Fundo Social do pré-sal para a educação foram atingidos.

Também foram vistos como vitoriosos o novo método eleitoral da UBES, mais democrático e que permite eleições diretas nas escolas, e a diretriz de ampliar os esforços políticos destinados ao movimento secundarista. Ainda assim, foi registrada a necessidade de insistir nesse esforço, já que todos os dividendos dessa linha política não foram alcançados de imediato neste Congresso.

De São Paulo,
Fernando Borgonovi

27 de setembro de 2009

Manuel Zelaya regressa a Honduras! É necessária a ação das massas para derrotar o golpe de Estado!


Na embaixada brasileira, cercado pelas forças golpistas, o presidente eleito de Honduras conclama o povo às ruas. Milhares marcham a Tegucigalpa. No Brasil, atos de solidariedade nesta semana.

Na segunda-feira, dia 21 de Setembro, às 11h da manhã, foi confirmado que Manuel Zelaya, o presidente legítimo de Honduras, estava na capital Tegucigalpa, alojado na embaixada brasileira. O presidente Zelaya fez um chamado à população para que saísse a lhe proteger, e dezenas de milhares responderam.

Foi derrubado por um golpe militar perpretado pela oligarquia no dia 28 de junho, e durante 86 dias os trabalhadores, camponeses e jovens, o povo de Honduras, mantiveram uma luta heróica contra o golpe, enfrentando a repressão, os assassinatos seletivos, as detenções massivas e o bloqueio dos meios de comunicação. Só a resistência das massas, dirigidas pela Frente Nacional de Resistência Contra o Golpe, tornou possível o regresso de Zelaya ao país no dia 21 de setembro. Nem as manobras diplomáticas, nem a pressão dos distintos organismos internacionais (que, no melhor dos casos, foram tímidos) sobre o regime.

O regresso de Zelaya tomou o regime totalmente de surpresa. Primeiro negaram as notícias de que o presidente havia regressado ao país. Mas as imagens dele na embaixada brasileira já haviam sido publicadas nos meios de comunicação de todo o mundo. Milhares congregaram na parte de fora da embaixada e Zelaya dirigiu-se à multidão com o grito de batalha: “Pátria, restituição ou morte!”

Durante mais de 5 horas não houve resposta oficial do regime de Micheletti. Às 5h da tarde da hora local, Micheletti fez uma conferência de imprensa, rodeado por representantes da classe capitalista e exigiu que o Brasil entregasse Zelaya para que fosse julgado. Ele já havia anunciado um toque de recolher desde as 2 da tarde, que se estendeu até as 6 da manhã do dia seguinte (que depois se ampliou até as 6 da tarde de terça-feira). Isto provocou pânico, e os trabalhadores do setor público e privado abandonaram seus postos de trabalho e voltaram para suas residências.

O regime está claramente tentando utilizar a repressão para deter o movimento. As forças armadas, em uma declaração separada, anunciaram que defenderiam a “ordem constitucional” (é o mesmo que dizer: “o golpe ilegítimo”), “inclusive se isso significa a perda de vidas”. A rede de telefonia móvel foi desconectada, as emissoras de rádio da situação foram fechadas e deixaram de transmitir, o exército tomou os quatro aeroportos do país e os cercou.

Mas o entusiasmo criado pelo regresso de Zelaya, depois de 86 dias de resistência das massas, não se pode deter com a repressão. É provável que estejamos presenciando os últimos dias do golpe. Ao final da tarde, uma massiva multidão de 50 mil pessoas, desafiando o toque de recolher, já havia se reunido nos arredores da embaixada brasileira e Zelaya estava se reunindo com os dirigentes da resistência. O ambiente era de júbilo, e as ruas estavam cheias de risos e celebrações. No bairro operário de Kennedy, 3 mil pessoas também desafiaram o toque de recolher, se manifestando até meia-noite. Cenas similares se repetiram por todo o país.

Entretanto, deve-se atentar para uma advertência. A luta não terminou. Os golpistas ainda estão no poder e controlam o aparato do Estado (incluindo o exército e a polícia). Se o golpe for derrotado por uma insurreição popular, tem muito a perder e, portanto, recorreriam a medidas desesperadas para se manter no poder.

Por outro lado, setores da oligarquia, e sobretudo o imperialismo norte-americano, tentarão chegar a um acordo negociado, para salvar o que puderem. Washington já insistiu que a saída é o “Acordo de San José”, que como explicamos, iria atar de pés e mãos Zelaya e daria à oligarquia justamente o que queriam com o golpe. Deve ser recusado! Não deve haver anistia para os golpistas. A vontade do povo deve se expressar democraticamente em eleições livres e democráticas para uma Assembléia Constituinte Revolucionária! Não às eleições amainadas, preparadas para o dia 29 de novembro pelos golpistas!

Não obstante, tanto a Nicarágua, como a Venezuela, votaram contra e manifestaram seu protesto. O embaixador nicaraguense disse que havia falado com Zelaya e que este também recusava o acordo de San José, que anteriormente havia aceitado. Isso é correto e deve ser aplaudido. Outros governos latino-americanos deveriam pressionar para seguir a mesma linha (começando pela Bolívia, El Salvador e Equador).

Nas próximas horas, podemos esperar frenéticas negociações para salvar a legalidade capitalista e as cabeças dos golpistas mais destacados e seus seguidores na classe capitalista, combinado com tentativas de dissolver o movimento com repressão.

As massas deram o último golpe no regime. A Frente Nacional fez um chamado para uma manifestação nacional na capital que poderia ser muito maior que a manifestação histórica do início de julho, quando Zelaya tentou regressar de avião. Isso deveria ser acompanhado por uma greve geral com ocupações dos centros de trabalho. Os trabalhadores devem se converter em donos da situação. Se o regime desliga as emissoras de rádio, os trabalhadores devem voltar a religá-las. Se o regime corta a cobertura dos telefones móveis, os trabalhadores das telecomunicações devem restaurá-la. Os sindicatos dos professores já convocaram uma greve que iniciará terça-feira pela manhã. Os comitês de vizinhos, locais e regionais da frente devem tomar o controle da situação e coordenar suas ações através de representantes eleitos democraticamente, assim se pode criar um poder alternativo ao do ilegítimo regime golpista.

Deveria fazer uma chamada clara às fileiras do exército e da polícia para que se neguem a cumprir as ordens. Zelaya já lhes pediu que voltem suas armas contra seus oficiais. Isto deve ser apoiado pela pressão das massas nas ruas e fora dos batalhões militares. Ao mesmo tempo, o movimento deve se defender contra as provocações e a repressão. Foram levantadas barricadas nos arredores da embaixada brasileira. Também deveria-se organizar esquadrões armados de defesa.

As próximas horas serão decisivas. A correlação de forças está do lado das massas. Podem acertar o último golpe no regime golpista e começar a construção de um novo regime político baseado na organização das massas. Uma assembléia constituinte revolucionária, convocada pela autoridade da Frente Nacional de Resistência, é a maneira de poder satisfazer as aspirações das massas.

Não ao golpe de Estado!


*Escrito por Jorge Martin

15 de setembro de 2009

Plenária da UJS aprova calendário, atividades dos 25 anos e alterações na direção nacional

Sex, 11/09/09 16h49

Na sequência do vitorioso 12º Coneg da UBES, os trabalhos da militância juvenil socialista continuaram intensos entre 7 e 9 de setembro. Foram realizados, nesses dias, também no Rio de Janeiro, o Encontro Nacional de Estudantes Secundaristas da UJS e a Plenária Nacional da entidade, que deliberou sobre extensa pauta. A Plenária Nacional teve participação de 75 dirigentes da UJS, vindos de 17 estados, que se debruçaram sobre a atualização do planejamento estratégico da Organização, debates das frentes, mudanças na direção, avaliação do Congresso da UNE, plano para o Congresso da UBES e calendário de comemorações dos 25 anos da UJS.

Para o novo diretor de Organização da UJS, André Tokarski, a plenária cumpriu papel de colocar em revista a resposta que a entidade tem dado aos desafios até aqui e impulsionar uma série de ações até o Congresso. "Esta plenária foi muito qualificada e representativa, traçou um panorama de como temos nos comportado nos estados e nas frentes de atuação, além de, principalmente, traçar perspectivas promissoras para as lutas políticas que enfrentaremos até o Congresso da UJS", avaliou.

Frentes de atuação e alterações na DN
Os informes especiais apresentados pelas frentes de atuação de Jovens Cientistas, Jovens Trabalhadores, Jovens Mulheres, Esporte, Cultura e LGBT/Diversidade Sexual, cada uma com plano de ação e prioridade instituída, demonstra que a orientação da autonomia das frentes, elaborada no 14º Congresso, já começa a ter consequências positivas. Também apresentaram seus balanços e perspectivas a área temática de Solidariedade Internacional e as áreas de trabalho Comunicação, Formação e Finanças.

Tendo em vista que alguns militantes assumiram outras tarefas políticas nos últimos meses, também foi apreciada uma proposta de alteração nos quadros da Direção Nacional da UJS, na composição da Comissão Diretora e nas tarefas da executiva. As mudanças estão no quadro ao final da matéria.

Antecipar a preparação do 15º Congresso da UJS
Uma das decisões da Plenária foi aproveitar o período favorável, que comporta as comemorações dos 25 anos da UJS e a mobilização para as eleições da UBES para antecipar o processo de filiações de novos militantes com vistas ao próximo Congresso da UJS, a ser realizado em 2010.
Marcelo Gavião, presidente da entidade, frizou que "é necessário construir o Congresso da UJS desde agora. Devemos aproveitar as atividades de agora para apresentar a entidade, trazer mais e mais jovens para nossas fileiras, organizar os núcleos. Assim, conseguiremos jogar papel decisivo em 2010. Não tem sentido fazer isso apenas no ano do Congresso".

Como parte dessa orientação, foram apresentados os projetos de Rio de Janeiro e Salvador para sediar o 15º Congresso Nacional da UJS, com propostas de infra-estrutura, possíveis locais das plenárias e de visitação turística, além de parcerias para viabilizá-los. Além disso, deve ainda ser apresentada, na plenária de dezembro de 2009, a primeira versão os documentos políticos do Congresso.

Encontro Nacional de Estudantes Secundaristas da UJS
Do Encontro, participaram quatrocentas militantes, entre dirigentes da UJS e lideranças do recém lançado movimento "Arrastando Toda a Massa", para discutir o papel dos estudantes secundaristas na luta por um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento e nas eleições de 2010; a contribuição secundarista ao longo dos 25 anos de construção da UJS e os objetivos a serem cumpridos no bojo do 38º Congresso da UBES.

"Não poderia ter sido melhor. Após um Coneg em que dobramos nossa mobilização, iniciar um processo de Congresso da UBES debatendo com tantas lideranças, que saem convencidas das nossas bandeiras e dispostas arrastar a massa para conquistá-las, é fundamental para a vitória que desejamos", diz Titi Alvares, que acaba de ser indicada diretora de movimento secundarista da UJS.

Titi salienta que será uma grande responsabilidade da militância secundarista fazer com que o novo método eleitoral da UBES dê certo. "Será necessário um esforço muito grande, pois atingiremos, em eleições em urna, milhares de escolas. Portanto, tem que ser um processo de muita mobilização e envolvimento dos militantes e que também vai exigir muito diálogo político com outras forças, para diminuir os atritos e consolidar esse método, que é novo para todo mundo", diz.
De São Paulo,
Fernando Borgonovi, diretor de Comunicação da UJS
Fonte: www.ujs.org.br

30 de agosto de 2009

2º Mostra de LUTA


Este ano a mostra acontecerá de 21 a 28 de novembro de 2009. Nessa 2ª mostra além da exibição dos vídeos, teremos uma exposição fotográfica abordando diferentes lutas, e pretendemos realizar oficinas e mesas de debate sobre comunicação popular. As inscrições para os vídeos estão abertas, entre os dias 08 de junho e 31 de agosto (leia o regulamento). Se você tem um vídeo que retrate alguma luta e tem interesse em divulgar, envie para a 2ª Mostra Luta! Aos que não tem nada editado, mas registrado, mãos à obra: uma câmera na mão e uma luta na cabeça!



Durante a 1ª Mostra Luta!, em dezembro de 2008, o Museu da Imagem e do Som (MIS) de Campinas sediou a exibição e debate de diversos vídeos abordando a luta pela terra, por moradia, do movimento GLTTB, contra a privatização de nossas riquezas, a luta antimanicomial, pela sobrevivência, do movimento operário e estudantil. Durante as noites da mostra, debates acalourados foram travados entre pessoas de diferentes espaços, organizações e movimentos, militantes e interessados em discutir o papel do audiovisual para as diferentes lutas sociais. Foi durante esta semana que se colocou a importância de se criar um coletivo de comunicadores populares, o responsável pela organização da mostra deste ano.


Este coletivo possui como objetivo incentivar uma produção áudio-visual que se contraponha aos meios de comunicação dominantes, bem como exibir esta produção com a criação de uma rede distribuidora e exibidora de vídeos em espaços descentralizados, como: escolas, universidades, cursinhos, bairros etc.; e a construção de um site repositório de vídeos de lutas sociais. Por essa razão todos os vídeos inscritos, independente selecionados para exibição na 2ª Mostra Luta!, serão incorporados ao acervo do MIS e do Coletivo de Comunicadores Populares, para exibições públicas ou projetos sem fins lucrativos, que visam democratizar o acesso à comunicação e aos bens culturais. A seleção é necessária apenas pelo espaço de tempo para realização do evento, de uma semana, e talvez todos os vídeos inscritos não caibam neste período. Vale ressaltar que o espaço do coletivo está aberto à participação de todos que quiserem contribuir com a exibição e produção de outras maneiras de se comunicar, dando voz às lutas apagadas pelos meios de comunicação dominantes.


No Brasil, seis famílias (Civita, Marinho, Frias, Saad, Abravanel e Sirotsky) “produzem” praticamente toda a informação que chega aos 184 milhões de habitantes. Quase sem fiscalização, concentram em suas mãos um poder gigantesco de manipulação. Para garantir seus lucros e os de seus investidores, essas famílias não hesitam em criminalizar as lutas dos movimentos sociais e distorcer a realidade vivida pelos trabalhadores. Em Campinas, não é diferente: a Rede Anhanguera de Comunicação (RAC) monopoliza os meios impressos na cidade e região (Correio Popular, Diário do Povo, Notícia Já, Gazeta do Cambuí, Gazeta de Piracicaba, Gazeta de Ribeirão). É com esse poder que (de)formam a opinião pública, tratando, em geral, as manifestações populares como casos de polícia.


Mais do que exibir vídeos, a mostra surge com a proposta de ampliar o debate sobre as lutas por transformação social e da importância do audiovisual como instrumento de contra-informação ao monopólio comercial-midiático, este que sufoca as informações das lutas sociais e populares. A mostra surge, ainda, como importante espaço de organização destes que lutam pelo direito à expressão, por uma comunicação não subordinada aos interesses comerciais.
Inscreva-se! Participe!

27 de agosto de 2009

FORA GILMAR

Movimentos sociais de MT soltam nota pública de repúdio ao ministro Gilmar Mendes. - NOTA PÚBLICA – GILMAR MENDES, FORA DE MATO GROSSO!

(Essa nota foi motivada pela possível presença do ministro do Supremo Tribunal Federal –STF, Gilmar Mendes, em Cuiabá, hoje, para um evento, a convite da Assembléia Legislativa. Ele não veio; mandou um vídeo. Mas nós, dos movimentos sociais abaixo-assinados, resolvamos divulgar a nota mesmo assim, aproveitando a oportunidade para sensibilizar a opinião pública)

Minha gente de Mato Grosso, o ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), aquele que mandou soltar o banqueiro do Opportunity, acusado de crimes financeiros, Daniel Dantas, está hoje em Cuiabá, capital do nosso Estado, mais uma vez visitando a terra onde nasceu. Para os ricos, os burgueses, os legalistas de plantão, os conservadores, os anti-povo, a visita dele é motivo de festa. Porém, para nós, dos movimentos sociais, trabalhadores, jornalistas, professores, sem-terra, afro-descendentes, mulheres, crianças, favelados, desempregados e todos que sofrem, mais ou menos, nas mãos desse modelo perverso e desigual de país, onde não há justiça, este homem não é bem-vindo.

Fora ‘Gilmar Dantas’! Precisamos respirar!

É muito comum o povo brasileiro se ver nas mãos de homens públicos que só atendem aos interesses da burguesia nefasta deste país. Os que têm casa, carro, comida boa, roupas finas, conforto, viagens, altos salários, os que podem tudo.

Esses homens públicos, sem compromisso com o povo e com a construção de uma nação mais justa, como é o caso deste ministro, no poder, são um arraso à maioria da população e um fiel representante de uns poucos privilegiados.

Fora daqui ‘Gilmar Dantas’! O povo de Mato Grosso se envergonha de você!

Em Diamantino, onde nasceu, terra de um povo humilde e sofrido pelas oligarquias e o desmando de latifundiários, Gilmar Mendes usou sua influência política para eleger seu irmão, Chico Mendes, conforme revelou reportagem da revista Carta Capital. E com a anuência de políticos locais, que se derretem em favores, numa troca eterna de mútuas vantagens, sempre à nossa revelia.

Esse mesmo Gilmar Mendes, que atua contra o povo brasileiro, comanda o superior tribunal deste país, minha gente. Estamos perdidos!

Foi ele que no dia 17 de junho comandou seus pares na cassação do diploma para o exercício do jornalismo. A pedido de quem? Dos empresários da radiodifusão de São Paulo. Para que? Em nome da liberdade de imprensa como argumentou em seu voto de relator do processo? Claro que não! Para que as empresas contratem quem quiserem, por qualquer salário e para fazerem qualquer coisa, em favor do status quo, ou seja, da coisa como está: boa só para alguns e péssima para muitos.

Fora Mendes e seus capangas, inclusive os que usam ternos de grife! Aliás, nós não esquecemos. Quem são seus capangas em Mato Grosso, heim, senhor Gilmar Mendes? O Brasil inteiro delirou ao ouvir o também ministro do Supremo, Joaquim Barbosa, lhe enquadrar na posição de pessoa comum e não de semi-deus, como insiste em se colocar. Era o “sopapo” verbal que todos nós queríamos dar e foi um remédio vê-lo a gaguejar sem respostas para suas decisões infames.

Ministro Gilmar Mendes, um dia a casa cai!

No Brasil todo, o povo brasileiro pede: “Fora Gilmar Mendes”. Movimento em franco crescimento e nós, dos movimentos sociais de Mato Grosso, abaixo-assinados, fortalecemos esse grito.

1) Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT)

2) Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT)

3) Sindicato dos Bancários do Estado de Mato Grosso (SEEB-MT)

4) Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino no Estado de Mato Grosso (Sintrae)

5) Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) de Mato Grosso

6) União da Juventude Socialista (UJS)

7) Movimento Favelativa

8) União Brasileira de Mulheres (UBM)

10) União dos Negros pela Igualdade (Unegro)

Comissão Estadual Pró-Conferência de Comunicação

12) Grupo de Consciência Negra (Grucon)

13) Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE)

14) ONG Moral

15) Faculdades Integradas de Várza Grande (IVE) – Facom

16) Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)

16 de agosto de 2009

Tecnologias livres

Cuiabá sediou o pré lançamento do movimento Música Para Baixar – MPB...Movimento nacional do segmento musical que alia princípios de tecnologias livre, direito autoral flexível, cultura colaborativa, cultura livre, cultura digital, enfim, se norteia por princípios autogestionários.

Uma espécie de “faça você mesmo”, com um avanço para o “façamos nós mesmos”.

Um contraponto ao capitalismo voraz, uma atitude frente ao mundo insano do consumismo desenfreado e inconseqüente. Por isso, dia 13 foi um marco para a cultura cuiabana e mato-grossense, pois remontou um evento-movimento de 1983 que demarcou o início da arte urbana e contemporânea por essas bandas de cá. O evento mobilizou muita gente. Bandas confirmadas: osviralata, fuzzly, branco ou tinto, tocandira, lopez, lobo trio, pio toledo & ellen, mandala soul.

Além das bandas, teve audiovisual mato-grossense, video-clips locais, performances, teatro de bonecos, som de roda, mural-documentário (anos 80, 90 e 2000), enfim, fpi o point de (re) largada para uma intensa mobilização de artistas mato-grossenses que lutam por um mundo melhor.

Comemoramos no dia 12 de Agosto, o Dia Internacional da Juventude, a data foi instituída em Dezembro de 1999 pela Assembléia Geral das Nações Unidas. Na resolução, foi endossada a recomendação saída da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude, realizada em Lisboa (Portugal), de 8 a 12 de Agosto de 1998, que declarou o dia 12 de Agosto como Dia Internacional da Juventude. A Conferência Mundial recomendou a data e incentivou que se organizassem atividades públicas e informativas, no sentido de apoiar o Dia, para melhor promover o conhecimento do Programa Mundial da Ação para a Juventude.

Os jovens do mundo, que somam hoje mais de um bilhão, são um dos mais importantes recursos humanos para o desenvolvimento e podem ser agentes essenciais de inovação e de mudanças sociais positivas. No entanto, a dimensão da pobreza dos jovens priva o mundo desse potencial. Num mundo tão rico como o nosso, quase um quinto das pessoas com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos têm de sobreviver com menos de um dólar por dia e quase metade vive com menos de dois dólares por dia.

Numa mensagem por ocasião da data, a ONU escreve que “ hoje, o mundo conta com cerca de três mil milhões de habitantes com menos de 25 anos e mais de 100 milhões de crianças em idade escolar não frequentam a escola. Todos os dias, perto de 30 mil crianças morrem devido à pobreza e sete mil jovens contraem o HIV/AIDS. Para a ONU, ainda que os jovens constituam um quarto da população ativa, representam metade do total de desempregados. O mercado de trabalho tem dificuldade em assegurar aos jovens empregos estáveis, que lhes ofereçam boas perspectivas, excepto quando são altamente qualificados.

“Sem um trabalho digno, os jovens tornam-se particularmente vulneráveis à pobreza, o que, por sua vez, dificulta o acesso à educação e a serviços básicos de saúde, limitando ainda mais a sua empregabilidade”. A longo prazo, os jovens desfavorecidos encontrarão maiores obstáculos à melhoria da sua situação e poderão não vir a usufruir dos benefícios que o emprego estável e a longo prazo proporciona, como o acesso a bens e recursos, redes sociais fortes e a participação na tomada de decisões na família ou na comunidade”.

A comunidade internacional reconheceu a existência do fenômeno a que os especialistas chamam a “juvenilização” da pobreza e considerou-o uma área prioritária no Programa de Ação Mundial para a Juventude. O Programa considera os jovens como plenos parceiros, no contexto dos esforços em prol da erradicação da pobreza e da realização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O compromisso dos governos em relação às prioridades em matéria de desenvolvimento foi renovado e reforçado na Cúpula Mundial de 2005, que criou uma nova oportunidade de envolver os jovens nas decisões sobre questões que os afetam.


No Dia Internacional, devemos aproveitar a data, para criar oportunidades e redobrar esforços para discutir políticas para benefício de toda a juventude e da sociedade mundial. Atualmente enfrentamos graves e profundas crises com repercussões que recaem sobre os jovens. A diretora executiva do Fundo de População das Nações Unidas, Unfpa, Thoraya Ahmed Obaid, ressaltou a importância da inclusão dos jovens nos desafios atuais, em mensagem divulgada na data de hoje para celebrar o Dia Internacional da Juventude.


Thoraya soluções para as juventudes para que tenham participação plena nos problemas globais, como, por exemplo, as crises financeiras e climáticas, a diretora executiva do Unfpa diz que é preciso investir na saúde, na educação e na liderança desses jovens. Na mensagem, Thoraya lembrou da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, que aconteceu em 1994 no Cairo, Egito, onde os governos acordaram em alcançar uma mudança sustentável através do investimento na educação e na saúde dos jovens.

Na última semana, mais de 600 jovens de todo o mundo participaram da Assembleia Mundial da Juventude, que aconteceu na sede da ONU, em Nova York.

Metas do Milênio

No evento, que incluiu sessões plenárias, seminários, mesas redondas e debates informais, eles discutiram avanços e desafios sobre o cumprimento das Metas do Milênio. A reunião, patrocinada pelo Departamento de Informação Pública da ONU, teve como meta aprofundar os conhecimentos dos jovens sobre o trabalho das Nações Unidas.

23 de julho de 2009

Prêmio de Lula orgulha o país, mas imprensa esconde

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu ontem à noite, em Paris, o prêmio Félix Houphouët-Boigny concedido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura). O júri premiou Lula “por sua atuação na promoção da paz e da igualdade de direitos”. Não é um premiozinho qualquer. Entre as 23 personalidades mundiais que receberam o prêmio até hoje _ anteriormente nenhum deles brasileiro _ , estão Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, Yitzhak Rabin, ex-premiê israelense, Yasser Arafat, ex-presidente da Autoridade Nacional Palestina. Secretário-executivo do prêmio, Alioune Traoré lembrou durante a cerimonia na sede da Unesco que um terço dos vencedores anteriores ganhou depois o Prêmio Nobel da Paz.
Pode-se imaginar no Brasil o trauma que isto causaria a certos setores políticos e da mídia caso o mesmo aconteça com Lula. Thaoré disse a Lula que, ao receber este prêmio, “o senhor assume novas responsabilidades na história”. Mas nada disso foi capaz de comover os editores dos dois jornalões paulistas, Folha e Estadão, que simplesmente ignoraram o fato em suas primeiras páginas. Dos três grandes jornais nacionais, apenas O Globo destacou a entrega do prêmio no alto da capa.
Lula em seu discurso pediu a preservaçao da Amazônia, o Fim do Embargo a CUBA, a criaçao do Estado Palestino e condenou o golpe de Honduras, onde foi aplaudido três vezes. “Sinto-me honrado de partilhar desta distinção. Recebo esse prêmio em nome das conquistas recentes do povo brasileiro”, afirmou Lula para os convidados das Nações Unidas. A honraria inédita concedida a um presidente brasileiro, motivo de orgulho para o país, também não mereceu constar da escalada de manchetes do Jornal Nacional. A notícia da entrega do prêmio no principal telejornal noturno saiu ensanduichada entre declarações de Lula sobre a crise no Senado e o protesto do Greenpeace.
Diante da manifesta má-vontade demonstrada pela imprensa neste episódio da cobertura da entrega do Prêmio da Unesco, dá para entender porque o governo Lula procura formas alternativas para se comunicar com a população fora da grande mídia. Muitas vezes, ouvimos ele fazer duras críticas à atuação da imprensa, a ponto de dizer recentemente que não lia mais jornais porque lhe davam azia. Exageros à parte, mesmo que esta atitude beligerante lhe cause mais prejuízos do que dividendos, na minha modesta opinião, o fato é que Lula não deixa de ter razão quando se queixa de uma tendência da nossa mídia de inverter a máxima de Rubens Ricupero, aquele que deu uma banana para os escrúpulos.“O que é bom a gente esconde, o que é ruim a gente divulga”, parece ser mesmo a postura de boa parte dos editores da nossa imprensa com um estranho gosto pelo noticiário negativo, priorizando as desgraças e minimizando as coisas boas que também acontecem no país.
Valeu, Lula.

30 de junho de 2009

Conflitos em Honduras: Governo brasileiro não reconhece o novo presidente

29 de junho de 2009







"Os Estudantes Brasileiros são solidários ao povo de Honduras e ao Presidente Zelaya. A época das ditaduras militares na América Latina já passou", diz diretor de Relações Internacionais da UNE
Neste domingo (28), o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, foi derrubado pelo que o governo brasileiro considerou um Golpe de Estado. O motivo foi a tentativa do presidente de chamar um plebiscito para mudar a constituição vigente desde 1981. Os críticos de Zelaya alegam que ele estava tentando se reeleger. O sucessor empossado nesta segunda-feira foi o presidente da câmara, Roberto Micheletti Baín, que redigiu a atual constituição hondurenha.

A comissão especial nomeada para investigar as atuações irregulares do presidente eleito em 2006, analisou que Zelaya cometeu várias inconstitucionalidades nestes quatro anos de mandato. Ele foi retirado da sua residência na manhã deste domingo por um grupo de militares, antes mesmo da abertura das urnas que iria consultar a população sobre a possibilidade de mudança na constituição.

Zelaya e Micheletti travam uma batalha para o reconhecimento dos outros países deste novo governo. "Eu, até as próximas eleições, continuo sendo o presidente legítimo de Honduras. Somente o povo pode me derrubar, nunca um grupo de gorilas", afirmou Zelaya, para o jornal "El Pais".

Para o Diretor de Relações Internacionais da UNE, Alcides dos Anjos Leitão (Jesus), "é um absurdo sem precedentes o golpe promovido pelo alto comando militar de Honduras, pois Zelaya foi eleito pelo povo e deve cumprir seu mandato até o fim".

O governo brasileiro condena veemente a ação militar ocorrida em Honduras. O presidente Lula anunciou na manhã desta segunda-feira no seu programa semanal "Café com o Presidente", que não reconhece o novo governo. Em resposta ao EstudanteNet, a assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores informou que "ações militares desse tipo configuram atentado à democracia e não condizem com o desenvolvimento político da região. Eventuais questões de ordem constitucional devem ser resolvidas de forma pacífica, pelo diálogo e no marco da institucionalidade democrática".

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu que Zelaya seja restabelecido no cargo e que os direitos humanos sejam respeitados no país, enquanto a Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) solicitou que "as partes envolvidas" na crise iniciem "rapidamente" um diálogo, a fim de "resolver as diferenças de maneira pacífica, com total respeito ao marco legal do país".
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, comunicou em nota sua preocupação com o futuro de Honduras e pediu "respeito às normas democráticas" e a resolução das disputas através de um "diálogo livre de interferência exterior". Fildel Castro e Hugo Chávez também não reconhecem o governo de Micheletti.

Segundo o jornal "El Heraldo" de Honduras, o novo governo iniciará uma ofensiva diplomática para reverter a desaprovação da comunidade internacional e conseguir a aceitação do presidente Roberto Micheletti Baín. Além disso, o jornal também afirma que a intenção de Zelaya era dissolver o congresso.
Da RedaçãoCom Folha de São Paulo e Jornal El Heraldo
Fonte: www.une.org.br

Manifesto consolida ampla aliança para o Congresso da UNE




Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
Manifesto consolida ampla aliança para o Congresso da UNE

Na reta final do Congresso da UNE, leque de forças políticas divulga manifesto propondo a unidade do movimento estudantil brasileiro para enfrentar a crise, aprofundar as mudanças no país e evitar retrocessos nas eleições de 2010. Assinado inicialmente por sete movimentos, o documento consolida ampla aliança política para o Congresso e para a gestão da União Nacional dos Estudantes.



Manifesto ao 51º Congresso da UNE

Estamos na reta final da mobilização para o 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes. Esta ação empreendida nos últimos meses por coletivos, correntes, movimentos e por diversas lideranças que constroem a UNE nos estados demonstra, de maneira cabal, a vitalidade do movimento estudantil.

O método de eleição dos representantes, em vigor desde o último Congresso, realizado através de eleições em urna em cada universidade, deu novo impulso à organização do movimento, proporcionou mais mobilização, aprofundou a democracia e fomentou debate de ideias mais consistente entre os estudantes. Esse rico processo promovido pela UNE deve ser saudado como importante avanço e conquista do conjunto do movimento estudantil brasileiro. Em última instância, ele é garantia de um Congresso para milhões de estudantes, massivo e politizado, de acordo com a história e a responsabilidade da União Nacional dos Estudantes.

Vivemos um período de riscos e oportunidades. Os últimos anos em nosso país apresentaram um quadro de avanços: crescimento econômico, expansão do mercado interno, maior distribuição de renda, vigor democrático que permitiu diálogo frutífero entre movimentos sociais e governo central, política externa altiva e soberana. De outro lado, diante de realidade promissora, persistiram amarras que condicionaram nosso incipiente retorno à rota do desenvolvimento: política econômica conservadora, baseada na liberdade de câmbio e na manutenção de taxas de juros elevadíssimas, que tem canalizado recursos para a especulação e o rentismo em detrimento do trabalho e da produção.

A crise capitalista, apesar de encontrar o país em melhores condições de resistência em vista de outras nações, já coloca o Brasil numa situação de desaceleração econômica, o que acaba por atingir negativamente a vida do trabalhador. O quadro de desaceleração e a pressão exercida por movimentos sociais e entidades obrigou até mesmo o Banco Central – núcleo da ortodoxia dentro do governo – a afrouxar sua modorra neoliberal e colocar os juros em rota descendente.

O momento deixa evidente qual a disjuntiva da vez: a luta política pelo caminho a ser adotado para sair da crise. Vêm daí os riscos e as oportunidades. A vacilação e a cedência frente às pressões do capital, que busca uma solução que preserve intactos os privilégios do setor financeiro, poderão jogar por água abaixo os avanços até aqui acumulados. Já uma postura altiva e decidida, que enfrente os interesses de tais setores dominantes e quebre de vez as amarras neoliberais, privilegie o fortalecimento do Estado nacional, a ampliação dos investimentos e dos direitos sociais poderá fazer com que o Brasil saia primeiro da crise e desponte em condição fortalecida no quadro mundial.

2010 no centro de debate
Esta disputa desembocará em 2010, quando as eleições definirão os novos governos estaduais e a Presidência da República. É por isto que o Congresso da UNE não poderá se esquivar do debate que vem sendo desenhado para esse embate. A todo custo, a direita conservadora raivosa, expressa pelos partidos da oposição (PSDB, DEM, PPS e aliados), tenta desviar o foco: a identidade da crise econômica com o modelo que eles impuseram ao Brasil durante a era FHC. Pior que isto, tentam se apresentar como a “alternativa” de poder para o país.

Conhecemos os resultados devastadores que os anos neoliberais trouxeram ao Brasil. Por isso, é nosso dever não medir esforços para barrar a possibilidade de sua volta ao poder. É um compromisso com o presente e o futuro da nação buscarmos a superação da crise e a consolidação, nas eleições de 2010, do caminho para o desenvolvimento soberano, a democracia e a ampliação dos direitos do povo.

Para estar a altura desses desafios, marcham juntos, em uma mesma chapa para o 51º Congresso da UNE, as lideranças e movimentos que subscrevem este documento. A todos os outros que concordarem e quiserem se somar a esse esforço de unidade pela transformação do Brasil, ficaremos honrados com a participação. Assim, fortaleceremos a histórica entidade em consonância com a vocação do movimento estudantil – a de figurar nas primeiras fileiras na luta pela democratização da educação e pelos verdadeiros interesses da nação.

Assinam:

Acionando Flores
Da Unidade Vai Nascer a Novidade
Kizomba
MDE - JS-PDT/São Paulo
Movimento Geração Estudantil
Movimento Mutirão
Movimento Ousadia

17 de junho de 2009

13º Congresso da AME, uma vitória do movimento estudantil secundarista de Mato Grosso.



Nos dias 13 e 14 de junho, ocorreu na cidade de Poconé – MT, o 13º Congresso da AME – Associação Matogrossense dos Estudantes Secundaristas, uma das entidades mais antigas do Movimento Estudantil nacional, completando esse ano 62 anos.

Na condução desse processo cabe destacar o papel fundamental do ex-presidente da entidade, Celso Cunha, que abriu a AME para as diversas correntes do movimento estudantil, conduzindo um processo transparente e democrático em conjunto com a UBES, sendo um dos principais responsáveis por esse congresso histórico.

O Congresso reuniu mais de 400 pessoas, contando com representantes das principais cidades de Mato Grosso: Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Pontes e Lacerda, Cáceres, Sinop e São Jose do Povo.

Várias correntes do movimento estudantil marcaram presença no evento, que contou na programação na manhã de sábado com mesa de abertura e debate sobre a Conferência Nacional de Educação. No período da tarde ocorreram os Grupos de Trabalho que encaminharam as propostas. No domingo ocorreu a plenária final que votou as propostas e elegeu Rarikan Heven membro da UJS e do Movimento "Nada se Constrói Parado" como o novo Presidente da AME.

Essa atividade histórica tem um papel fundamental para impulsionar o movimento estudantil secundarista para as lutas no Estado nos próximos dois anos.

22 de maio de 2009

Estudantes protestam contra uso de greve para aumentar tarifa de ônibus

Estudantes denunciam conluio entre empresários e prefeitura para aumentar passagem em passeata pelas ruas do centro de Cuiabá. O manifesto ocorreu hoje de manhã e denunciou que greve de motoristas e cobradores, marcada para iniciar segunda (25), está sendo usada politicamente para elevar a tarifa.

Mais de 200 estudantes das Escolas Estaduais Nilo Póvoas, Mário de Castro, Cesário Neto e Pascoal Ramos e das Universidades como UFMT e ICEC participaram do protesto. O ato foi organizado pelo Fórum de Discussão do Transporte, que reúne várias entidades, entre elas o Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública (Sintep/MT), Instituto de Defesa do Consumidor (IDC), União da Juventude Socialista (UJS), União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES).

“O manifesto tem o objetivo de denunciar pra sociedade essa tramóia entre prefeitura e empresários do transporte. Eles estão usando a greve dos trabalhadores do setor para sensibilizar a justiça e conseguirem o aumento”, relatou Rarikan Heven, Diretor da UBES.

A marcha saiu do colégio Nilo Povoas, passou pela Praça Bispo Dom José, seguiu pela avenida Prainha e se encerrou com falas e vaias ao prefeito Wilson Santos em frente ao palácio Alencastro. “Wilson, ladrão, não aumenta meu busão”, “Contra a tarifa municipal, chegou à hora de parar a capital” foram algumas das palavras de ordem entoadas durante a caminhada.

“Esse foi só um aviso ao prefeito e aos empresários do transporte. Vamos voltar às ruas semana que vem se eles continuarem tentando sabotar a população com essa jogada de que para aumentar os salários de motoristas e cobradores é necessário subir o preço da passagem”, informou Pablo Rodrigo, acadêmico de Comunicação Social da UFMT e diretor UNE. Os trabalhadores do transporte reivindicam 13% de aumento, mas os empresários oferecem 2%.

A tarifa é hoje de R$ 2,05 e está impedida pela justiça de aumentar porque o estudo da prefeitura, de R$ 2,42, não possui sustentação contábil. Apesar disso, o prefeito reluta em elevar o preço para R$ 2,30.

4 de maio de 2009

Comunidade discute implantação do vestibular unificado


Unificação dos professos seletivos das instituições federais de ensino superior (Ifes) a partir da reestruturação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Esse tema foi o principal ponto do debate realizado hoje (4) de manhã no auditório da Faculdade Agronomia e Medicina Veterinária (Famev). Organizado pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a discussão reuniu representantes dos Sindicatos dos Professores (Adufmt) e dos trabalhadores da UFMT (Sintuf), do Diretório Central dos Estudantes (DCE), da Secretaria de Estado de Educação (Seduc/MT), da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, da União Brasileira de Estudantes Secundarista (Ubes/MT), e do Sindicato das Escolas Privadas, pró-reitores, diretores de faculdades e de institutos, alunos dos cursos de graduação e das escolas de ensino médio públicas e privadas.

As sugestões apresentadas pelos participantes e o resultado do debate serão encaminhados ao Consepe, órgão responsável pelas políticas acadêmicas, que se reúne na próxima segunda-feira (11). Presidente do Consepe, a reitora Maria Lúcia Cavalli Neder falou do processo de mobilização para discussão da implantação do vestibular unificado e apresentou, em linhas gerais, os elementos do termo de referência enviado pelo Ministério da Educação (MEC). Discorreu sobre a dimensão política da proposta que contribui para a construção de um sistema nacional articulado de educação; oportuniza a consolidação de um sistema único de avaliação das ifes; possibilita a participação democrática em processos seletivos em até cinco ifes; mobilidade estudantil; e gratuidade, permitindo maior participação dos estudantes de ensino médio das escolas públicas.

Com relação à dimensão pedagógica, explicou a reitora, é uma oportunidade de se repensar o ensino médio, a partir das novas diretrizes do novo Enem, focada em habilidades e conteúdos mais relevantes, sinalizando concretamente para novas orientações curriculares; e reflexos nas licenciaturas, com vistas à formação docente alicerçada nesse novo paradigma.

Maria Lúcia Cavalli falou ainda sobre as formas de utilização do novo sistema; de participação; das características; preocupação em avançar da base informacional (memorização de conteúdos) para a base de construção de conhecimentos (tônica principal); quais os conteúdos do exame; inscrições de candidatos, funcionalidade; resultados e calendário do novo vestibular unificado.

Preocupações - A falta de discussões sobre o tema; a pressa para aprovação do novo sistema do processo seletivo das ifes; o número excessivo de perguntas para um curto espaço de tempo; problemas do ensino médio e da educação brasileira foram aspectos abordados pelos representantes da comunidade universitária.

Favorável à implantação do novo sistema do processo seletivo, a coordenadora do Ensino Médio da Seduc/MT, Ema Marta Dunk Cintra disse ser essa uma oportunidade para repensar o ensino médio e de atender os alunos mais carentes. Considerou importante, por meio da mobilização nacional, construir uma proposta coletivamente e de ter um ensino médio adequado.

O presidente da Adufmat, Carlos Eilert, questionou sobre o número excessivo de perguntas (100) para serem respondidas em um curto espaço de tempo (5 horas); e sobre os recursos para a moradia dos estudantes. O coordenador do DCE, Gelder Pompeo, também ressaltou a preocupação da entidade com a falta de recursos e a política do MEC “feita por decretos”. “Essa mudança do ensino médio é apenas para maquiar a falta de recursos”, criticou.

O diretor da Ubes/MT, Rarikan Heven, se posicionou favorável à unificação do processo seletivo. “Essa é uma antiga reivindicação dos estudantes”, frisou sugerindo a ampliação da proposta com a implantação do vestibular seriado. Ele defendeu ainda que haja avanços na qualidade do ensino público.

Os representantes das escolas privadas criticaram a “pressa em implantar o novo sistema”. Eles defenderam uma maior discussão sobre o tema. Destacaram também os problemas no ensino básico e no ensino médio e a preocupação com a grade curricular e formação dos professores.